Estudos da Palavra de Deus
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Festa da Páscoa e Ceia do Senhor - Segundo as Sombras das Coisas Futuras

Sumário: 1. Introdução - 2. A Doutrina de Cristo - A Doutrina dos Apóstolos do Cordeiro - 2.1. O Leite Racional e Espiritual - 2.2. Fundamentos - Rudimentos - Elementares - Doutrina de Cristo - 2.3. Interpretando a Carta aos Hebreus, capítulo 6, versículos 1-7 - 3. Interpretação Revelada - Sombras das Coisas ou Bens Futuros - Alegorias - Figuras - Parábolas - 3.1. Sombras das Coisas ou Bens Futuros - 3.2. Alegorias - Figuras - Parábolas - 3.3. O Velho Testamento é um Estatuto Perpétuo - 4. O Calendário Judaico ou Hebraico - 5. As Festas do Povo de Israel - Estatuto Perpétuo - 6. Festa da Páscoa - Ceia da Páscoa - Festa dos Pães Asmos - 6.1. Interpretando Livro do Êxodo, Capítulo 12, versículos 1-28 - 6.2. O Sangue do Cordeiro - A Carne - O Fogo - As Portas das Casas - 6.2.1. O Novo Testamento: A Carne do Cordeiro = O Pão - O Sangue do Cordeiro = O Vinho - 6.2.1.1. O Cordeiro Morto Desde a Fundação do Mundo - 6.2.2. O Cordeiro Assado - Nada Cru ou Cozido na Água - 6.2.3. A Vitória do Cordeiro de Deus - A Condenação de Satanás e sua Expulsão do Reino dos Céus - 6.2.4. VT - Sete Dias Comereis Pães Asmos ... NT - Sete Tempos Sem a Lei de Moisés - 6.2.5. A Morte Não Terá Poder Sobre os Filhos de Deus - 6.3. Interpretando Livro do Êxodo, Capítulo 12, versículos 29-51 - 6.3.1. A Morte dos Primogênitos do Egito - 6.3.2. O Sacerdócio Levítico - O Sacerdócio Santo - 6.3.3. Nenhum Estrangeiro ou Assalariado Participará da Páscoa - 6.3.3.1. Quando Um Homem, Sendo Limpo, Não Participa da Páscoa - 6.3.3.2. A Segunda Páscoa - 7. Saída do Egito e Saída deste Mundo - 8. A Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios - 9. Questões Frequentes Sobre a Ceia do Senhor - 9.1. Criança Participa da Ceia do Senhor? - 9.2. Posso Realizar a Ceia do Senhor, Sozinho? - 10. Conclusão

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1. Introdução

O tema "Ceia do Senhor" é um rudimento do ensino da Palavra de Deus, é considerado leite espiritual para aqueles que são crianças, recém-nascidas, nascidas de novo, da parte de Deus Pai através de Jesus Cristo. O ensino sobre a Ceia do Senhor aos recém-nascidos faz parte das primeiras coisas, dos ensinos elementares, fundamentais, imprescindíveis e indispensáveis da doutrina de Cristo, que é a doutrina transmitida e firmada através dos apóstolos do Cordeiro.

Quando meditamos na Palavra de Deus, recorremos, como os apóstolos do Senhor faziam, ao Velho Testamento, buscando a interpretação pelas sombras das coisas ou bens futuros, figuras, alegorias e parábolas, pois, teremos nelas a perfeita compreensão das verdades eternas e imutáveis do SENHOR Deus.

Lendo os quatro Evangelhos, Atos dos Apóstolos e as Cartas, conhecemos parte das interpretações e revelações vinculadas às Escrituras ou Velho Testamento. De Gênesis ao Apocalipse, conforme a ordem que nos é apresentada da Palavra de Deus, vemos a fusão perfeita de todo o conteúdo, mesmo que possam existir outros escritos verdadeiros e confiáveis não manifestados. A obra de um SENHOR e Deus perfeitíssimo e santíssimo.

Para que tenhamos a interpretação da Palavra de Deus na sua plenitude, não podemos desvincular o Velho Testamento. O Velho Testamento, em toda a história, eventos e personagens, possui revelações embutidas, ocultas, transformando a materialidade aparente e transitória, em verdades espirituais, visíveis, invisíveis, imutáveis e eternas.

Assim, para o estudo em apreço, os eventos do Velho Testamento estarão recebendo plena consideração e abrangência.

Tendo em vista a existência de entendimentos diferentes do que será exposto aqui sobre a Ceia do Senhor, procurarei contextualizar a divergência já no decorrer do desenvolvimento do estudo, segundo a Palavra de Deus. Existem seguimentos doutrinários que se opõem à prática da Ceia do Senhor com argumentos no sentido de que no Novo Testamento, após a ressurreição de Cristo, tal ato não pode ser praticado. Relevante e necessário superar esse conflito, visando dirimir qualquer dúvida ou confusão no tocante à interpretação da Palavra de Deus, trazendo, assim, paz àqueles que a praticaram, praticam e praticarão. Àqueles que entendem de modo diferente, surge essa oportunidade para reconsiderações diante da interpretação apresentada.

Também, existem questões relevantes e comuns no meio cristão evangélico sobre o evento da Ceia do Senhor, tipo, quem pode participar, condições pessoais, crianças etc., e buscarei apresentar o máximo delas com as devidas considerações diante da Palavra de Deus.

Manterei o foco dentro do tema Ceia do Senhor, mas é certo que a Palavra de Deus é expansiva e interligada, ou seja, um item chama outro item, cujos acréscimos serão de pleno proveito.

Porém, durante a leitura, alguém poderá perguntar: mas, o estudo é sobre a Ceia do Senhor, qual o motivo dessa abrangência? Respondo que, a Ceia do Senhor é um dos fundamentos da doutrina de Cristo, da mesma forma como o batismo nas águas. Quando se toma um assunto ou tema dentro da Palavra de Deus, no caso, agora, a Ceia do Senhor, a abrangência é necessária para dimensionar o alcance da interpretação implícita que não se separa dentro do assunto, com relações indissociáveis. Cada detalhe que o SENHOR Deus deixou no texto do livro do Êxodo, capítulo 12, entre outros, tem abrangência e alcance inimagináveis dentro da Palavra de Deus. Essa é a maravilha da Palavra e da Glória do SENHOR Deus.

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2. A Doutrina de Cristo - A Doutrina dos Apóstolos do Cordeiro

Através do estudo, interpretando a Palavra de Deus, restará confirmado que a Ceia do Senhor é, também, um dos fundamentos da doutrina de Cristo para a Igreja no Novo Testamento. Existem, entretanto, outras interpretações e crenças no sentido de que a Ceia do Senhor foi extinta pela Nova Aliança em Cristo. No desenvolvimento da exposição da interpretação do estudo, consequentemente, estarão confrontadas as doutrinas das denominações cristãs evangélicas que anularam a Ceia do Senhor. As argumentações trarão à luz se essas doutrinas, que negam a Ceia do Senhor, conseguirão sustentação diante da Palavra de Deus.

Os fundamentos da doutrina de Cristo, que estão na doutrina transmitida pelos apóstolos, colunas da Igreja do Senhor, são baseados unicamente na Palavra de Deus em sua plenitude. A prática da Ceia do Senhor está registrada na Palavra de Deus e, o significado e abrangência estão muito além de um simples costume opcional ou ritual com finalidade apenas formal, protocolar e aparente.

2.1. O Leite Racional e Espiritual

Na doutrina de Cristo, a prática da Ceia do Senhor faz parte do aprendizado inicial, leite espiritual, base da doutrina que todo recém-nascido em Cristo deve conhecer e com ele ser alimentado, conforme ensina a Palavra de Deus.

