BLUES TO THE LORD - CHURCH
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Voltando para casa ...
Nosso Deus e Pai Tem Uma LágrimaHome[x]

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Testemunho Evangélico - Sergio Luiz Brandão

Sergio Luiz Brandão - SLB

DEUS, mudando o curso de uma história.

Dentro da aparente normalidade, estava eu nos "padrões" de conduta aceitáveis em âmbito familiar, social e profissional. Nenhum extremo, negativo ou positivo para ser avaliado ou considerado. Virtudes e pecados, dentro do entendimento da justiça conforme os homens, também, dentro dos “padrões” que um mundo corrompido aceita.

Podem parecer estranhas as expressões acima. Vou ilustrar para entender melhor quando digo "virtudes e pecados dentro do entendimento conforme a justiça dos homens."

Exemplo: Talvez você até já tenha ouvido ou presenciado isso. Uma pessoa se diz honrada, tem essa aparência e, muitas vezes, até é um bom profissional, mas como pai de família ou marido, não dá honra aos que estão debaixo de suas responsabilidades. Trai, usa as finanças para coisas escusas prejudicando as necessidades do lar, é desonesto, faz acepção de pessoas etc. Então, surge um momento em que a sua aparente honra é atingida. Essa pessoa é capaz de matar alguém e dizer que foi em defesa da honra própria. Entendeu?

Isso é um exemplo genérico. O homem e sua justiça pessoal. O homem e sua honra, conforme ele mesmo. A honra conforme a verdade do mundo, não conforme a verdade do Deus verdadeiro.

Então, comparado a tantos outros, estava eu dentro dos padrões que o meio familiar, social e profissional normalmente esperam das pessoas. É certo que as pessoas possuem aparências, uma apresentação e, também, um outro lado que é o verdadeiro. Estou enganado? É certo que não.

Estudei todos os cursos regulares e, em 1980 ingressei na APMBB – Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Tinha muitos sonhos de adolescente, mas, também, muitos pesadelos rondavam as minhas noites de sono.

Encerrado o CFO – Curso de Fromação de Oficiais, em 1982, fui declarado Aspirante com a minha turma e, então, designado para o 9º Batalhão de Polícia Militar, na Zona Norte, onde iniciei o meu conhecimento prático para receber a lapidação que modelaria o Oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Era interessado em aprender tudo da profissão policial. Tinha um forte desejo de justiça e, como diz a expressão policial, "a rua", parecia ser onde eu realizaria minhas convicções de justiça, onde eu poderia estar interferindo contra o que fosse mau ou criminoso, visando atender da melhor maneira possível o povo, qualquer pessoa que precisasse, com a certeza no coração de que, realmente, daria minha própria vida, sem saber para quem, se a situação exigisse.

Muitas alegrias, muitas tristezas; muitas esperanças, muitas desilusões; muitos acertos, muitos erros; muitas boas ações, muitas más ações; muitas verdades, muitas mentiras; muitas virtudes, muitos pecados; muitas aparências, muitas verdades pessoais ... só eu era assim? Não, não era somente eu. Entendia e via que não era apenas eu. Em qualquer profissão é assim ... quem negar isso é hipócrita.

Um universo de aparências, onde, existe a opção de não querer mais permanecer preso na dimensão da rotina que agrade o "sistema", como um círculo fechado e vicioso. Se conveniente, para o "sistema", este impõe que você seja ético, mesmo tendo que perder sua honra.

Certa ocasião ocorreu uma frase: O meu travesseiro sabe das lágrimas.

Acreditava em Deus, conforme, também, "os padrões". Ter uma religião por tradição de parentela, de família. Dizer acreditar em Deus mas não ter qualquer referencial de alguém que conheça ou tema ou ame a Deus, é o padrão. Usar o nome de Deus em vão é o mais comum. Tem gente que sai do motel após um adultério e diz: "Graças a Deus ninguém me viu". Que Deus é esse ao qual se refere? Ao que aprova ou o que reprova um adultério? Exitem: Deus e deus.

Mas eu não cria que Deus realmente existisse, na dimensão de uma fé real. Só respeitava o assunto, não gostava de brincadeiras com o assunto Deus. Havia em mim um temer sem conhecer, temer sem verdadeiramente crer. Só tinha no coração que Ele deveria ser respeitado e honrado. Então...o tempo foi passando e cada vez mais interessado pela profissão. Promoções vieram, 2º Tenente, 1º Tenente, a vida social cada vez mais envolvente, conhecendo todas as faces da alta e baixa sociedade.

