BLUES TO THE LORD - CHURCH
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Escrituras Sagradas - Livro de Deuteronômio - capítulo 25

A Lei do Levirato - Interpretação Revelada - Conforme as Sombras das Coisas ou Bens Futuros.

1. Introdução.

Neste estudo, que não esgota o assunto, será considerada a Lei do Levirato conforme a interpretação revelada pelas Sombras das Coisas e Bens Futuros. A Lei do Levirato revelará sua existência e significado desde Adão até a manifestação de Jesus Cristo, para Israel e para a sua gloriosa e imaculada, igreja santificada. Para aqueles que querem ir mais além - mas este estudo não estenderá -, a Lei do Levirato traz em seu contexto eventos que remontam desde antes da fundação do mundo, já olhando para Jesus Cristo e a redenção. Será explicado que Jesus Cristo, pela Lei do Levirato, é o irmão de Adão, sendo assim, cunhado da mulher viúva (figura da igreja) e seu remidor. Mais uma vez, e sempre, será compreendida a Palavra de Deus quando o Senhor Jesus Cristo afirmou que nenhum jota ou til se omitirá da lei sem que tudo se cumpra - Evangelho de Mateus, capítulo 5, versículo 18. Esse cumprimento da Palavra de Deus não será conforme a prática natural da letra da lei, mas será pela manifestação da revelação oculta ou embutida na letra da lei.

Texto do Livro de Deuteronômio, capítulo 25, diz:
"5. Quando irmãos morarem juntos, e um deles morrer, e não tiver filho, então a mulher do falecido não se casará com homem estranho, de fora; seu cunhado estará com ela, e a receberá por mulher, e fará a obrigação de cunhado para com ela.
6. E o primogênito que ela lhe der será sucessor do nome do seu irmão falecido, para que o seu nome não se apague em Israel.
7. Porém, se o homem não quiser tomar sua cunhada, esta subirá à porta dos anciãos, e dirá: Meu cunhado recusa suscitar a seu irmão nome em Israel; não quer cumprir para comigo o dever de cunhado.
8. Então os anciãos da sua cidade o chamarão, e com ele falarão; e, se ele persistir, e disser: Não quero tomá-la;
9. Então sua cunhada se chegará a ele na presença dos anciãos, e lhe descalçará o sapato do pé, e lhe cuspirá no rosto, e protestará, e dirá: Assim se fará ao homem que não edificar a casa de seu irmão;
10. E o seu nome se chamará em Israel: A casa do descalçado".

No livro de Gênesis, Deus forma o homem do pó da terra.

Importante firmar que, a terra, materialmente falando, representa a natureza, a essência deste mundo. Deus criou todas as coisas pela sua Palavra. Tudo o que foi, e é, fisicamente manifestado, criado ou fabricado pelo homem, tem origem do que se retira exclusivamente da terra, neste mundo.

Sistema Solar e Planetas - http://www.apolo11.com/tema_astronomia_sistema_solar.php O planeta Terra, criado pelo nosso Deus, está integrado, conforme sabemos hoje, em um conjunto de corpos celestes denominado de Sistema Solar. Os planetas que formam o Sistema Solar são, conforme afirmado até então, corpos rochosos, constituídos essencialmente da matéria "terra".

A estrela maior componente desse sistema é chamada de Sol sendo que todos os demais corpos celestes estão sob seu domínio gravitacional (órbita) - conforme descreve a concepção científica. (Imagem - fonte: Apolo 11.com - http:// www.apolo11.com/ tema_ astronomia_ sistema_ solar. php)

Livro de Gênesis, capítulo 1, diz:
"9. E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca. E assim foi.
10. E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares. E viu Deus que era bom".

No âmbito do estudo sobre a Lei do Levirato ora considerada, interessa saber que, a Terra (planeta), e todos os demais planetas (conforme a ciência afirma) possuem em comum a matéria "terra". De terra vem o adjetivo "terreno", indicando tudo o que seja relativo ao mundo material em oposição ao mundo espiritual.

Da matéria desse planeta Terra, do pó da terra, Deus criou o homem. Por isso, a natureza do homem é terrena. Adão, o primeiro homem, é terreno. Jesus Cristo, o último Adão e segundo homem, é celestial. (Significado do Nome Adão. Adão: Significa "homem", "homem criado da terra (vermelha)". A origem do nome Adão é o hebraico Adam, que significa "homem". Essa palavra está intimamente ligada com a palavra hebraica para terra, adamah. fonte: https: //www. dicionariodenomesproprios. com. br/adao/)

Carta de 1 Coríntios, capítulo 15, versículo 50, diz: "E, agora, digo isto, irmãos: que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção". O apóstolo Paulo, no versículo destacado, ensina que, o primeiro homem, Adão, já foi formado da natureza deste mundo (terra=carnal=carne e sangue), consequentemente, mesmo que não cometesse pecado, continuaria separado do Reino dos Céus, sem poder herdar em glória. Adão e Eva, e sua descendência terrena, originariamente, não podiam ter acesso ao Reino dos Céus por causa da natureza carnal, que deveria ser transformada em corpo espiritual, como os anjos, para isso poder ser possível. O único e autoexistente Deus, pelo seu infinito poder, revelou em Adão e Eva, eventos ocorridos desde antes da fundação do mundo e, criou este mundo como local de juízo e justiça, para, através da Lei e em Jesus Cristo, cumprir todas as coisas, pela revelação do Espírito Santo. (Ver estudo específico no final da página - "Carne e sangue não herdam o Reino dos Céus. O homem já nasce separado do Reino de Deus.")

2. Adão e Jesus Cristo - O primeiro e o último.

Carta de 1 Coríntios, capítulo 15, diz:
"45. Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão, em espírito vivificante.
46. Mas não é primeiro o espiritual, senão o animal; depois, o espiritual.
47. O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu.
48. Qual o terreno, tais são também os terrenos; e, qual o celestial, tais também os celestiais".

Uma primeira consideração que encontro em 1 Coríntios, capítulo 15, 45-48, diz respeito sobre Adão e Cristo. Adão é o primeiro homem e Cristo, é, ao mesmo tempo, o segundo e o último homem. Mesmo que, após Adão, tenham nascido tantos outros e incontáveis homens na face da terra, a Palavra de Deus diz que, Cristo é o segundo e último homem, após Adão. Jesus Cristo é o segundo depois de Adão porque foi o próximo a ser gerado diretamente pelo Pai. Jesus é o último Adão porque, além de Adão (primeiro) ser figura de Cristo (último), depois Dele não haverá outro.