Na Palavra de Deus, o leite espiritual, neste contexto, é a representação da alimentação inicial ministrada a um recém-nascido, ou seja, a transmissão dos primeiros ensinos ou rudimentos da doutrina de Cristo. Os rudimentos fazem parte de uma sequência de eventos indispensáveis para que ocorra, progressivamente, o perfeito crescimento e desenvolvimento daquele que nasceu de novo, em Cristo.

Sobre o leite espiritual encontramos na Palavra de Deus, expressamente citados, os textos seguintes:

Carta 1 Pedro, capítulo 2, versículo 2, diz:
"Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo". (destaque meu)

Carta 1 Coríntios, capítulo 3, versículos 1 e 2, diz:
"1. E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. 
2. Com leite vos criei e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis". (destaques meus)

Carta aos Hebreus, capítulo 5, versículos 8-14, diz:
"8. Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. 
9. E, sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem, 
10. Chamado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque. 
11. Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação, porquanto vos fizestes negligentes para ouvir. 
12. Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento
13. Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. 
14. Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal". (destaques meus)

Observamos que, mesmo sendo o leite espiritual um ensino inicial, introduzindo o recém-nascido em Cristo à vida de fé e conhecimento das verdades espirituais eternas, é possível que esses fundamentos não consigam ter uma plena assimilação ou retenção por parte dos discípulos.

Notamos as expressões "leite racional" e "não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo" nos versículos acima apresentados. Mas, não é leite espiritual? Por que diz leite racional em ligação com carnais e não espirituais? Depreende-se que, os rudimentos ensinados têm aparência de culto racional, procedimentos naturais visíveis, eles são assim, aparentemente, entretanto, guardam em si, em cada ato, uma consequência espiritual. Por exemplo, a imposição das mãos (Carta aos Hebreus, capítulo 6, versículo 2), que faz parte do leite racional, natural na aparência, produz consequências ou efeitos espirituais em quem impõe as mãos e sobre quem essas são impostas, ou seja, de quem impõe as mãos, sai virtude e, em quem são impostas as mãos, entra virtude, de Deus. O leite racional é, ao mesmo tempo, leite espiritual, representando um dos rudimentos da doutrina de Cristo.

2.2. Fundamentos - Rudimentos - Elementares - Doutrina de Cristo

Princípios fundamentais, rudimentares e elementares significam as bases, os alicerces de onde tudo é iniciado ou edificado.
Significado de Fundamento - dicionário: Substantivo masculino - Base; o principal apoio: a justiça é o fundamento de um Estado. Causa ou motivo; a razão ou explicação plausível de: notícia sem fundamento. Prova; o que pode determinar a veracidade de um fato. Alicerce; o que sustenta um edifício: os fundamentos de um castelo. Substantivo masculino plural - Fundamentos: A reunião dos conhecimentos ou daquilo que sustenta uma teoria, um sistema, uma religião. Etimologia (origem da palavra fundamento). Do latim fundamentum.i (https://www.dicio.com.br).

Significado de Rudimento - dicionário: Substantivo masculino - Elemento básico; coisa em estado primitivo, rudimentar: rudimentos de um projeto. Parte inicial de; primórdio: os rudimentos da humanidade. Conhecimento ou noção primeira, elementar, geral e superficial. (...) Substantivo masculino plural: primeiras noções, primeiros princípios de uma ciência, língua ou arte: rudimentos de latim. Etimologia (origem da palavra rudimento). Do latim rudimentum.i, "esboço" (https://www.dicio.com.br).

Significado de Rudimentar - dicionário: Adjetivo Relativo à estrutura inicial de algo, à origem, aos primórdios; básico, primitivo. Que possui somente o essencial, básico; resumido: método rudimentar. (...) Refere-se aos rudimentos, noções básicas ou elementares sobre alguma coisa. (...) Etimologia (origem da palavra rudimentar). Rudimento, do latim rudimentum, i "primeiros elementos" + ar (https://www.dicio.com.br).

Significado de Elementar - dicionário: Adjetivo Que é básico; definido por ser simples e fácil. Que contém ou expressa algo primário: matemática elementar. Que se refere ao ensino básico de uma ciência: livro elementar. (...) Etimologia (origem da palavra elementar). Elemento + ar (https://www.dicio.com.br).

Significado de Doutrina - dicionário: Substantivo feminino. Reunião dos fundamentos e/ou ideias que, por serem essenciais, devem ser ensinadas. Reunião dos preceitos básicos que compõem um sistema (religioso, político, social, econômico etc.). [Política] Reunião dos preceitos utilizados por um governo como base para sua ação (social ou política). [Por Extensão] Sistema que uma pessoa passa a adotar para gerir sua própria vida; norma, regra ou preceito. O conjunto do que se utiliza para ensinar; disciplina. [Religião] Crença ou reunião das crenças que são tidas como verdadeiras pelas pessoas que nelas acreditam; os dogmas relacionados à fé cristã... [Jurídico] Reunião daquilo (ideias, opiniões, pensamentos, pontos de vista etc.) que é utilizado como base para formulação de teorias (exame ou análise) no âmbito jurídico; regra que, resultante de uma interpretação, é utilizada como padrão no exercício prático de uma lei (https://www.dicio.com.br).

Doutrina de Cristo, que é também a doutrina dos apóstolos do Cordeiro, tem em si, além da base e fundamentos para o estabelecimento da Igreja do Senhor, todos os ensinamentos e revelações para o estabelecimento desse Corpo de Cristo (Igreja), figuradamente representando um edifício, cujo arquiteto é o SENHOR Deus, através do Espírito Santo na vida daqueles que foram chamados, vocacionados e consagrados para tal, como obreiros. Dentro da integralidade ou totalidade dessa doutrina de Cristo estão contidos os rudimentos e ensinos elementares, essenciais à formação da base ou alicerce, sobre o qual é construído o edifício, no caso, a Igreja do Senhor.

Ninguém está autorizado para estabelecer ou inventar outro fundamento além da única doutrina de Cristo. Sendo doutrina de Cristo, significa que ela já está estabelecida e não pode ser alterada por ninguém e tudo o que está contido nela deve ser obedecido e praticado com zelo indispensável.

No tocante ao que se edifica sobre o fundamento, sobre o alicerce, temos:
Carta 1 Coríntios, capítulo 3, versículos 9-15, diz:
"9. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus.
10. Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. 
11. Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo
12. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha,
13. A obra de cada um se manifestará; na verdade, o Dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. 
14. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. 
15. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo". (destaques meus)  

Carta aos Efésios, capítulo 2, versículos 17-22, diz:
"17. E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto; 
18. Porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. 
19. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus; 
20. Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; 
21. No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor, 
22. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito". (destaques meus) 

Evangelho de João, capítulo 7, versículos 16-18, diz:
"16. Jesus respondeu e disse-lhes: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. 
17. Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina, conhecerá se ela é de Deus ou se eu falo de mim mesmo. 
18. Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória, mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça". (destaques meus)

Atos dos Apóstolos, capítulo 2, versículo 42, diz:
"E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações". (destaque meu)

Carta 1 Coríntios, capítulo 14, versículo 6, diz:
"E, agora, irmãos, se eu for ter convosco falando línguas estranhas, que vos aproveitaria, se vos não falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina"? (destaque meu)  

Carta aos Efésios, capítulo 6, versículo 4, diz:
"E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor". (destaque meu)

Carta 1 Timóteo, capítulo 1, versículo 3, diz:
"Como te roguei, quando parti para a Macedônia, que ficasses em Éfeso, para advertires a alguns que não ensinem outra doutrina". (destaque meu)

Carta 1 Timóteo, capítulo 4, versículo 16, diz:
"Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem". (destaques meus)

Carta 2 João, capítulo 1, versículos 9-11, diz:
"9. Todo aquele que prevarica e não persevera na doutrina de Cristo não tem a Deus; quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto o Pai como o Filho
10. Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. 
11. Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras".  (destaques meus)

2.3. Interpretando a Carta aos Hebreus, capítulo 6, versículos 1-7

Carta aos Hebreus, capítulo 6, versículos 1-7, diz:
"1. Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus,
2. E da doutrina dos batismos (batismos - plural), e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno.
3. E isto faremos, se Deus o permitir.
4. Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo.
5. E provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro,
6. E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério.
7. Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção de Deus". (destaques meus)

Quando na carta aos Hebreus, capítulo 6, versículo 1, diz para deixar os rudimentos da doutrina de Cristo, nos versículos seguintes, temos a complementação da frase, do contexto, quais seriam alguns desses rudimentos. São eles: arrependimento de obras mortas, de fé em Deus, doutrina dos batismos (batismos no plural), imposição das mãos, ressurreição dos mortos e juízo eterno. Esses rudimentos ou elementares da doutrina de Cristo foram e são ensinamentos e práticas indispensáveis na formação da base, do alicerce da fé cristã. Assim, inicialmente, como leite espiritual, início de aprendizado para um filho de Deus, ensina-se sobre o arrependimento de obras mortas, a fé em Deus, doutrina dos batismos (batismos no plural), imposição das mãos, ressurreição dos mortos e juízo eterno, entre outros rudimentos, essenciais e indispensáveis.