Conheci os que viviam nos topos dos edifícios, ricos, famosos, e também os nos esgotos do submundo. Na maioria das vezes, não via nenhuma diferença moral entre eles, a diferença era apenas o dinheiro. Dinheiro e fama (forjada principalmente) nunca foram referências de honra real. Meu coração, quanto mais conhecia e convivia, ficava cada vez mais vazio e, também, indignado, porque injustiças eram praticadas nos ambientes do poder.

Gostava muito de música e quis aprender tocar cavaquinho, até que com alguns conhecidos do Clube dos Oficiais da Polícia Militar (ClubOf) foi formado um grupo chamado "seregode". Eu era apenas um ‘spare’ no instrumento, mas o importante era estar participando daquele convívio.

Por mais que eu tentasse dizer não, a minha vida não estava bem. Por consequências profissionais e minha forma de ser gerei muitos inimigos, dentro e fora da profissão, até aqui normal, se são inimigos é porque são bandidos, desonestos, traidores da farda e, eu, não tinha e nem fazia jogo duplo. Mas, tive e tenho, também, muitos amigos verdadeiramente leais, que concordavam com a postura irredutível contra falsos fardados. Ciladas, calúnias, difamações, injúrias foram armadas para destruir minha vida profissional. Estava num campo de guerra silencioso, o pior de todos.

Eu não conseguia fazer "olho de vidro" e tirar o tempo de serviço "sem novidades", como diziam. Minha naturalidade não dependia de parecer ser. Não estava interessado e nem preocupado com os elogios dos hipócritas de dupla-face para ter aparência de "querido da tropa". Eu não conseguia ser agradável, P5 (relações públicas) e "amigo de todos", não, não conseguia ser assim, unicamente, para os bandidos escondidos dentro do uniforme, os desonestos, os criminosos, os aproveitadores. Tentava corrigir esses, tentava mostrar um melhor caminho, o caminho legal, moral e correto, mas, a maioria resistiu e lutou para preservar seus "esquemas" dentro da PMESP.

Lutava pelos ideais de um soldado, lutava pela hombridade e respeito reais. Lutava contra os hipócritas e traiçoeiros, traidores da farda. Minha postura inflexível contra "bandidos de dentro" trouxe consequências violentas. Mas, não me dobrava. Não estava errado. Ameaças de morte todos os dias. Isso era um sinal de que estava fazendo o certo, ou seja, atrapalhando e incomodando os maus. Era ameaçado de morte porque falava a verdade sobre os líderes traidores da farda que usavam a PMESP para ganharem muito dinheiro e se promoverem "usando" a tropa com manipulações operacionais. E, outros, usando a farda para abertura das portas para o crime.

Reconhecia meus erros, reconhecia meus acertos. Reconhecia minhas virtudes, reconhecia meus defeitos. Pessoas apontavam para mim com julgamentos, mas suas vidas nunca deram testemunho de que teriam moral para fazerem aquilo.

Lembrava-me que havia lido algo na Bíblia, de Jesus quando disse: "Aquele que não tem pecado, que atire a primeira pedra e foram saindo começando dos mais velhos".

Mas eram fagulhas de coisas da Bíblia que eu havia lido ou ouvido algum dia. Os filmes que tinham enredo bíblico enchiam o meu coração.

Por volta de 1990, estava exercendo funções no Primeiro Batalhão de Polícia de Choque – ROTA, gostava muito de trabalhar na rua, como a expressão policial "era de rua", era/é minha vocação.

Por fora, aparentemente normal. Por dentro, só Deus sabia. Havia chegado a minha hora.

Um plano muito ruim estava sendo desenrolado para minha destruição, mas Deus, o Deus verdadeiro que tudo vê e conhece, numa determinada noite, providenciou o meu resgate das astutas ciladas do inimigo oculto.

Foi quando, já não suportando certa pressão, como qualquer pessoa faria num momento de exaustão, não para desistir, apenas para uma renovação das forças e continuar a luta, fui convidado certa noite para ir em uma Igreja Evangélica e receber uma oração de um pastor. Pensei comigo: "Pior não poderia ficar, e fui ...".