Esse detalhe faz lembrar de Isaque, porque, mesmo sendo o segundo filho de Abraão, é considerado o unigênito (filho único), mesmo que Abraão tenha, antes de Isaque, gerado Ismael através da escrava Agar. Isaque nasceu de Sara que representa a igreja livre, nascida da promessa e Ismael nasceu de Agar, que representa a igreja escrava, nascida pela Lei (quando se diz que Ismael nasceu segundo a Lei, também tem o significado de que nasceu segundo a vontade da carne). Dando isso a entender que, para Deus, a descendência vem de apenas um e por promessa (no tempo de Deus e não do homem), no caso de Isaque. Quando transportamos o caso de Ismael e Isaque e, respectivamente, para Adão e Cristo, temos esse paralelo. Nasceram tantos homens após Adão, entretanto, a promessa veio apenas em Jesus Cristo. Deus cumpre a promessa sobre a vinda do redentor profetizada desde o tempo do início.

Jesus Cristo, o Senhor, é o Filho unigênito de Deus Pai, ou seja, o único filho, gerado na glória (antes da criação do mundo), sem corrupção da terra ou da carne deste mundo, de natureza puríssima ou santíssima. Adão é filho de Deus, o Pai, mas formado da terra, da natureza terrena, corrupta e impura. Jesus Cristo representa a igreja livre e Adão representa a igreja escrava. Da mesma forma, esse paralelo é levado para Isaque e Ismael, filhos de Abraão.

Carta aos Gálatas, capítulo 4, diz:
"21. Dizei-me vós, os que quereis estar debaixo da lei: não ouvis vós a lei?
22. Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. (primeiro Ismael e depois Isaque)
23. Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas o que era da livre, por promessa,
24. o que se entende por alegoria; porque estes são os dois concertos: um, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar.
25. Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos. (essa é a Jerusalém terrena)
26. Mas a Jerusalém que é de cima é livre, a qual é mãe de todos nós".

Carta aos Hebreus, capítulo 11, versículo 17, diz: "Pela fé, ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado, sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito".

Evangelho de João, capítulo 3, versículo 16, diz: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna".

Tudo o que ocorreu antes de Cristo e tudo o que ainda acontecerá após Ele até que toda a Palavra de Deus se cumpra começa a ser entendido e descortinado pelas Sombras das Coisas e Bens Futuros ou interpretação revelada. A sabedoria e o maravilhoso poder de Deus que são terríveis e perfeitíssimos fizeram todas essas coisas. Por isso, o apóstolo Paulo, num momento de êxtase, exalta: "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém!" (Carta aos Romanos, capítulo 11, versículos 33 ao 36).

3. Adão e Eva - Cristo e a Igreja.

Livro de Gênesis, capítulo 2, diz:
"7. E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
(...)
20. E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.
21. Então, o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.
22. E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.
23. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.
24. Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
25. E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam".

Adão, o primeiro homem, é terreno e, Jesus Cristo, o último Adão e segundo homem , é do céu.
Eva, a primeira mulher, é terrena e, a igreja, a última Eva e segunda mulher, é do céu.

Eva é a mãe de todos os viventes (mas espiritualmente mortos) que existiram e existem sobre a face da terra (Gênesis 3:20). A igreja é a mãe de todos aqueles que são vivificados (ressuscitando os espiritualmente mortos) em Jesus Cristo.

Carta aos Gálatas, capítulo 4, versículo 26, diz: "Mas a Jerusalém que é de cima é livre, a qual é mãe de todos nós". A igreja, Jerusalém, ao mesmo tempo é o corpo de Cristo, a esposa do Cordeiro e a mãe dos filhos de Deus. Todo aquele que crê, os santos, são, filhos de Deus, filhos da igreja (mãe), membros do corpo de Cristo e esposa do Cordeiro. Nisso a necessidade de redimensionar a interpretação dentro de cada contexto da Palavra de Deus. Carta aos Efésios, capítulo 5, versículos 31 e 32, diz: "Por isso, deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja".

Do corpo terreno de Adão, Deus formou Eva, a mulher terrena. A primeira mulher terrena, Eva, mãe de todos os viventes (Gênesis 3:20), é formada do corpo do primeiro homem terreno. Importante anotar que, Eva, sendo a mãe de todos os viventes, quer significar que, indistintamente, sem acepção de pessoas, todos aqueles que nasceram no mundo são descendentes de uma única mãe, que é Eva, a mãe terrena e de todos os terrenos.

A Palavra de Deus diz e ensina que Adão, o homem, é figura de Cristo e Eva, a mulher, é figura da igreja, ou seja, a mulher é o corpo do homem e a igreja é o corpo de Cristo. Jesus Cristo é a cabeça do corpo, cabeça da igreja.

A Palavra de Deus traz do livro de Gênesis ao do Apocalipse a compreensão de que, a Lei do Levirato corresponde à forma como Deus Pai, através do Filho, o Senhor Jesus Cristo, estabeleceu a restauração e a edificação da igreja na terra e nos céus. A Lei do Levirato é compreendida quando as partes de um todo são interpretadas e relacionadas às figuras das revelações intimamente embutidas e implícitas, mas ocultas em mistérios, na letra natural dessa Lei. A Lei do Levirato é apenas uma parte de um todo. Todas as partes desse todo são perfeitamente ajustadas e dependentes entre si. Através da Lei, o Deus perfeitíssimo em sabedoria e feitos, fez conhecer as verdades espirituais eternas a respeito de Si mesmo e de tudo o que concebeu e será manifestado ainda neste mundo terreno. Uma parte dessas interpretações reveladas conhecemos através das cartas dos apóstolos.

Carta aos Romanos, capítulo 5, versículo 14, diz: "No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir". Os atos de Adão e Eva ao comerem do fruto que Deus havia proibido possuem significados distintos.
Carta de 1 Timóteo, capítulo 2, diz:
"13. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva.
14. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. (caiu e não caíram - aqui está afirmando que somente Eva caiu em transgressão)
15. Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, na caridade e na santificação". (Aqui, o apóstolo Paulo, embutindo na sequência de um assunto, expande a interpretação dizendo que a igreja, mulher, será salva dando à luz filhos, ou seja, filhos de Deus gerados em Jesus Cristo pelo Espírito Santo.)

O primeiro homem, Adão, morreu espiritualmente após comer do fruto dado por Eva (que Deus havia proibido de comer, senão eles morreriam - Gênesis 2:9, 16 e 17). Quando Adão tomou e comeu do fruto oferecido por sua mulher, por decisão própria, livre e espontânea, por amor a ela, aceitou morrer por Eva representando figuradamente que, Cristo, da mesma forma, por amor, entregou-se e morreu pela sua igreja. Cristo se submete à morte quando nasce de mulher na natureza carnal, neste mundo terreno, da mesma essência de Adão. (Ver estudo específico no final da página - "Adão não foi enganado quando pecou. Adão sabia o que estava fazendo".)