Deixar os rudimentos, dentro do contexto considerado, não significa deixar de praticar o batismo nas águas e nem outra elementar citada, conforme alguns interpretaram/interpretam e ensinaram/ensinam. Inicialmente, o texto da Palavra está esclarecendo que, para aquele momento do evento, o qual motivou o registro na carta aos Hebreus, tendo em vista o nível de entendimento já alcançado pelos presentes no local, inadequado seria voltar aos ensinamentos rudimentares essenciais já aprendidos e conhecidos. Está afirmando, também, que não se batiza nas águas mais de uma vez (o batismo nas água correto) e, o ensino sobre batismo nas águas seria redundante para quem já praticou, conhece seu significado e desfrutou da renovação e, reconsiderá-lo, naquele momento, traria retrocesso para assuntos que necessitavam ser priorizados na ocasião da narrativa. Ilustrando, por exemplo, temos uma sala com trinta pessoas e todas passaram por cinco níveis de aprendizado. Uma delas, por questões de ordem pessoal, deseja revisar o nível um, o primeiro dentro do aprendizado. O responsável pelo ensino, sensatamente, esclarece que prosseguirá dentro do que está a maioria, certo que atenderá àquele solicitante em momento adequado e oportuno e, se Deus permitir, fará dentro da mesma reunião.

Os rudimentos da doutrina são essenciais e indispensáveis, e, se anulados, seria o mesmo que construir um edifício sem fundação, sem alicerce, sem base.

O versículo 6, do mesmo capítulo 6 da carta aos Hebreus apresenta a expressão que provocou o possível questionamento ou algum pedido de alguém presente sobre a possibilidade de repetição daquilo que já havia sido ensinado: "e recaíram". Recair significa, cair novamente, voltando a um estado anterior que se havia deixado, ou seja, diz a Palavra que todos pecaram e estão destituídos da graça de Deus e, em Cristo, somos reconciliados com o Pai, mas, se cairmos novamente, estaremos na condição de recaídos, caídos de novo.

Carta aos Romanos, capítulo 3, versículo 23, diz:
"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus".

Carta aos Romanos, capítulo 5, versículo 12, diz:
"Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram".

O escritor da carta aos Hebreus aproveita a ocasião trazendo esclarecimentos que ensinam e revelam. A carta aos Hebreus, capítulo 6, versículos 1-7, está esclarecendo e ao mesmo tempo revelando que não é possível rebatizar ou realizar novo batismo nas águas para aquele que "recaiu" ou tornou a cair. Que é impossível ocorrer "outro novo nascimento", ou seja, impossível nascer de novo mais de uma vez, para aqueles que já provaram tal novidade de vida, mas recaíram. Nos versículos 4 e 5 do capítulo 6 da carta aos Hebreus, está escrito que, é impossível para aqueles que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa Palavra de Deus e as virtudes do século futuro, e recaíram sejam outra vez renovados para arrependimento. Dessa afirmação, fica, mais uma vez, em evidência e revelado o significado real, consequências e efeitos da prática do batismo nas águas e batismo com o Espírito Santo: nascer de novo, em Cristo, pela sua ressurreição.

Carta aos Colossenses, capítulo 2, versículo 12, diz:
"Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos". (destaque meu)

Aquele que nasceu de novo, se cair, pecar, deve buscar concerto com Deus através de sincero arrependimento (rudimento da doutrina - Hebreus, capítulo 6, versículo 1), recebendo o perdão e, não, batizar novamente nas águas. Aqui, abre-se uma outra questão, pois, há doutrinas denominacionais que obrigam ao rebatismo pessoas que já frequentaram outras denominações, senão, não serão aceitas como irmãos. Tal condição está afirmando que o batismo praticado em uma denominação não teve consequências ou de nada serviu. Nas entrelinhas está dizendo: você não é filho de Deus, somente será se batizar novamente, aqui. A mesma questão pode desdobrar-se em outras, pois, uma determinada doutrina denominacional pode tratar o batismo nas águas como mero ritual simbólico sem consequências espirituais, e, conforme praticar e acreditar, assim será.

Essas passagens da carta aos Hebreus, também, não estão afirmando que, se alguém já batizado nas águas (nascido de novo), cair em pecado, não tem mais perdão. Essa interpretação, também errada, ocorre no meio chamado evangélico, criando situações em que a pessoa é lançada no inferno pelo próprio dirigente da igreja, conforme a doutrina denominacional que defende, alegando ser interpretação da Palavra. Para tanto, usam alguns textos estranhamente interpretados transformando-os em "doutrina denominacional evangélica", afirmando ser Igreja de Jesus Cristo, anulando a Palavra e mandando para o inferno com muito amor e poder.

Outro rudimento ou princípio elementar da doutrina de Cristo, que consta nos versículos da carta aos Hebreus, capítulo 6, versículo 1, é o arrependimento das obras mortas ou arrependimento dos pecados. Remove-o, também? Não precisa mais de arrependimento das obras mortas ou do pecado? Tanto o batismo nas águas quanto o arrependimento das obras mortas ou pecado estão dentro dos rudimentos da doutrina de Cristo. O arrependimento das obras mortas é princípio elementar da conversão do velho para o novo homem, da ressurreição do homem do pecado para o nascer de novo em santidade, através do sincero arrependimento. A Palavra de Deus diz que em Cristo somos novas criaturas, que o velho homem, a velha natureza, foi aniquilada. Quando se lê "obras mortas", leia-se "velho homem", "homem do pecado". Se o velho homem de natureza pecaminosa, filho do mundo, continua vivo, o novo nascimento não ocorreu, nada se fez novo, o corpo do pecado não foi desfeito e as coisas velhas ainda não passaram.

Carta aos Romanos, capítulo 6, versículo 6, diz:
"Sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado". (destaque meu)

Carta aos Efésios, capítulo 4, versículo 22, diz:
"Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano". (destaque meu)

Carta aos Colossenses, capítulo 3, versículo 9, diz:
"Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos". (destaque meu)

Carta 2 Coríntios, capítulo 7, versículo 10, diz:
"Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte". (destaque meu)

Até entre arrependimentos existe diferença, o arrependimento segundo Deus opera salvação e o arrependimento segundo o mundo, a morte. Por isso, o arrependimento é um rudimento ou base para compreensão das verdades eternas. Se alguém não se arrepender do pecado não há como ser perdoado. Todos pecaram, sendo assim todos devem se arrepender para perdão do SENHOR Deus. Se alguém é levado ao arrependimento das obras mortas (velho homem), que são as obras da glória do mundo com aparência de vida, recebendo o perdão de Deus, haverá santificação. Por outro lado, se alguém é levado ao arrependimento das obras do mundo para satisfação apenas dos interesses do mundo, sem arrependimento diante do SENHOR, em nada foi alterada a situação, continua na morte das obras mortas que para nada servem e não têm galardão diante de Deus.