Naquela noite, então, fui à uma Igreja Evangélica, sem nada entender, ali entrei. Não conseguia compreender a pregação, até que chegou o momento das pessoas irem à frente para receberem oração e eu fui.

Dobrei os joelhos ali, diante do púlpito, e uma forte luz encheu os meus olhos, e não conseguia ver mais nada. Era somente luz, muita luz e o meu corpo parecia que esvaziava. Passados alguns instantes, abri os olhos, estava ainda de joelhos, levantei-me e voltei ao banco.

Tudo ali era novidade, nem tinha assunto, mas senti que algo muito pesado e violento havia sido removido de mim. O poder do Senhor Jesus Cristo removeu de mim e destruiu "obras das trevas" encomendadas para minha destruição. Sabemos que neste mundo há pessoas que invocam o diabo e fazem "trabalhos" e encomendam a morte de quem não gosta. São aqueles que vendem a alma para o diabo com pactos malditos, e nem sabem (a maioria não sabe) o que significa "fazer pacto com o diabo". Se você, que está lendo, faz isso e não sabe a dimensão desse ato, apenas digo, não tenha medo de parar, pois, Jesus Cristo pode destruir essas obras e anular a sua dívida com o diabo.

Voltei para casa e, ainda fumando um cigarro (fumava em média dois maços por dia), sentei na beirada da cama e falei para o Deus que não conhecia, assim: “Olha Deus, eu não te conheço, mas, se está tudo errado na minha vida, começa tudo de novo.” Aquela frase saiu da sinceridade do meu coração. Olhei para junto do guarda-roupas e vi o estôjo com o cavaquinho e, ao lado, o violão que por muito tempo estava ali esquecido, tendo em vista que só usava o outro instrumento. Fui movido a pegar o violão, empoeirado, que comecei a dedilhar. Era como se eu tornasse a conversar com um companheiro que, por qualquer motivo, havia esquecido em algum canto da vida e, quando dedilhava parecia que estava voltando a lembrar de como aquele som era bom e trazia paz ao coração.

Enquanto dedilhava comecei a conversar com alguém que parecia estar interessado nas minhas palavras, no meu desabafo. Momentos após, dei por mim. Dos meus lábios estava saindo um cântico. Saiu o que jamais havia ouvido. Percebi que um Cântico Novo havia saído do meu coração. Ali, sozinho, no meu quarto, cheio de um desejo da verdade, do grande e real amor, o Amor real.

Rapidamente peguei um papel e um lápis e, tudo o que havia expressado, foi lembrado e transcrito. Eram sete estrofes. Era a minha vida que estava ali. Jamais poderia imaginar que aquelas palavras estivessem dentro de mim. De pronto veio o título daquele Cântico: "Conversando".

É o Cântico Livre 002 - Conversando. 002. Conversando  [letra + áudio]

Comecei aprender a conversar com Deus, o meu íntimo amigo e confidente começou a revelar-se para mim.

Feito isso, fui dormir. Sabia que algo diferente já estava acontecendo.

O dia seguinte era o dia de final de semana e a rotina da vida social: ir ao clube, futebol, churrasco, pagode etc etc etc. Peguei o material de sempre e fui ao ClubOf. Joguei o futebol normalmente. Após um banho, a carne já na churrasqueira, a mesa pronta para as bebidas, afinação de instrumentos, tudo iria recomeçar dentro da mesma rotina. Peguei o cavaquinho e, ao iniciar a afinação, o som daquele instrumento irritou nos meus ouvidos, parecendo um som estranho, mas acabei a afinação, continuando incomodado com o som dele. Peguei-me observando o local onde sempre ocorriam as reuniões e, os meus olhos começavam a ver coisas que eu não via, disse no meu coração: "Que lugar ruim, feio, as pessoas estão com aspecto ruim, as pessoas estão com suas aparências muito ruins."

Não estava me sentindo bem ali.

Colocaram os copos de caipirinha, cerveja na mesa e eu olhava para aquilo sem qualquer desejo de pegar. Eu não havia predisposto nenhuma restrição quanto às rotinas pelo fato de ter entrado em uma igreja evangélica ou ter recebido oração. Aquilo estava simplesmente fluindo. Não havia mais em mim o desejo de pegar qualquer copo com bebida.

A sensação era de que estava em lugar errado. Virei-me para o balconista da lanchonete e pedi um refrigerante, quando veio a brincadeira: "Tá doente Brandão?"