As mortes de Adão e Eva não foram físicas, eles não caíram mortos após comerem do fruto, as mortes foram espirituais (essa é a morte real). Quando ocorre a morte espiritual - que é a verdadeira morte -, ocorre uma separação. Essa separação é entre o que é vivo e o que é morto espiritualmente. É a separação entre a luz e as trevas espirituais. É a separação entre reinos, o Reino dos Céus e o Reino da Terra. Morrer espiritualmente significa estar completamente inconciliado com Deus e o Reino dos Céus. Sendo Eva a mãe de todos os viventes, até os dias de hoje, significa que, com sua morte espiritual, todos estão, também, espiritualmente mortos, por causa da descendência. Toda a geração de Adão até os dias de hoje, que não nasceram e não nascerem de novo em Cristo, continuaram e continuarão mortos, por causa da descendência.

O ato de Eva, por decisão própria, comer do fruto que havia sido proibido, representa a desobediência à Palavra de Deus aliada aos sentimentos de inveja e soberba das próprias razões. Figuradamente, esse mesmo ato de desobediência representa a rebelião dos anjos nos céus contra Deus, tendo como consequência, o juízo divino, impondo a queda e a perda da luz da vida para se tornarem seres em trevas e mortos. Eva representa, também, a igreja que caiu do Reino dos Céus - os anjos. A Carta de 2 Pedro, capítulo 2, versículo 4, diz: "Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o Juízo".

Oportuno e importante momento para firmar que, sem livre-arbítrio Deus nada poderia e nem pode julgar. Onde não houver livre decisão é impossível, é injusto, é abuso, é iniquidade executar julgamento e penalização. Pelo arbítrio das decisões pessoais cada um é julgado. Se o arbítrio fosse manipulado ou controlado por Deus (conforme alguns entendem e ensinam) independentemente da vontade do homem e este nada pudesse decidir de si mesmo sem a interferência divina, seria injusto julgá-lo e penalizá-lo pelos bons ou maus atos praticados. Nem os anjos e nem mesmo Satanás, seu reino e seus obreiros poderiam ser julgados. Deus pode, sim, ajudar a pessoa a decidir, mas Ele não decide por ninguém, pois, se assim não fosse, Deus teria de julgar a Si mesmo (manipulador) e não as pessoas (manipulados). (Ver estudo específico no final da página - "Das Decisões do Livre-Arbítrio, para a Predestinação de Todas as Coisas".)

Adão, o primeiro homem, terreno, está ligado à Eva, a primeira mulher terrena, da mesma forma como Cristo, o segundo homem, do céu, está ligado à segunda mulher, a igreja. A igreja, segunda mulher, é celestial, nascendo de Deus, pelo novo nascimento em Jesus Cristo, pelo Espírito Santo.

Na Carta aos Efésios, capítulo 5, versículos 22 so 33, o apóstolo Paulo, deixando para ensino mais uma interpretação revelada, faz menção das mulheres santas em relação à igreja do Senhor. Carta aos Efésios, capítulo 5, diz:
"22. Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor;
23. porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.
24. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido.
25. Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,
26. para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela Palavra,
27. para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
28. Assim devem os maridos amar a sua própria mulher como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo.
29. Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes, a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja;
30. porque somos membros do seu corpo.
31. Por isso, deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e serão dois numa carne.
32. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.
33. Assim também vós, cada um em particular ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido".

Quando o primeiro homem, Adão, fez sacrifício pela sua mulher, morrendo por ela, sendo ele o marido de Eva, representa que Eva ficou viúva ou seja, figuradamente, a igreja (espiritualmente morta), também, ficou viúva. Isso, porque a vida de Eva estava vinculada à vida de Adão, seu marido e cabeça. Significa que, se a igreja, corpo de Cristo, estiver espiritualmente morta, de algum modo, também, anulou a cabeça que é Cristo. Ambos são uma só carne, ou seja, um só corpo e um só espírito.

Essa verdade imutável de homem e mulher serem um só corpo, significa que, o que um fizer afetará o outro. Se um adulterar, adulterará o outro; se um se prostituir, prostituirá o corpo do outro; se um honrar, honrará o corpo do outro. Em família, isso estende-se aos filhos, pois todos são um só corpo.

A igreja morre porque a cabeça morreu também. Se Adão é a cabeça do corpo de Eva, como autoridade e relação de dependência, como seria a situação se Adão não tivesse comido do fruto? Como ficaria Eva nessa situação sendo que ela já havia comido do fruto? Eva morreria individualmente e Adão ficaria sem a mulher, sem corpo, incompleto. Da mesma forma que Jesus tem um corpo - a igreja. O buraco, a falta, o vazio ocasionado no Reino dos Céus com a queda de parte dos anjos, causou uma imperfeição no corpo que Deus criou e, resgatar Eva (a igreja) é fazer o Reino dos Céus voltar à perfeição em plenitude.

Ligada nesse entendimento está a Palavra que ensina no Evangelho de Mateus, capítulo 5, que diz:
"27. Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério.
28. Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela.
29. Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti, pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que todo o teu corpo seja lançado no inferno.
30. E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que todo o teu corpo seja lançado no inferno".

Carta de 1 Coríntios, capítulo 5, diz:
"1. Geralmente, se ouve que há entre vós fornicação e fornicação tal, qual nem ainda entre os gentios, como é haver quem abuse da mulher de seu pai.
2. Estais inchados e nem ao menos vos entristecestes, por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação.
3. Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o que tal ato praticou,
4. em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo,
5. seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus.
6. Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?"

Em Mateus capítulo 5, o olho direito, um dos membros do corpo, é um membro de toda a família, a igreja do Senhor Jesus Cristo na terra e nos céus ou membro de uma congregação. Daqui, nos remetemos ao evento ocorrido e registrado no Velho Testamento, no livro de Josué capítulo 7, para entendermos um pouco mais sobre o significado da passagem que diz: "... porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que todo o teu corpo seja lançado no inferno".