Se, do texto da carta aos Hebreus, capítulo 6, versículos 1-3, usam para justificar a remoção do batismo nas águas, então, vinculados na mesma esteira da interpretação, todos os outros itens que o mesmo texto faz referência, devem ser, também, removidos. Sendo assim, não poderão ser praticados isolada ou conjuntamente, as obras mortas e da fé em Deus, o ensino de batismos e da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno. Não há mais fé em Deus, não há mais batismo nas águas, não há mais imposição de mãos, não há mais ressurreição dos mortos e não há mais juízo eterno. Entretanto, sem explicação convincente, somente o batismo nas águas foi descartado e os demais mantidos. Há algo errado.

Apresento a seguir uma breve consideração sobre um trecho dos estudos doutrinários de uma determinada denominação considerada evangélica que não pratica o batismo nas águas. Fundamentam tal entendimento tomando o texto da carta aos Hebreus, capítulo 6, versículos de 1 ao 3, com a seguinte exposição:

"1. Paulo nos faz um chamado a deixar os princípios elementares da doutrina de Cristo (rudimentos) e caminhar para a perfeição.
a) Há doutrinas superiores e mais profundas do que as doutrinas de Cristo estando em carne, no cumprimento da lei.
Hb 6:1-3 - "Por isso, pondo de parte os princípios elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando, de novo, a base do arrependimento de obras mortas e da fé em Deus, o ensino de batismos e da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno. Isso faremos, se Deus permitir". (destaques meus)

Conforme destaquei com negrito, afirmam que os princípios elementares ou rudimentos do texto da carta aos Hebreus são doutrinas de Cristo estando em carne, no cumprimento da lei. Primeiro, se na interpretação que apresentam, justificando o afastamento da prática do batismo nas águas está nesse texto da carta aos Hebreus, deveriam, também, deixar de ensinar e cumprir todos os demais rudimentos conforme já considerado anteriormente. Segundo, afirmam que o batismo nas águas é cumprimento da lei do Velho Testamento, então, seguindo esse entendimento, todos os outros rudimentos também seriam doutrinas de Cristo estando em carne, no cumprimento da lei. Essa interpretação não tem sustentação. Consequentemente, se tudo isso não é mais praticado, criaram uma seita, transformaram a Palavra de Deus, anulando os rudimentos ou elementos fundamentais da doutrina de Cristo.

Se, diante de um texto tão simples e inteligível cometem tamanha e estranha ingenuidade na interpretação, que se dirá dos textos da Palavra de Deus que dependem de revelação? Assim, nascem as heresias e falsas doutrinas usando a Palavra de Deus, afirmando serem doutrinas de Cristo e Igreja do Senhor.

Dentro desse mesmo contexto de negação dos ensinos elementares e fundamentais da Palavra de Deus, decidiram incluir, também, a Ceia do Senhor, com a justificativa de que se trata de uma prática meramente ritualística do Velho Testamento.

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3. Interpretação Revelada - Sombras das Coisas ou Bens Futuros - Alegorias - Figuras - Parábolas

Quando meditamos no Novo Testamento, os quatro Evangelhos, os Atos dos Apóstolos, as vinte e uma Cartas e o Livro do Apocalipse, constatamos as evidências deixadas pelos seus autores inspirados, quais sejam, as inúmeras interpretações reveladas originadas do Velho Testamento através das sombras das coisas ou bens futuros, alegorias, figuras e parábolas, tudo em perfeita fusão manifestando a unidade da obra do SENHOR Deus.

Imprescindível insistir no seguinte alerta: o Velho Testamento (Escrituras), na sua integralidade, não foi abolido ou tornou-se imprestável e dispensável para o Novo Testamento, a partir de Cristo. Gravíssimo erro e violação é afirmar que o Velho Testamento é dispensável ou para nada serve no Novo Testamento. Fazer tal afirmação é o mesmo que não ter o Espírito Santo, pois, somente pelo Espírito de Deus as sombras das coisas futuras, as alegorias, figuras e parábolas podem ser conhecidas, aceitas, interpretadas e reveladas (interpretação revelada). Negar isso, é o mesmo que negar ao SENHOR Deus.

Hoje, pelo Novo Testamento, se não houver a atuação do Espírito Santo, restará tão somente viver pela letra fria e morta da Lei de Moisés do Velho Testamento, sem a graça de Cristo. As Escrituras trazem ocultas nos textos as revelações e mistérios eternos imutáveis da parte do SENHOR Deus. Certamente que, no Novo Testamento, em Cristo, não se cumprem as Escrituras pelo modo natural, mas, essas, passam a ser conhecidas pelas interpretações e revelações das verdades espirituais eternas nelas contidas.

O livro do Apocalipse se funde com as revelações das sombras das coisas futuras, alegorias e figuras do Velho Testamento, e, mais, com as novas acrescentadas naquele. O livro do Apocalipse apresenta uma revelação anterior, contida no Velho Testamento; essa revelação é sobreposta por outra revelação posterior, ocorrida no tempo do próprio livro do Apocalipse.

Considero essas máximas:
"O Velho Testamento revela o Novo Testamento - o Novo Testamento é revelado pelo Velho Testamento".
"O Velho Testamento é revelado no Novo Testamento - o Novo Testamento revela o Velho Testamento".
"O Velho Testamento antecipa o que virá no Novo Testamento - o Novo Testamento cumpre o Velho Testamento".
"O Velho Testamento descreve a eternidade antes e depois da Redenção - o Novo Testamento revela essa eternidade".
"O Velho Testamento descreve o que já foi, o que é, e o que será".

Livro do Eclesiastes, capítulo 3, versículo 15, diz:
"O que é já foi; e o que há de ser também já foi; e Deus pede conta do que passou".

3.1. Sombras das Coisas ou Bens Futuros

Carta aos Colossenses, capítulo 2, versículos 16 e 17, diz:
"16. Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, 
17. Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo". (destaque meu) 

Carta aos Hebreus, capítulo 8, versículos 3-6, diz:
"3. Porque todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; pelo que era necessário que este também tivesse alguma coisa que oferecer. 
4. Ora, se ele estivesse na terra, nem tampouco sacerdote seria, havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei, 
5. Os quais servem de exemplar e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que, no monte, se te mostrou. 
6. Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas". (destaque meu) 

Carta aos Hebreus, capítulo 10, versículo 1, diz:
"Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam". (destaque meu)  

3.2. Alegorias - Figuras - Parábolas

Significado de alegoria - dicionário: substantivo feminino. Expressão figurada, não real, de um pensamento ou de um sentimento, através da qual um objeto pode significar outro. [Filosofia] Modo de interpretação que, usado por pensadores gregos, tinha o intuito de descobrir as ideias que estavam subentendidas, ou expressas de modo figurado, em narrativas mitológicas. (...) (https://www.dicio.com.br)

Significado de figura - dicionário: substantivo feminino. Forma exterior de um corpo, de um ser; configuração. Aspecto, aparência, estatura, configuração de pessoa humana: uma bela figura. (...) imagem, símbolo, emblema. (...) Imagem que simboliza alguma coisa; símbolo: (...) (https://www.dicio.com.br)

Significado de parábola - dicionário: substantivo feminino. Comparação desenvolvida em uma história curta, cujos elementos são eventos e fatos da vida cotidiana e na qual se ilustra uma verdade moral ou espiritual: parábola do filho pródigo. (https://www.dicio.com.br)