No momento falei que estava com uma certa indisposição, que poderia ser alguma coisa que não "caiu bem" no estômago, mas eu sabia que algo estava acontecendo e eu precisava entender.

Começamos a tocar e, aquele som para mim estava insuportável, querendo até parar no meio da música. Com dificuldades fui até o fim e, levantei-me dizendo que não estava bem, algum problema no estômago, que iria para casa dormir e que mais tarde voltaria. Peguei o cavaquinho e fui para o carro que estava no estacionamento.

Quando entrei no carro, fechei a porta e, como uma criança, comecei chorar. Não entendia o que estava acontecendo. De repente, ouvi uma voz muito nítida dizer: "Acabou, agora o teu Dono é outro." Prontamente olhei para o banco traseiro pensando que houvesse alguém ali. Não havia ninguém.

Continuei ainda um pouco mais ali, disfarçando porque pessoas passavam próximas do carro e, mais uma vez ouvi: "Agora o teu Dono é outro".

Liguei o carro, olhei pelo retrovisor o grupo à distância e, no meu coração entendia que, tudo aquilo já era passado.

Chegando em casa fui para o quarto e avisei minha mãe para anotar os recados de sempre se alguém ligasse. Isso era ainda na parte da manhã. Acordei no início da noite. Perguntei para minha mãe se havia algum recado, o que foi respondido negativamente, e isso, também, não era normal. Voltei para o quarto e dormi novamente. Não saí aquela noite, também não era normal.

Progressivamente as posturas foram mudando. Muitas pessoas quando souberam que estava frequentando uma igreja evangélica ficaram escandalizadas. Como pode ser isso? O Brandão crente??!!

Uma postura sempre ficou no meu coração e assim eu falava: Eu não deixei de ser um profissional de polícia por ser crente.

Mas, os questionamentos eram previsíveis. Uns não compreendiam o que estava acontecendo. Outros, por causa de interesses escusos contra mim, procuravam difamar, caluniar, ironizar, distorcendo as coisas.

É muito nítido quando a luz resplandece. Um dia eu estava nas trevas e aprovava as obras das trevas. Vim para a luz. As trevas ficam evidentes e explícitas.

No fundo do poço o Senhor Jesus, pelo preço da Sua graça que eu jamais merecia, foi e tirou-me do lamaçal. Não havia nenhum mérito em mim, simplesmente por causa da sua graça e misericórdia.

Injúrias, difamações, perseguições começaram. Era o momento de começar a crescer na fé viva e real.

Um deserto estava chegando. O meu processo de crescimento como um filho de Deus iria começar.

As pessoas que participaram do meu passado simplesmente desapareceram, sem precisar qualquer aviso prévio. Deus disse: "Eu fechei a porta atrás de você, para este lado ninguém passa."

Erradamente ouve-se assim: "Os meus amigos me abandonaram depois que eu aceitei Jesus". O próprio Deus se encarrega de afastar, porque um novo caminho começa. Muitas vezes, sem entendimento da obra de Deus, se vai atrás do que Deus afastou.

A libertação do vício do cigarro: Vou abrir um espaço aqui para narrar isso.

Fumava muito. As vezes acabava de sair do culto da Igreja e, a primeira coisa que fazia, já na calçada, mesmo na frente de todos, acendia um cigarro. Apesar de constrangedor, não conseguia esperar outro lugar. O vício do cigarro dominava. Orava a Deus sobre o assunto, queria ser livre daquilo.

Era interessante isso, vocês leram que após a primeira oração que havia recebido em uma Igreja Evangélica, no dia seguinte e, para a glória do Senhor, até hoje, nunca mais bebida alcoólica ingeri. Mas o cigarro perdurava. Num determinado dia, uma irmã em Cristo disse-me: “Por que você não consagra um jejum pedindo para o Senhor te libertar do cigarro?” No momento respondi que eu precisava "largar sozinho" aquele vício e que não iria usar um jejum com algo tão sem importância. Não sabia o que estava falando.

Horas após, percebi que a vontade de fumar estranhamente aumentava e, já noite, estava no meu quarto, fumando um cigarro que havia acabado de acender, quando sem pensar, peguei outro cigarro e fui acender com o já aceso. Quando dei por mim, falei: Estou ficando louco? Foi quando prontamente a voz do Espírito Santo falou: Você não disse que parava sozinho? Eu tirei a minha mão. Meu coração apertou. Veio ao coração o arrependimento por ter proferido aqueles palavras irrefletidas, pedi perdão ao Senhor dizendo que, a partir das 00:00h iria jejuar e, pedi sua misericórdia em libertar-me daquele vício.