Livro de Josué, capítulo 7, diz:
"10. Então, disse o Senhor a Josué: Levanta-te! Por que estás prostrado assim sobre o teu rosto?
11. Israel pecou, e até transgrediram o meu concerto que lhes tinha ordenado, e até tomaram do anátema, e também furtaram, e também mentiram, e até debaixo da sua bagagem o puseram.
12. Pelo que os filhos de Israel não puderam subsistir perante os seus inimigos; viraram as costas diante dos seus inimigos, porquanto estão amaldiçoados; não serei mais convosco, se não desarraigardes o anátema do meio de vós.
13. Levanta-te, santifica o povo e dize: Santificai-vos para amanhã, porque assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Anátema há no meio de vós, Israel; diante dos vossos inimigos não podereis suster-vos, até que tireis o anátema do meio de vós.
14. Amanhã, pois, vos chegareis, segundo as vossas tribos; e será que a tribo que o Senhor tomar se chegará, segundo as famílias; e a família que o Senhor tomar se chegará por casas; e a casa que o Senhor tomar se chegará homem por homem.
15. E será que aquele que for tomado com o anátema será queimado a fogo, ele e tudo quanto tiver, porquanto transgrediu o concerto do Senhor e fez uma loucura em Israel.
16. Então, Josué se levantou de madrugada e fez chegar a Israel, segundo as suas tribos; e a tribo de Judá foi tomada.
17. E, fazendo chegar a tribo de Judá, tomou a família de Zerá; e, fazendo chegar a família de Zerá, homem por homem, foi tomado Zabdi;
18. e, fazendo chegar a sua casa, homem por homem, foi tomado Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá.
19. Então, disse Josué a Acã: Filho meu, dá, peço-te, glória ao Senhor, Deus de Israel, e faze confissão perante ele; e declara-me agora o que fizeste, não mo ocultes.
20. E respondeu Acã a Josué e disse: Verdadeiramente pequei contra o Senhor, Deus de Israel, e fiz assim e assim.
21. Quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata e, uma cunha de ouro do peso de cinquenta siclos, cobicei-os e tomei-os; e eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata, debaixo dela.

22. Então, Josué enviou mensageiros, que foram correndo à tenda; e eis que tudo estava escondido na sua tenda, e a prata, debaixo dela.
23. Tomaram, pois, aquelas coisas do meio da tenda, e as trouxeram a Josué e a todos os filhos de Israel, e as deitaram perante o Senhor.
24. Então, Josué e todo o Israel com ele tomaram a Acã, filho de Zerá, e a prata, e a capa, e a cunha de ouro, e a seus filhos, e a suas filhas, e a seus bois, e a seus jumentos, e as suas ovelhas, e a sua tenda, e a tudo quanto tinha e levaram-nos ao vale de Acor.
25. E disse Josué: Por que nos turbaste? O Senhor te turbará a ti este dia. E todo o Israel o apedrejou com pedras, e os queimaram a fogo e os apedrejaram com pedras.
26. E levantaram sobre ele um grande montão de pedras, até ao dia de hoje; assim o Senhor se tornou do ardor da sua ira; pelo que se chamou o nome daquele lugar o vale de Acor, até ao dia de hoje".

No versículo 11, do capítulo 7 do livro de Josué (acima), o Senhor diz que "Israel pecou", entretanto, o pecado da desobediência havia sido cometido por um homem do meio de todo o Israel de Deus. Acã, da Tribo de Judá, um membro do corpo, um integrante do povo (figuradamente, redimensionando, pode ser membro de um lar, de uma congregação ou toda a igreja na face da terra) desobedeceu, e houve tormento para todos. O produto da desobediência foi chamado de "anátema" que significa "maldito ou maldição". Por que o Senhor determina em seu perfeito julgamento e condenação que todo um povo sofra as consequências do pecado cometido por apenas um dos membros? Um pecado oculto que acarreta danos para todos. Conforme ensina a Palavra de Deus, essas coisas servem de exemplo e ensino para nós e que devemos atentar, meditando nelas em todo o tempo, para que não venhamos cair na mesma transgressão.

A interpretação revelada acrescenta, para os dias de hoje, após Cristo, que Deus pode levantar remidores para intervenções junto às congregações, denominações, lares, enfim, onde haja reunião dos santos, para que realizem a "obrigação de cunhado", porque estão espiritualmente mortos. Essas intervenções podem ocorrer em secreto ou declaradas. Há também aqueles que estão espiritualmente mortos aos quais Deus não dará remidor, pois já foram julgados e condenados pelas suas obras, conforme já ensina a Palavra de Deus.

Evangelho de Mateus, capítulo 7, diz:
"21. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
22. Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas?
23. E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.
24. Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha.
25. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.
26. E aquele que ouve estas minhas palavras e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia.
27. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda".

Essa Palavra de Deus de Mateus 7 é para aqueles que se dizem ou acreditam que são crentes ou evangélicos. Essa Palavra é para ministérios evangélicos, os menos e os mais numerosos existentes. Essas pessoas procuraram se justificar diante do Senhor, alegando que fizeram a "obra de Deus" no nome de Jesus Cristo - em teu nome - e, Ele diz: "Nunca vos conheci".

Pessoas em todo o mundo, pensando que estão servindo a Deus, frequentando congregações denominacionais, vivendo e fazendo a obra em nome do Senhor Jesus, mas que nunca foram conhecidas do Senhor Jesus e nem de Deus Pai, excluídas da salvação e do Reino dos Céus.

Medite nisso: Jesus diz que nunca havia conhecido aquelas pessoas porque elas não tinham o Espírito Santo. A doutrina de Cristo, que é o único fundamneto da Igreja do Senhor, tem um único Espírito - o Espírito Santo. Você saberá se uma congregação denominacional tem o verdadeiro Espírito Santo pela doutrina que ensina e prega. Existem espíritos de engano que fazem tudo parecido com a Palavra de Deus, imitam tudo, usando o nome de Jesus Cristo. Por isso, medite e atente para a doutrina de onde frequenta. Confira na Palavra de Deus tudo o que ensinam e pregam.

4. Interpretando: Livro de Deuteronômio, capítulo 25, versículos 5 ao 10 - Lei do Levirato.

Tomando o texto do Livro de Deuteronômio, capítulo 25, passo a interpretar separadamente os versículos:

"5. Quando irmãos morarem juntos, e um deles morrer, e não tiver filho, então a mulher do falecido não se casará com homem estranho, de fora; seu cunhado estará com ela, e a receberá por mulher, e fará a obrigação de cunhado para com ela."

Considerando: Adão e Cristo são ligados pela mesma descendência, em Deus Pai. São irmãos, nascidos do mesmo Pai. Adão foi formado do pó da terra (com corrupção terrena) e Cristo gerado pelo Espírito de Deus em glória, sem corrupção terrena. Adão não gerou filhos santificados, mas em pecado, com toda a descendência espiritualmente morta, até os dias de hoje. Eva representa a humanidade e, ao mesmo tempo, dentro dela, a igreja morta gerando filhos pela Lei. Eva é a mãe de todos os viventes existentes em todo o planeta, espiritualmente mortos. Toda a descendência de Adão estava perdida, como um corpo morto na face da terra, por causa da morte espiritual de Eva (Eva representa figuradamente o corpo - a igreja morta - a igreja que caiu).