Carta aos Gálatas, capítulo 4, versículo 21-31, diz:
"21. Dizei-me vós, os que quereis estar debaixo da lei: não ouvis vós a lei? 
22. Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. 
23. Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas o que era da livre, por promessa, 
24. O que se entende por alegoria; porque estes são os dois concertos: um, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar. 
25. Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos. 
26. Mas a Jerusalém que é de cima é livre, a qual é mãe de todos nós; 
27. Porque está escrito: Alegra-te, estéril, que não dás à luz, esforça-te e clama, tu que não estás de parto; porque os filhos da solitária são mais do que os da que tem marido. 
28. Mas nós, irmãos, somos filhos da promessa, como Isaque. 
29. Mas, como, então, aquele que era gerado segundo a carne perseguia o que o era segundo o Espírito, assim é também, agora. 
30. Mas que diz a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque, de modo algum, o filho da escrava herdará com o filho da livre. 
31. De maneira que, irmãos, somos filhos não da escrava, mas da livre". (destaque meu) 

Carta aos Hebreus, capítulo 9, versículos 6-10, diz:
"6. Ora, estando essas coisas assim preparadas, a todo o tempo entravam os sacerdotes no primeiro tabernáculo, cumprindo os serviços; 
7. Mas, no segundo, só o sumo sacerdote, uma vez no ano, não sem sangue, que oferecia por si mesmo e pelas culpas do povo; 
8. Dando nisso a entender o Espírito Santo* que ainda o caminho do Santuário não estava descoberto, enquanto se conservava em pé o primeiro tabernáculo, 
9. Que é uma alegoria para o tempo presente, em que se oferecem dons e sacrifícios que, quanto à consciência, não podem aperfeiçoar aquele que faz o serviço, 
10. Consistindo somente em manjares, e bebidas, e várias abluções e justificações da carne, impostas até ao tempo da correção". (destaques meus)  
• "... Dando nisso a entender o Espírito Santo..."* - Aqui temos uma interpretação com revelação dada pelo Espírito Santo. As sombras das coisas ou bens futuros sendo revelados no evento considerado no Velho Testamento.

Carta aos Hebreus, capítulo 9, versículo 24, diz:
"Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus". (destaque meu) 

Carta aos Romanos, capítulo 5, versículo 14, diz:
"No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir". (destaque meu)  

Carta 1 Pedro, capítulo 3, versículo 21, diz:
"Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, batismo, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo". (destaque meu)  

Evangelho de Mateus, capítulo 13, versículos 34 e 35, diz:
"34. Tudo isso disse Jesus por parábolas à multidão e nada lhes falava sem parábolas, 
35. Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse: Abrirei em parábolas a boca; publicarei coisas ocultas desde a criação do mundo". (destaque meu)

Evangelho de João, capítulo 16, versículo 25, diz:
"Disse-vos isso por parábolas; chega, porém, a hora em que vos não falarei mais por parábolas, mas abertamente vos falarei acerca do Pai". (destaque meu) 

3.3. O Velho Testamento é um Estatuto Perpétuo

Prossigo na progressiva exposição sobre as interpretações reveladas das sombras das coisas ou bens futuros, as alegorias, as figuras e parábolas trazendo à luz que, essas revelações confirmam uma constante frase que ocorre nos textos das Escrituras: "Estatuto Perpétuo".

Afirmo, então, que:
"O Velho Testamento é, integralmente, na sua amplitude, e em si mesmo, um estatuto perpétuo; o Novo Testamento, é, pelo poder de Deus, a revelação dessa obra perpétua".

A integralidade e amplitude do Velho Testamento implicam na perfeita fusão de todas as revelações nele existentes e manifestadas para a eternidade. No Novo Testamento, pelo poder de Deus, pelo Espírito Santo, vêm à luz, as firmes e imutáveis verdades eternas dessas revelações.

Significado de estatuto - dicionário: substantivo masculino. Conjunto de leis que formalizam os princípios que norteiam a organização de um Estado, sociedade ou associação. Jurídico - Conjunto de leis que regem as ações jurídicas. Condição de um indivíduo numa hierarquia ou sociedade; status (https://michaelis.uol.com.br). Estatuto - substantivo masculino. Texto com regras que organiza e regula o funcionamento de algo (coletividade, organização, empresa, sociedade, escola, comércio etc.): os novos funcionários devem saber o estatuto da empresa. Jurídico - Lei orgânica ou regulamento de um Estado, uma associação etc: o estatuto dos funcionários públicos. Substantivo masculino plural: Texto que regulamenta o funcionamento de uma associação: os estatutos de um clube, de um grêmio. Etimologia (origem da palavra estatuto). Do latim statutum, "regulamento, lei" (https://www.dicio.com.br).

Significado de perpétuo - dicionário: adjetivo. Que dura sempre; eterno (...) Que não cessa nunca; contínuo. Que não se altera nunca; inalterável (...) Que é vitalício. (...) (https://michaelis.uol.com.br). Perpétuo - Infinito, infindo, eterno. Incessante, contínuo, ininterrupto. Imutável, inalterável, invariável. Vitalício. Duradouro, eterno, infindável, perdurável, perenal, perene, sempiterno (https://www.sinonimos.com.br).

Sempre que o texto do Velho Testamento apresentar a frase estatuto perpétuo, é a afirmação da existência eterna do assunto que está sendo tratado. Não há divagação duvidosa sobre a frase. A frase estatuto perpétuo contextualiza a revelação embutida naquilo que está sendo tratado.

Livro do Êxodo, capítulo 12, versículo 17, diz:
"Guardai, pois, a Festa dos Pães Asmos, porque naquele mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo". (destaque meu) 

Para exemplificar, sem abranger completamente os detalhes contidos nos procedimentos da Festa dos Pães Asmos, no Velho Testamento eram cumpridos os procedimentos determinados, conforme ordenados através de Moisés. A Festa dos Pães Asmos, no Novo Testamento, não cumpre os rituais aparentes conforme determinado no Velho Testamento. A Festa dos Pães Asmos sai dos rituais com detalhes aparentes ordenados, para eventos baseados pelas interpretações das sombras das coisas ou bens futuros, alegorias e figuras.

Livro do Êxodo, capítulo 27, versículos 20 e 21, diz:
"20. Tu, pois, ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveiras, batido, para o candeeiro, para fazer arder as lâmpadas continuamente. 
21. Na tenda da congregação fora do véu, que está diante do Testemunho, Arão e seus filhos as porão em ordem, desde a tarde até pela manhã, perante o SENHOR; um estatuto perpétuo será este, pelas suas gerações, aos filhos de Israel". (destaque meu)

Dos versículos 20 e 21 de Êxodo 27, destaco alguns itens de coisas naturais: filhos de Israel, azeite puro de oliveira, candeeiro, lâmpadas, tenda da congregação, véu, Testemunho, Arão, filhos de Arão e colocar as lâmpadas em ordem. Cada um desses itens naturais são sombras das coisas ou bens futuros, alegorias e figuras representando, como imagem, significado de verdades espirituais eternas e imutáveis. Todas essas coisas estão contidas dentro de um estatuto perpétuo, ou seja, a interpretação revelada de cada item desses dois versículos expõe de modo redimensionado um cenário de eventos que permanecem no tempo, continuamente, alterando-se apenas a forma de serem realizados ou manifestados na nova dimensão.

Livro de Números, capítulo 18, versículo 23, diz:
"Mas os levitas administrarão o ministério da tenda da congregação e eles levarão sobre si a sua iniquidade; pelas vossas gerações estatuto perpétuo será; e no meio dos filhos de Israel nenhuma herança herdarão". 

Do versículo 23 de Números 18, destaco outros itens de coisas naturais: levitas, ministério, tenda da congregação, levar sobre si, iniquidade, filhos de Israel, nenhuma herança. Da mesma forma, os itens destacados contextualizam as sombras das coisas ou bens futuros, alegorias e figuras, representando o significado de verdades espirituais eternas e imutáveis. Também, essas coisas estão contidas dentro de um estatuto perpétuo, revelando eventos de circunstâncias e personagens em dimensões celestiais eternas.