Fui dormir e, de manhã, ao acordar, não suportava o odor do cigarro dentro do meu quarto. Tudo cheirava ruim, as roupas, enfim, o que eu não sentia, estava sentindo. Aquilo que parecia perfume enquanto estava dominado pelo vício, agora era um mau cheiro insuportável. Eu estava livre.

Deus falou ao meu entendimento que Ele queria cuidar de tudo. Queria ensinar-me a plena dependência Dele em tudo.

Ouvia de Deus, usando seus profetas, que um dia sairia da Polícia Militar, mas deveria aguardar o sinal Dele. Fui, nesse tempo, promovido ao posto de Capitão PM, deixando que Deus fizesse a sua vontade.

Não escolhia lugar para servir e, conversando com Deus apenas dizia que eu estivesse onde Ele precisasse, onde houvesse necessidade.

Até que chegou o dia determinado. Dirigia-me ao 7º BPMM, onde estava lotado, subindo a pé pela Avenida Angélica, quando ouvi a voz do Espírito Santo dizer: "Acabou, hoje termina sua carreira na polícia".

Quando a frase acabou, tive a sensação de que algo havia saído de dentro de mim. A sensação de que havia sido esvaziado. Não sabia explicar, mas senti isso.

Entrei no Batalhão e fui direto ao Comandante narrando que iria providenciar a documentação, pedindo exoneração das fileiras da Corporação. Isso causou, circunstancialmente, um movimento de questionamentos, o que era esperado. Isso não era normal. "Saiu dos padrões".

Dias após foi publicada a exoneração. DOE Nº 72, de 17 de abril de 1996. BOL G PM Nº 77, de 22 de abril de 1996.

Estava lotando o carro com todos os meus pertences e, o então Cabo (reservado), chegou-se para uma última palavra.

Procurei ser rápido porque estava com vontade de chorar naquele momento final, e não queria que vissem.

Ele, despedindo disse: "Felicidades para o senhor Capitão". Mas, eu respondi: "Não sou mais Capitão, (Cabo)."

Dele ouvi o que ainda não havia ouvido durante os dezesseis anos na polícia, uma força veio junto com aquelas palavras:

"O senhor jamais vai deixar de ser o nosso Capitão Brandão." Saí dali e, no caminho, chorei.

Sabia que um deserto iria começar, e iria seguir, crendo que para mim Deus havia preparado "O meu dia".
Clique para ouvir: 049. O meu dia  [letra + áudio]

José teve o seu dia. Daniel teve o seu dia. Jó teve o seu dia. Tantos na Bíblia e outros irmãos pelo mundo tiveram o seu dia. Para mim, depois de todo o deserto, também haveria o meu dia.

Meu desejo é que você cresça na fé, e não desista, se o caminho está sendo difícil. Creia, também para você, Ele preparou o seu dia.

Finalizando ...

Um dia eu busquei uma honra. Na honra do mundo eu morri. Aceita uma Palavra? Se você que está lendo ainda não conhece essa Verdade, deixa o mal. Vem para a Luz. Vem para Jesus Cristo e Viva, não se engane, as trevas da mentira significam morte espiritual para perdição eterna.

Jesus veio resgatar os que estão em trevas, reconhecem isso, sabem disso, e desejam sincera mudança. Jesus Cristo, na cruz, pagou o preço pela sua alma, para poder ser chamado filho de Deus, conforme está escrito no Evangelho de João, capítulo 1, versículo 12, que diz: " Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no seu nome. "

Se você está assim, creia Nele, chame o nome Dele, fale com Ele: "JESUS, peço perdão pelos pecados que cometi até este momento. Entrego minha vida e, com coração sincero peço, ensina-me a ser um filho de Deus verdadeiro."

Clique para ouvir: 021. Filho verdadeiro  [letra + áudio]

Ele recebe você como está, e ensinará o novo Caminho.

Tudo se fará novo e as coisas velhas ficarão para trás.

É momento de DECISÃO.
Paz para o seu coração.

Sergio Luiz Brandão

Leitura complementar:
· Jornada pela Liberdade ...

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