A mulher não se casará com estranho, ou seja, o povo de Deus (igreja) não se unirá e nem se submeterá a outro que não seja descendente real do Adão de Deus - da mesma família - do mesmo Pai. Aqui nos traz, inclusive, o ensino sobre o casamento quando os santos não se submeterão ao jugo desigual. Essa é uma Palavra perfeita da parte de Deus para ser seguida. A Carta de 2 Coríntios, capítulo 6, versículos 14 ao 18, afirma que, o jugo desigual é comparado com: Cristo e Belial, justiça e injustiça, fiel e infiel, luz e trevas, esclarecendo que não há consenso ou harmonia entre o templo de Deus (crente) com o templo dos ídolos (incrédulo).

A remissão dos pecados seria alcançada somente e exclusivamente através de alguém que fosse celestial, pois, o preço do resgate e remissão dos pecados estaria, e está, sobre o que pertence ao Reino dos Céus - a vida do espírito dada por Deus aos homens. Por isso, mesmo que alguém esteja fisicamente vivo, pode estar espiritualmente morto, como um aprisionado em trevas espirituais, que não consegue ver a verdade real e nem entender como Deus entende e são todas as coisas. Em Adão, toda a descendência morre e, em Cristo, a descendência ressuscita e vive - ressuscita o espírito que havia perdido a vida de Deus, nascendo de novo.
Carta aos Hebreus, capítulo 9, diz:
"22. E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.
23. De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios melhores do que estes". (destaque meu)

"6. E o primogênito que ela lhe der será sucessor do nome do seu irmão falecido, para que o seu nome não se apague em Israel."

Considerando: O cumprimento da "obrigação de cunhado" traz ao entendimento que, sendo do mesmo sangue (espírito) do irmão, mesma família, é a única forma de levantar o legítimo sucessor - o primogênito substituto com as mesmas qualidades, dotes e atributos que outro teve, a imagem do morto -, "ressuscitando o seu nome" e a descendência que depois vier a manifestar, significando que o primogênito seria a imagem daquele que havia morrido.

A igreja de Jesus Cristo é um corpo e ao mesmo tempo uma família. A igreja é a família de Deus Pai na qual o Senhor Jesus Cristo é, além de cabeça, também, primogênito entre muitos irmãos. A Carta aos Colossenses, capítulo 1, versículo 18, diz: "E ele é a cabeça do corpo da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência". Carta aos Romanos, capítulo 9, versículo 29, diz: "Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos".

O segundo homem, do céu, Jesus Cristo (1 Coríntios 15:47), foi gerado pelo Espírito Santo da parte do Pai em Maria. Jesus Cristo, nascido neste mundo, de mulher carnal (Maria), representa o cunhado. Adão e Cristo são irmãos, pois são descendentes do mesmo Pai. Na Lei do Levirato, Jesus Cristo representa o cunhado de Eva, irmão de Adão, para em tempo determinado, pela justiça de Deus Pai, ressuscitar a cabeça e o corpo, figuras da igreja. A ressurreição somente poderia ser pelo filho da igreja livre, Jesus Cristo e, não, pelo filho da igreja escrava, Adão. Por isso Adão é de natureza terrena e Cristo de natureza celestial. Em 1 Coríntios, capítulo 15, versículo 48, está escrito: "Qual o terreno, tais são também os terrenos; e, qual o celestial, tais também os celestiais". Na Carta aos Romanos, capítulo 5, versículo 18, diz: "Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida". (destaque meu)

Maria é a representação de Eva. Maria representa, junto com seu povo, a igreja morta, que precisaria ser ressuscitada. Jesus Cristo, figuradamente, ressuscitou o nome do marido de Eva (Adão) morto, para que o nome do marido (Adão) morto não se apagasse de Israel (Israel é o povo escolhido por Deus, separado do mundo terreno, espiritualmente vivo). Se o nome de Adão se apagasse, toda a sua descendência também seria. Sendo Adão cabeça de Eva, sua ressurreição, diretamente, ressuscita Eva, sua mulher (corpo). Jesus Cristo é o primogênito e, concomitantemente, cabeça e corpo da igreja.

Jesus Cristo não gerou filhos naturais terrenos, mas gerou a igreja dos primogênitos.
A Carta aos Hebreus, capítulo 12, diz:
"22. Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos,
23. à universal assembleia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados".

A Palavra de Deus diz no livro do Êxodo, capítulo 4:
"21. E disse o SENHOR a Moisés: Quando voltares ao Egito, atenta que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas eu endurecerei o seu coração, para que não deixe ir o povo.
22. Então, dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito.
23. E eu te tenho dito: Deixa ir o meu filho, para que me sirva; mas tu recusaste deixá-lo ir; eis que eu matarei a teu filho, o teu primogênito".

"7. Porém, se o homem não quiser tomar sua cunhada, esta subirá à porta dos anciãos, e dirá: Meu cunhado recusa suscitar a seu irmão nome em Israel; não quer cumprir para comigo o dever de cunhado."

Considerando: A dimensão da Lei do Levirato não se limita a Cristo ser o cunhado de Adão. A Lei do Levirato também está ligada e dimensionada à vida da igreja na face da terra, das condutas que ministérios, congregações e as famílias dos santos devem observar para que não se apague o nome do marido morto. A aplicação e cumprimento da Lei do Levirato está na amplitude da revelação embutida na Lei conforme o contexto do assunto considerado. A expressão família pode ser expandida para família no sentido pai, mãe e irmãos naturais (santificados) e a família de Deus na dimensão de uma congregação ou de todo o corpo de Cristo na face da terra.

Os assuntos relacionados à igreja do Senhor devem sempre observar o redimensionamento, conforme a dimensão da situação, circunstância, assunto ou evento que estiver em foco. A expressão "família" pode ser redimensionada, por exemplo, como sendo o corpo de Cristo na face da terra, um país, um estado, uma congregação, uma casa e a família ali reunida. Por isso, conforme a situação de fato, deve-se buscar a interpretação real e corretamente relacionada e dimensionada.

Temos nas Escrituras uma passagem expondo uma situação quando um personagem (Onã filho de Judá) não quis cumprir a Lei do Levirato e Deus condenou o ato.
Livro de Gênesis, capítulo 38, diz:
"6. Judá, pois, tomou uma mulher para Er, o seu primogênito; e o seu nome era Tamar.
7. Er, porém, o primogênito de Judá, era mau aos olhos do Senhor, pelo que o Senhor o matou.
8. Então, disse Judá a Onã: Entra à mulher do teu irmão, e casa-te com ela, e suscita semente a teu irmão.
9. Onã, porém, soube que essa semente não havia de ser para ele; e aconteceu que, quando entrava à mulher de seu irmão, derramava-a na terra, para não dar semente a seu irmão.
10. E o que fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que também o matou". (destaque meu)

Relembrando, o cumprimento da "obrigação de cunhado" traz ao entendimento que, sendo do mesmo sangue (espírito) do irmão, mesma família, é a única forma de levantar o legítimo sucessor do morto (primogênito substituto), "ressuscitando seu nome". A descendência que depois vier a manifestar estará no nome do primogênito substituto, significando que o primogênito seria a perfeita imagem daquele que havia morrido. Onã, filho de Judá, procedeu mal, descumprindo a Lei do Levirato, e Deus condenou-o, matando-o.