Acrescendo à frase estatuto perpétuo, temos, ainda, na Palavra de Deus, frases e contextos no mesmo sentido de perpétuo: eternidade, eternamente, eterno, concerto eterno, para sempre, jamais e não terá fim. Também, podemos encontrar textos sem essas expressões, mas trazendo a mesma contextualização de perpétuo ou eterno. Por exemplo, a frase: "antes da fundação do mundo". Na carta aos Efésios, capítulo 1, versículo 4, a frase antes da fundação do mundo contextualiza a eternidade. Nisso, também, a frase de eternidade a eternidade tu és Deus.

Carta aos Efésios, capítulo 1, versículo 4, diz:
"Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade". (destaque meu)

Salmo 90, verso 2, diz:
"Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus". (destaque meu)

Salmo 103, verso 17, diz:
"Mas a misericórdia do SENHOR é de eternidade a eternidade sobre aqueles que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos". (destaque meu)

Com essa breve exposição sobre as sombras das coisas ou bens futuros, alegorias, figuras, parábolas e estatuto perpétuo procurei apresentar uma introdução necessária para a contextualização do estudo Ceia do Senhor, pois, neste, estão abrangidos todos esses eventos da interpretação revelada.

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4. O Calendário Judaico ou Hebraico

A síntese, em seguida, sobre o calendário gregoriano e o calendário judaico ou hebraico, pretende apenas demonstrar a existência desses e em seguida explorar apenas a interpretação da Palavra de Deus embasada no calendário judaico. A interpretação da Palavra de Deus fica restrita ao calendário judaico, ou hebraico.

Mundialmente, o calendário denominado gregoriano é o mais usado.
"Por definição, um calendário é um sistema de medida de tempo que agrupa e faz a contagem dos dias, dividindo-os em meses e anos. Quanto à etimologia, a palavra calendário vem do latim calendarium que significa livro das calendas. Este era o livro usado para contar os dias das festividades religiosas marcadas no início de cada mês lunar na Roma Antiga, antes da introdução do calendário juliano. O calendário é chamado gregoriano como homenagem a papa Gregório XIII, seu criador (fonte: https://www.significados.com.br/calendario-gregoriano/)."

Atualmente, em Israel, é usado tanto o calendário gregoriano quanto o calendário judaico ou hebraico. O calendário judaico é a referência para as datas festivas previstas na Palavra de Deus. O calendário judaico possui os meses definidos pelas fases da lua, e o seu ano, pelas estações, regidos pelo sol, sendo, por isso, um calendário lunissolar. Assim, os meses são contados a partir dos ciclos lunares, e os anos a partir dos ciclos solares.

Livro de Gênesis, capítulo 1, versículo 14, diz:
"E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos". 

Outra versão das Escrituras (King James Version), diz:
"Declarou Deus: Haja luminares no firmamento do céu a fim de separar o dia da noite; e sirvam eles de sinais para definir as estações, dias e anos".

Outra (João Ferreira de Almeida - Atualizada), diz:
"Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos".

"O calendário judaico (denominado luach, em hebraico) é o tipo de calendário que o povo judeu utiliza para a contagem do tempo e comemoração de aniversários, festividades, casamentos, falecimentos, celebrações religiosas e outras solenidades (fonte: https://www.calendarr.com/brasil/calendario-judaico/)."

Calendário Judaico ou Hebraico - Meses

No Pentateuco (Torá - livro da Lei de Moisés) os cinco primeiros livros – Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, os meses são citados e indicados pela ordem (mais frequente) ou nomes (menos frequente). Exemplos:

Livro de Gênesis, capítulo 8, versículo 13, diz:
"E aconteceu que, no ano seiscentos e um, no mês primeiro, no primeiro dia do mês, as águas se secaram de sobre a terra. Então, Noé tirou a cobertura da arca e olhou, e eis que a face da terra estava enxuta".

Livro de Gênesis, capítulo 8, versículo 13, diz:
"Núm_33:38  Então, Arão, o sacerdote, subiu ao monte Hor, conforme o mandado do SENHOR; e morreu ali, no quinto mês do ano quadragésimo da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia do mês".

Livro do Êxodo, capítulo 13, versículo 4, diz:
"Hoje, no mês de abibe, vós saís".

Livro de Levítico, capítulo 16, versículo 29, diz:
"E isto vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez do mês, afligireis a vossa alma e nenhuma obra fareis, nem o natural nem o estrangeiro que peregrina entre vós". 

Livro de Deuteronômio, capítulo 16, versículo 1, diz:
"Guarda o mês de abibe e celebra a Páscoa ao SENHOR, teu Deus; porque, no mês de abibe, o SENHOR, teu Deus, te tirou do Egito, de noite". 

 

Calendário Judaico - Meses
Fonte: O Novo Dicionário da Bíblia, J.D.Douglas, Editora Vida Nova, 2006, pág. 185
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Calendário Judaico ou Hebraico - Dias da Semana

Os dias do mês e da semana, por sua vez, são indicados conforme exemplos:

Livro de Gênesis, capítulo 1, versículo 5, diz:
"E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã: o dia primeiro".

Livro do Êxodo, capítulo 19, versículo 11, diz:
"E estejam prontos para o terceiro dia; porquanto, no terceiro dia, o SENHOR descerá diante dos olhos de todo o povo sobre o monte Sinai".

Livro do Êxodo, capítulo 40, versículo 2, diz:
"No primeiro mês, no primeiro dia do mês, levantarás o tabernáculo da tenda da congregação".

Livro de Levítico, capítulo 23, versículo 15, diz:
"Depois, para vós contareis desde o dia seguinte ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão".

Livro de Deuteronômio, capítulo 16, versículo 9, diz:
"Sete semanas contarás; desde que a foice começar na seara, começarás a contar as sete semanas".

Livro do profeta Ezequiel, capítulo 8, versículo 1, diz:
"Sucedeu, pois, no sexto ano, no mês sexto, no quinto dia do mês, estando eu assentado na minha casa, e os anciãos de Judá, assentados diante de mim, que ali a mão do Senhor JEOVÁ caiu sobre mim".

Atos dos Apóstolos, capítulo 20, versículo 7, diz:
"No primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e alargou a prática até à meia-noite".

Calendário Judaico - Dias da Semana
Fonte: https://www.calendarr.com/brasil/calendario-judaico/

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5. As Festas do Povo de Israel - Estatuto Perpétuo

O SENHOR Deus ordenou ao seu povo Israel, separado do mundo, para em tempos determinados, conforme o calendário apresentado, realizar festas. As festas ordenadas ao povo de Israel trazem nelas encobertas as sombras das coisas ou bens futuros, alegorias e figuras, transformando o ritual aparente em eventos de verdades eternas, perfeitas e imutáveis.

As festas ordenadas pelo SENHOR Deus ao povo de Israel são consideradas, também, como estatutos perpétuos que, conforme o tempo futuro do evento, trazem as revelações de modo progressivo. As festas do povo de Israel serão, assim o SENHOR permitindo, estudadas como um tema específico e abrangente, fora do estudo da Ceia do Senhor. Para o estudo ora em andamento, estarei restringindo à Festa da Páscoa. Certo que, em determinados momentos, se necessário, serei obrigado a adentrar em considerações aos eventos de outras festas subsequentes à Festa da Páscoa, Pães Asmos, Primícias e Pentecostes (ou das Semanas).

As festas que o SENHOR Deus determinou são, conforme a Escrituras afirmam, estatutos perpétuos para que eternamente sejam manifestadas e não tenham fim. Como pode ser isso? Pois bem, os estudos neste site, insistentemente, procuram lembrar e considerar sobre as sombras das coisas ou bens futuros. A glória do poder e sabedoria do SENHOR Deus fez, faz e fará, de eternidade a eternidade, através de muitas formas revelar para o ser humano e os anjos, os segredos embutidos ou implícitos nas leis, eventos históricos e profecias do Velho Testamento.

Carta do Apóstolo Paulo aos Colossenses, capítulo 2, versículos 16 e 17, diz:
"16. Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, 
17. Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo". 