Em Gênesis 38, versículo 8, Judá diz para Onã suscitar semente ao irmão, dando entendimento de que o primogênito gerado por Onã, originaria, faria renascer o irmão morto. A semente (origem) é através da qual originam ou nascem os frutos ou pessoas. Da semente do homem origina-se toda a descendência.

No livro de Rute, capítulo 4, temos as duas situações presentes, a negativa de um em fazer a obrigação de cunhado e o cumprimento da mesma obrigação por outro homem chamado Boaz.

No livro de Rute, capítulo 4, temos outro evento:
"1. E Boaz subiu à porta e assentou-se ali; e eis que o remidor de que Boaz tinha falado ia passando e disse-lhe: Ó fulano, desvia-te para cá e assenta-te aqui. E desviou-se para ali e assentou-se.
2. Então, tomou dez homens dos anciãos da cidade e disse: Assentai-vos aqui. E assentaram-se.
3. Então, disse ao remidor: Aquela parte da terra que foi de Elimeleque, nosso irmão, Noemi, que tornou da terra dos moabitas, a vendeu.
4. E disse eu: Manifestá-lo-ei em teus ouvidos, dizendo: Toma-a diante dos habitantes e diante dos anciãos do meu povo; se a hás de redimir, redime-a e, se não se houver de redimir, declara-mo, para que o saiba, pois outro não há, senão tu, que a redima, e eu depois de ti. Então, disse ele: Eu a redimirei.
5. Disse, porém, Boaz: No dia em que tomares a terra da mão de Noemi, também a tomarás da mão de Rute, a moabita, mulher do falecido, para suscitar o nome do falecido sobre a sua herdade.
6. Então, disse o remidor: Para mim não a poderei redimir, para que não cause dano à minha herdade; redime tu a minha remissão para ti, porque eu não a poderei redimir.
7. Havia, pois, já de muito tempo este costume em Israel, quanto à remissão e contrato, para confirmar todo negócio, que o homem descalçava o sapato e o dava ao seu próximo; e isto era por testemunho em Israel.
8. Disse, pois, o remidor a Boaz: Toma-a para ti. E descalçou o sapato.
9. Então, Boaz disse aos anciãos e a todo o povo: Sois, hoje, testemunhas de que tomei tudo quanto foi de Elimeleque, e de Quiliom, e de Malom da mão de Noemi;
10. e de que também tomo por mulher a Rute, a moabita, que foi mulher de Malom, para suscitar o nome do falecido sobre a sua herdade, para que o nome do falecido não seja desarraigado dentre seus irmãos e da porta do seu lugar; disto sois hoje testemunhas.
11. E todo o povo que estava na porta e os anciãos disseram: Somos testemunhas; o Senhor faça a esta mulher, que entra na tua casa, como a Raquel e como a Léia, que ambas edificaram a casa de Israel; e há-te já valorosamente em Efrata e faze-te nome afamado em Belém.
12. E seja a tua casa como a casa de Perez (que Tamar teve de Judá), da semente que o Senhor te der desta moça.
13. Assim, tomou Boaz a Rute, e ela lhe foi por mulher; e ele entrou a ela, e o Senhor lhe deu conceição, e ela teve um filho.
14. Então, as mulheres disseram a Noemi: Bendito seja o Senhor, que não deixou, hoje, de te dar remidor, e seja o seu nome afamado em Israel.
15. Ele te será recriador da alma e conservará a tua velhice, pois tua nora, que te ama, o teve, e ela te é melhor do que sete filhos.
16. E Noemi tomou o filho, e o pôs no seu regaço, e foi sua ama.
17. E as vizinhas lhe deram um nome, dizendo: A Noemi nasceu um filho. E chamaram o seu nome Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi".

Na passagem do livro de Rute ora considerada, temos a expressão remidor em destaque. No texto da Lei do Levirato temos a expressão "cunhado" e agora, para ampliar a interpretação, nos é apresentada a condição de "remidor". Qual o significado da expressão remidor? Segundo o dicionário Aulete, remidor significa redentor. Remir, ação do remidor significa: 1. Resgatar(-se), libertar(-se). [td. : Remir reféns/ prisioneiros.] [tdr. + de : Remiu aqueles homens do cativeiro: Remiram-se da condenação.]; 2. Indenizar, ressarcir. [td. : Remiu os prejuízos que causara.]; 3. Tornar a conseguir, obter [td. ]; 4. Poupar, libertar da condenação eterna. [td. : O sacerdote fazia tudo para remir os pecadores.]; 5. Jur. Liberar (algo) de uma obrigação, de um ônus. [td. ]; 6. Recuperar-se de uma falta, de um erro [tr. + de : Remiu-se, afinal, daquele ato detestável.] [F.: Do v.lat. redimere, por via pop. Tb.: redimir.].

Desses significados paralelos, trazendo para o contexto da Palavra de Deus, temos as expressões: resgatar, libertar, remir, ressarcir, poupar, recuperar que estão diretamente relacionadas ao Senhor Jesus Cristo. Nisso está a amplitude da Lei do Levirato, cumprindo em Jesus Cristo o seu significado revelado. Jesus Cristo é o remidor representando o cunhado na Lei do Levirato. A descendência de Adão, em Cristo, passa da morte para a vida, pela remissão, pela redenção. Jesus Cristo é o resgate do corpo, da igreja, que estava morta e agora, vive.

Na Palavra de Deus encontramos fatos e eventos constantemente envoltos em interpretações reveladas. O capítulo 4 do livro de Rute traz, além de uma revelação, quando o remidor Boaz cumpre a Lei do Levirato, outra revelação, referente àquele que não quis cumprir a mesma obrigação. Antes, convém esclarecer que, Noemi era do povo de Israel e Rute era mulher moabita. Dos versículos 1 ao 6, Boaz explicou ao que teria direito como primeiro remidor, que Noemi era a candidata, respondendo o remidor que aceitaria (versículos 3 e 4), mas em seguida, Boaz esclareceu que a moabita Rute deveria também participar da remissão, quando, então, o remidor recusou (versículos 5 e 6). A interpretação revela que, essa passagem, está ligada ao povo judeu e o povo gentio. Noemi representa o povo Judeu e Rute, o povo gentio. O Senhor Jesus Cristo veio unir os povos, tanto judeus quanto quaisquer outros, fazendo, Nele, um só povo - a igreja -, o que foi e é rechaçado pelos judeus até os dias de hoje. Quando o primeiro remidor ouviu que a obrigação recaía sobre Noemi, aceitou, entretanto, quando mencionou a moabita Rute, recusou, mesmo sabendo que sofreria o dano ou penalização da Lei do Levirato. É como os judeus trataram Cristo condenando-o à crucificação. Os judeus não aceitaram remir com os gentios, como se isso maculasse ou contaminasse, prejudicando a pureza da herança conforme a Lei de Moisés, por isso, diz o primeiro remidor no versículo 6 "... Para mim não a poderei redimir, para que não cause dano à minha herdade; redime tu a minha remissão para ti, porque eu não a poderei redimir".