Existem interpretações equivocadas, por exemplo, da Carta do Apóstolo Paulo aos Colossenses. Por esse texto da Palavra de Deus afirmam que não se cumprem mais as ordenanças da Lei de Moisés, entre elas, as festas do SENHOR. É comum essa tradicional interpretação que visa anular a Lei de Moisés como se não fizesse mais parte da doutrina para a edificação da Igreja do Senhor Jesus Cristo. Os versículos 16 e 17 anteriormente mencionados estão afirmando que não se pode julgar, condenando, alguém que é nascido de novo segundo o Evangelho de Cristo, se não praticar literal ou ritualisticamente a Lei de Moisés. Entretanto, sobre as mesmas referências relacionadas do versículo 16, o versículo 17 esclarece que não foram anuladas, mas, estão embutidas ou ocultas, nelas, as sombras das coisas ou bens futuros (v.17), eternas e imutáveis, que serão eventualmente praticadas conforme a revelação.

As festas do SENHOR Deus, conforme a Lei de Moisés determina, deixaram de ser praticadas, literalmente, por aqueles que nasceram de novo, em Cristo. As festas do SENHOR Deus, conforme as revelações das sombras das coisas ou bens futuros, continuam sendo praticadas, espiritualmente e de modo diferente, em Cristo, pois são eternas.

Apresento a primeira ilustração sintética, introdutória ao tema, Festa da Páscoa: se alguém, conforme a Lei de Moisés, sacrificar um cordeiro, animal, para a festa da Páscoa, como um ritual natural, mesmo após o sacrifício do Cordeiro de Deus Jesus Cristo, diante da Palavra de Deus, para nada serve tal ato. O Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, já substituiu o cordeiro animal da Lei de Moisés, no ritual natural. Sacrificar o cordeiro animal, nos dias atuais, é negar Jesus Cristo ou não aceitar que o Cordeiro de Deus já veio e cumpriu as sombras das coisas ou bens futuros existentes nos rituais da Lei de Moisés. Entretanto, se alguém, conforme a revelação das sombras das coisas ou bens futuros, crê no sacrifício e crucificação do Cordeiro de Deus, que justifica o pecador, e representa a libertação do poder do espírito do mundo (Satanás = Faraó), livrando do Egito (Mundo = Egito) para uma nova terra (Jerusalém Celestial), certamente que será justificado e salvo.

Apresento, também, a segunda ilustração sintética, introdutória ao tema Festa da Páscoa, com propósito de firmar a amplitude da interpretação das Festas do SENHOR Deus pelas sombras das coisas ou bens futuros: a Festa do Pentecostes ou Festa das Semanas, conforme a Lei de Moisés, deveria ocorrer sete semanas após a Festa das Primícias, Livro de Levítico, capítulo 23, versículos 15 e 16. Essa Festa do Pentecostes, na época do Novo Testamento, em Cristo, ocorreu dentro da data prevista, mas não pela forma do ritual da Lei de Moisés, e sim, conforme registrado em Atos dos Apóstolos, capítulo 2, versículos 1 ao 13. Pela Lei do Velho Testamento, essa Festa representava, como sombras das coisas ou bens futuros, aquilo que iria ocorrer após a ascensão do Senhor Jesus Cristo ao Reino dos Céus, o derramamento do Espírito Santo. Assim, pela Lei de Moisés e os profetas, a Festa do Pentecostes era representação do que futuramente viria, como promessa.

Essas duas sínteses são apenas partes das revelações sobre as Festas do SENHOR Deus. No Novo Testamento, a interpretação da Lei de Moisés passa para a eternidade como eventos movidos pelo SENHOR Deus em novidades que são as sombras das coisas ou bens futuros. A Lei de Moisés não é anulada, mas, sim, passa para uma nova dimensão, em plenitude, assumindo a eternidade que nela estava oculta em mistérios imutáveis e eternos. Por isso, constantemente, encontramos na Lei de Moisés a frase "estatuto perpétuo", quando algo é ordenado pelo SENHOR Deus para selar a eternidade contida mas oculta na lei. Os eventos futuros são o cumprimento da Lei de Moisés em novidade de manifestação como revelação, passando da dimensão de sombra das coisas ou bens futuros para eventos reais revelados para a eternidade.

Todas as festas ordenadas pelo SENHOR Deus estão dentro da eternidade revelada pela Lei de Moisés.

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6. Festa da Páscoa - Ceia da Páscoa - Festa dos Pães Asmos

Disse o SENHOR Deus ao patriarca Abraão que sua semente, ou descendência, seria peregrina em terra estranha, onde seria afligida e escravizada por quatrocentos anos, mas, que efetuaria juízo contra os opressores e sairiam com grande fazenda ou bens.

No Livro de Gênesis, capítulo 15, versículos 13 e 14, o SENHOR Deus diz para Abrão*:
"13. Então, disse a Abrão: Saibas, decerto, que peregrina será a tua semente em terra que não é sua; e servi-los-á e afligi-la-ão quatrocentos anos. 
14. Mas também eu julgarei a gente à qual servirão, e depois sairão com grande fazenda".
• Abrão* - O nome de Abrão passa para Abraão em Gênesis, capítulo 17, versículo 5. 

O povo de Israel, eleito e separado para ser do SENHOR Deus, vivia um momento de graves dificuldades no Egito, onde estava habitando há quatrocentos e trinta anos. Faraó, o "senhor" do Egito, temeu o povo de Israel por seu número e pelas possibilidades de tornar-se inimigo em caso de guerra. Faraó, entre outros receios, determinou que os filhos de Israel fossem afligidos com pesado tributo. Em seguida, ordenou que se nascessem filhos homens da mulheres hebreias, fossem mortos. Entretanto, os filhos de Israel, quanto mais afligidos, mais multiplicavam, e clamavam ao SENHOR Deus por causa da aflição da servidão imposta na terra do Egito.

Livro do Êxodo, capítulo 1, versículos 8-16, diz:
"8. Depois, levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José, 
9. O qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito e mais poderoso do que nós. 
10. Eia, usemos sabiamente para com ele, para que não se multiplique, e aconteça que, vindo guerra, ele também se ajunte com os nossos inimigos, e peleje contra nós, e suba da terra. 
11. E os egípcios puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. E edificaram a Faraó cidades de tesouros, Pitom e Ramessés. 
12. Mas, quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais cresciam; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel. 
13. E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza; 
14. Assim, lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo, com todo o seu serviço, em que os serviam com dureza. 
15. E o rei do Egito falou às parteiras das hebreias (das quais o nome de uma era Sifrá, e o nome da outra, Puá) 
16. E disse: Quando ajudardes no parto as hebreias e as virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o; mas, se for filha, então, viva". 

O SENHOR Deus levanta seu ungido Moisés para ser líder diante dos filhos de Israel. Através de Moisés o SENHOR Deus faria manifestar suas maravilhas que culminariam com a libertação dos filhos de Israel do jugo da servidão do Egito.

No Livro do Êxodo, capítulo 3, versículos 7-10, o SENHOR Deus diz para Moisés:
"7. E disse o SENHOR: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores. 
8. Portanto, desci para livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel; ao lugar do cananeu, e do heteu, e do amorreu, e do ferezeu, e do heveu, e do jebuseu. 
9. E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel chegou a mim, e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem. 
10. Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito". 

Decorreram dez pragas ordenadas pelo SENHOR Deus que atingiram somente o povo do Egito. As pragas foram: 1. Água transformada em sangue; 2. Rãs infestando o Egito; 3. Piolhos; 4. Moscas; 5. Peste dos animais; 6. Úlceras; 7. Chuva de granizo; 8. Gafanhotos; 9. Trevas sobre a terra do Egito e 10. Morte dos primogênitos do Egito.

Livro do Êxodo, capítulo 3, versículos 19-21, o SENHOR Deus diz para Moisés:
"19. Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, nem ainda por uma mão forte. 
20. Porque estenderei a minha mão e ferirei ao Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele; depois, vos deixará ir. 
21. E eu darei graça a esse povo aos olhos dos egípcios; e acontecerá que, quando sairdes, não saireis vazios". 