Compreendemos, assim, que a Palavra de Deus pode, dentro de um mesmo evento narrado, trazer interpretações de temas e assuntos diferentes.

Cumprindo Boaz a obrigação, vemos os versículos seguintes do livro de Rute, capítulo 4:
"13. Assim, tomou Boaz a Rute, e ela lhe foi por mulher; e ele entrou a ela, e o Senhor lhe deu conceição, e ela teve um filho.
14. Então, as mulheres disseram a Noemi: Bendito seja o Senhor, que não deixou, hoje, de te dar remidor, e seja o seu nome afamado em Israel.
15. Ele te será recriador da alma e conservará a tua velhice, pois tua nora, que te ama, o teve, e ela te é melhor do que sete filhos.
16. E Noemi tomou o filho, e o pôs no seu regaço, e foi sua ama.
17. E as vizinhas lhe deram um nome, dizendo: A Noemi nasceu um filho. E chamaram o seu nome Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi".

O cumprimento da Lei do Levirato está, até aqui, considerada em parte, mas agora, surge a nova situação quando o irmão do morto não quer cumprir a obrigação de cunhado. O cumprimento da Lei do Levirato determina que somente o cunhado (irmão do morto), se houver, estará obrigado à obediência. A Lei não fala sobre cunhada irmã de mulher morta, apenas cunhado irmão de marido morto. Entende-se, então, que é previsível a situação de o cunhado negar cumprir a Lei do Levirato, havendo, consequentemente, um procedimento penalizador decorrente dessa negação. Se o cunhado negar cumprir, a viúva subirá à porta dos anciãos aos quais exporá a situação.

"8. Então os anciãos da sua cidade o chamarão, e com ele falarão; e, se ele persistir, e disser: Não quero tomá-la."

Considerando: Conforme o versículo 7 antecedente, se o homem não quiser tomar sua cunhada, esta subirá à porta dos anciãos. Na Palavra de Deus, vemos os anciãos desde o Velho Testamento, até o livro do Apocalipse. Os anciãos terrenos e os anciãos do Reino dos Céus. Os anciãos terrenos são figura dos celestiais. Aqui abre uma ramificação para um estudo específico sobre os anciãos. A Palavra de Deus é assim, ela desdobra em ramificações e tudo se relaciona perfeitamente. Resumidamente, os anciãos são aqueles que, vocacionados por Deus, pelo dom, pela experiência e tempo de vida são idôneos para exercerem responsabilidades diante do povo de Israel e, ao mesmo tempo, diante do trono do Senhor.

Livro do Êxodo, capítulo 18, diz:
"13. E aconteceu que, ao outro dia, Moisés assentou-se para julgar o povo; e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até à tarde.
14. Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, disse: Que é isto que tu fazes ao povo? Por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até à tarde?
(...)
19. Ouve agora a minha voz; eu te aconselharei, e Deus será contigo. Sê tu pelo povo diante de Deus e leva tu as coisas a Deus;
20. e declara-lhes os estatutos e as leis e faze-lhes saber o caminho em que devem andar e a obra que devem fazer.
21. E tu, dentre todo o povo, procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza; e põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquenta e maiorais de dez;
22. para que julguem este povo em todo o tempo, e seja que todo negócio grave tragam a ti, mas todo negócio pequeno eles o julguem; assim, a ti mesmo te aliviarás da carga, e eles a levarão contigo.
23. Se isto fizeres, e Deus to mandar, poderás, então, subsistir; assim também todo este povo em paz virá ao seu lugar.
24. E Moisés deu ouvidos à voz de seu sogro e fez tudo quanto tinha dito;
25. e escolheu Moisés homens capazes, de todo o Israel, e os pôs por cabeças sobre o povo: maiorais de mil e maiorais de cem, maiorais de cinquenta e maiorais de dez.
26. E eles julgaram o povo em todo tempo; o negócio árduo traziam a Moisés, e todo negócio pequeno julgavam eles".

Livro de Números, capítulo 11, diz:
"16. E disse o SENHOR a Moisés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel, de quem sabes que são anciãos do povo e seus oficiais; e os trarás perante a tenda da congregação, e ali se porão contigo.
17. Então, eu descerei, e ali falarei contigo, e tirarei do Espírito que está sobre ti, e o porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que tu sozinho o não leves".

Livro dos Salmos, capítulo ,diz:
"31. Louvem ao Senhor pela sua bondade e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens!
32. Exaltem-no na congregação do povo e glorifiquem-no na assembleia dos anciãos!".

Livro de Apocalipse, capítulo 5, versículo 14, diz: "E os quatro animais diziam: Amém! E os vinte e quatro anciãos prostraram-se e adoraram ao que vive para todo o sempre".

Apocalipse, capítulo 7, versículo 11, diz: "E todos os anjos estavam ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro animais; e prostraram-se diante do trono sobre seu rosto e adoraram a Deus".

Apocalipse, capítulo 11, versículo 16, diz: "E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre seu rosto e adoraram a Deus".

Apocalipse, capítulo 20, versículo 4, diz: "E vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos".

Carta de 1 Coríntios, capítulo 6, diz:
"2. Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois, porventura, indignos de julgar as coisas mínimas?
3. Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?".

"9. Então sua cunhada se chegará a ele na presença dos anciãos, e lhe descalçará o sapato do pé, e lhe cuspirá no rosto, e protestará, e dirá: Assim se fará ao homem que não edificar a casa de seu irmão."

Considerando: O ato de cuspir em uma pessoa ou em seu rosto denotava profunda inimizade e grave reprovação. Jesus Cristo, sem merecer, da parte dos judeus, que deveriam recebê-lo, submeteu-se a essa situação vexatória e de grave desprezo sendo ovelha muda e sofredora.

Quando a mulher (igreja), na Lei do Levirato, autorizada pela ordem legal e divina, cospe no rosto daquele que não quis cumprir sua obrigação, significa que a partir daquele ato está determinando ou firmando a inimizade entre a mulher (igreja) e aquele que recusou. Aquele que recusou, como condenação, passa para condição de homem estranho diante da casa de Israel.

Ao final do versículo, diz a mulher: "... Assim se fará ao homem que não edificar a casa de seu irmão ...", ou seja, o ato de cuspir e descalçar os sapatos, tem significado e consequência. Edificar a casa do irmão está significando que, se não continuar na edificação da casa de Israel, ela deixará de existir, acabará. Isso remete as consequências para o que consideramos, quando Jesus Cristo, sendo o remidor, reinicia a edificação da casa de Israel para uma novidade de vida.

Israel (figura da mulher) recusou o Messias (remidor), crucificando-O (veio para o que era seu mas rejeitaram-NO - Evangelho de João 1:11). Quando o Senhor Jesus foi rejeitado pelo seu povo, refere-se à inimizade entre os judeus e a igreja do Senhor (os judeus esperavam o remidor mas cuspiram nele). A penalização que a mulher estaria autorizada a impor sobre o que recusasse cumprir sua obrigação foi dirigida ao seu legítimo remidor, ou seja, a mulher rejeita ser redimida e, ainda, comete grave pecado contra o remidor.

Livro de Atos dos Apóstolos, capítulo 2, versículo 36, diz: "Saiba, pois, com certeza, toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo".

Livro do profeta Isaías, capítulo 50, versículo 6, diz: "As minhas costas dou aos que me ferem, e as minhas faces aos que me arrancam os cabelos; não escondo a minha face dos que me afrontam e me cospem".

Evangelho de Mateus, capítulo 26, diz:
"66. Que vos parece? E eles, respondendo, disseram: É réu de morte.
67. Então cuspiram-lhe no rosto e lhe davam punhadas, e outros o esbofeteavam,
68. Dizendo: Profetiza-nos, Cristo, quem é que te bateu?".

Carta aos Efésios, capítulo 2, diz:
"11. Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro tempo, éreis gentios na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela mão dos homens;
12. que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.
13. Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
14. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio,
15. na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,
16. e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.
17. E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto;
18. porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.
19. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus;
20. edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;
21. no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor,
22. no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito".

"10. E o seu nome se chamará em Israel: A casa do descalçado."

Considerando: O nome daquele que descumpriu sua obrigação será chamado de a casa do descalçado.

O nome, casa do descalçado, com a revelação, diz respeito à toda a casa de Israel que vive pela Lei de Moisés, não apenas um individualmente, mas toda ela. Todos aqueles que confessam o nome do Senhor Jesus Cristo, mas negam pelas obras e vivendo pelo cumprimento da Lei de Moisés, pelo ritual da letra.

Todo aquele que permanecer na Lei de Moisés, crendo e vivendo por ela, será, universalmente falando, a casa do descalçado, porque, hoje, a Palavra de Deus se cumpre em todo o planeta.

5. Conclusão.

Tomando o texto do Evangelho de Lucas, capítulo 20, diz:
"27. E, chegando-se alguns dos saduceus, que dizem não haver ressurreição, perguntaram-lhe,
28. dizendo: Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se o irmão de alguém falecer, tendo mulher e não deixar filhos, o irmão dele tome a mulher e suscite posteridade a seu irmão.
29. Houve, pois, sete irmãos, e o primeiro tomou mulher e morreu sem filhos;
30. e o segundo
31. e o terceiro também a tomaram, e, igualmente, os sete. Todos eles morreram e não deixaram filhos.
32. E, por último, depois de todos, morreu também a mulher.
33. Portanto, na ressurreição, de qual deles será a mulher, pois que os sete por mulher a tiveram?
34. E, respondendo Jesus, disse-lhes: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento,
35. mas os que forem havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro e a ressurreição dos mortos nem hão de casar, nem ser dados em casamento;
36. porque já não podem mais morrer, pois são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição.
37. E que os mortos hão de ressuscitar também o mostrou Moisés junto da sarça, quando chama ao Senhor Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó.
38. Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, porque para ele vivem todos.
39. E, respondendo alguns dos escribas, disseram: Mestre, disseste bem.
40. E não ousavam perguntar-lhe mais coisa alguma".

Jesus Cristo foi questionado sobre a Lei do Levirato em uma possível situação. A pergunta tem uma construção correta dentro da Lei do Levirato quando uma mulher, morrendo o marido, foi casada com os demais irmãos que também morreram e ao final, ela também morre sem ter filho com nenhum dos maridos anteriores, ou seja, sem deixar o primogênito que seria o sucessor do primeiro marido. A mulher (figura da igreja), morreu sem deixar semente (o sucessor primogênito), consequentemente, a casa não foi edificada e, toda a sua geração se perdeu, ou seja, não foi vivificada e morreu espiritualmente, confirmando tudo o que foi explicado em todo o texto do estudo ora apresentado. A pergunta, também, que não foi por acaso, teve nela embutida uma situação: uma mulher e sete maridos.

No versículo 33, a pergunta: "Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será a mulher, visto que todos a possuíram?". Na ocasião, a intenção dos saduceus, pelo fato de não acreditarem em ressurreição, era causar um embaraço formulando uma questão astuciosa baseada conforme o entendimento natural da Lei de Moisés, sem compreensão da interpretação revelada.

Na resposta de Jesus a partir do versículo 34, 35 e 36 está implícita a revelação sobre todos aqueles que ressuscitam pelo novo nascimento e salvação. Primeiro, Jesus diz que na ressurreição não serão dados em casamento e nem casarão, ou seja, a Lei do Levirato não alcança após a morte nessa terra, é apenas para aqueles que estão aqui. Todos aqueles que ressuscitaram, ressuscitam e ressuscitarão em Jesus Cristo são e serão como os anjos e são filhos de Deus. Complementando no versículo 38, Jesus acrescenta que Deus é Deus de vivos e não de mortos.

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Referências da Palavra de Deus para pesquisar :
- Adão
- Eva
- ancião
- primogênito
- sucessor
- levirato
- calçado
- descalço / descalçado
- semente
- descendência
- figura
- primeiro homem
- segundo homem
- Filho do homem / filho do homem
- igreja
- assembleia
- mulher
- terreno
- celestial
- remidor
- cuspir
- inimizade
- exemplo
- desobediência
- anátema

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Leitura complementar:
· Adão não foi enganado quando pecou. Adão sabia o que estava fazendo.
· Carne e sangue não herdam o Reino dos Céus. O homem já nasce separado do Reino de Deus.
· O capítulo primeiro do livro de Gênesis insiste na expressão: Separação dos Reinos.
· Das Decisões do Livre-Arbítrio, para a Predestinação de Todas as Coisas.

Sergio Luiz Brandão

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