O capítulo 12, versículos 1 ao 28 do Livro do Êxodo, descreve as ordenanças do SENHOR Deus de Israel sobre os procedimentos para a Festa da Páscoa e Festa dos Pães Asmos a serem, então, cumpridas pelos filhos de Israel. Após o versículo 28, serão interpretados os demais eventos quando ocorrem as mortes dos primogênitos do Egito momento em que, finalmente, Faraó encerrou sua resistência diante do SENHOR Deus culminando com saída dos filhos de Israel. Esse capítulo 12, versículos 1-28 do Livro do Êxodo, traz revelações para tempos futuros, sobre eventos e circunstâncias pontuais e eternas. Lembrar, sempre, das frases "estatuto perpétuo", "para sempre", "eternamente" etc., ocorridas em todo o Velho Testamento.

Livro do Êxodo, capítulo 12, versículos 1-28, diz:
"1. E falou o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo: 
2. Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. 
3. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada casa. 
4. Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então, tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; conforme o comer de cada um, fareis a conta para o cordeiro. 
5. O cordeiro, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras 
6. E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. 
7. E tomarão do sangue e pô-lo-ão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem. 
8. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães asmos; com ervas amargosas a comerão. 
9. Não comereis dele nada cru, nem cozido em água, senão assado ao fogo; a cabeça com os pés e com a fressura. 
10. E nada dele deixareis até pela manhã; mas o que dele ficar até pela manhã, queimareis no fogo. 
11. Assim, pois, o comereis: os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a Páscoa do SENHOR. 
12. E eu passarei pela terra do Egito esta noite e ferirei todo primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e sobre todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR. 
13. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito. 
14. E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo
15. Sete dias comereis pães asmos; ao primeiro dia, tirareis o fermento das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dia, aquela alma será cortada de Israel
16. E, ao primeiro dia, haverá santa convocação; também, ao sétimo dia, tereis santa convocação; nenhuma obra se fará neles, senão o que cada alma houver de comer; isso somente aprontareis para vós. 
17. Guardai, pois, a Festa dos Pães Asmos, porque naquele mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo
18. No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães asmos até vinte e um do mês à tarde. 
19. Por sete dias não se ache nenhum fermento nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, aquela alma será cortada da congregação de Israel, assim o estrangeiro como o natural da terra.
20. Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações comereis pães asmos. 
21. Chamou, pois, Moisés a todos os anciãos de Israel e disse-lhes: Escolhei, e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a Páscoa. 
22. Então, tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e lançai na verga da porta, e em ambas as ombreiras, do sangue que estiver na bacia; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã. 
23. Porque o SENHOR passará para ferir aos egípcios, porém, quando vir o sangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, o SENHOR passará aquela porta e não deixará ao destruidor entrar em vossas casas para vos ferir. 
24. Portanto, guardai isto por estatuto para vós e para vossos filhos, para sempre.
25. E acontecerá que, quando entrardes na terra que o SENHOR vos dará, como tem dito, guardareis este culto. 
26. E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este vosso? 
27. Então, direis: Este é o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo inclinou-se e adorou. 
28. E foram os filhos de Israel e fizeram isso; como o SENHOR ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram". (destaques meus) 

Outras referências sobre a Festa da Páscoa e Festa dos Pães Asmos:
- Livro de Levítico, capítulo 23, versículos 4-8;
- Livro de Números, capítulo 28, versículos 16-25; e
- Livro de Deuteronômio, capítulo 16, versículos 1-8.

6.1. Interpretando Livro do Êxodo, Capítulo 12

Marquei alguns destaques em negrito no texto de Êxodo, capítulo 12, acima transcrito. Na verdade, teria que destacar todo o capítulo, cada detalhe é importante e interligado, mas, identifiquei algumas expressões ou frases específicas, entre as quais algumas se repetem.

O SENHOR Deus de Israel determina um mês, dia e hora para a realização da Festa da Páscoa - ver calendário. Determina, também, detalhes para a preparação do cordeiro que será sacrificado e comido pelos presentes no evento em cada casa. O sangue do cordeiro deveria ser passado na verga e ambas as ombreiras da porta da casa onde ocorresse o evento. Somente após o sacrifício do cordeiro, com as portas fechadas, e sangue na verga e ombreiras da porta, o destruidor passaria. Onde não houvesse o evento e nem sangue na verga e ombreiras da porta, o destruidor entraria e mataria o primogênito, estando ali. Até o versículo 28 temos as orientações, preparações e início da execução do evento por parte dos filhos de Israel.

A interpretação, até o versículo 28, identifica que para a libertação dos filhos de Israel (filhos do SENHOR Deus e Igreja do Senhor Jesus Cristo) do cativeiro do Egito (o mundo e seu espírito - o planeta Terra) seria através do sacrifício de um cordeiro (Jesus Cristo, o Cordeiro do SENHOR Deus) e, o sangue deste (que representa a vida - a vida da carne é o sangue - a vida do SENHOR Deus é o Espírito Santo), seria colocado na verga e ombreiras da porta (coração da pessoa - espírito da pessoa) como sinal de que aqueles que estivessem dentro dessa casa (a pessoa com seu corpo e espírito é uma morada, é um templo) não sofreriam o juízo de destruição (morte) da parte do SENHOR Deus.

Na Festa da Páscoa, no Egito, o cordeiro foi sacrificado à tarde. O Senhor Jesus foi crucificado e próximo da hora nona, expirou. Hora nona: 15 horas.

Horas do Dia - Judeus:

  • Hora primeira - 6h - Nascer do Sol
  • Hora segunda - 8h
  • Hora terceira - 9h
  • Hora quarta - 10h
  • Hora quinta - 11h
  • Hora sexta - meio-dia
  • Hora sétima - 13h
  • Hora oitava - 14h
  • Hora nona - 15h
  • Hora décima - 16h
  • Hora décima primeira - 17h
  • Hora décima segunda - 18h - Pôr do Sol

Livro do Êxodo, capítulo 12, versículo 6, diz:
"E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde". (destaque meu)

Evangelho de Mateus, capítulo 27, versículos 45-50, diz:
"45. E, desde a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra, até à hora nona
46. E, perto da hora nona, exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lemá sabactâni, isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? 
47. E alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam: Este chama por Elias. 
48. E logo um deles, correndo, tomou uma esponja, e embebeu-a em vinagre, e, pondo-a numa cana, dava-lhe de beber. 
49. Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos se Elias vem livrá-lo. 
50. E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito". (destaques meus) 

6.2. O Sangue do Cordeiro - A Carne - O Fogo - As Portas das Casas

O sangue representa a vida e, esse sangue, puro, do Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, por ser sem pecado, traz, também a representação de vida justa e santa. O Senhor Jesus passou por este mundo em carne de pecado, mas não pecou, sendo feito justiça de Deus para todo aquele que nele crê.

O Espírito Santo é ao mesmo tempo o selo, o penhor e o sinal naqueles que estão salvos e separados em Cristo, que não serão alcançados pela condenação e morte eternas. O selo, o Espírito Santo é o sinal para que a morte não alcance a pessoa. A morte não tem mais poder sobre aqueles que estão em Cristo.

Para alguém receber o selo de Deus, o Espírito Santo, o Cordeiro precisou ser sacrificado e seu sangue puro derramado, derramou sua vida. O preço do resgate para a salvação daqueles que estão neste mundo, somente aquele que é do céu poderia pagar. "Estão neste mundo" é diferente de "são deste mundo". Para aquele que pertence ao céu, somente aquele que é do céu pode pagar o preço do regate (Carta aos Hebreus, capítulo 9, versículo 23).

Evangelho de João, capítulo 11, versículos 25 e 26, diz:
"25. Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá
26. E todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá. Crês tu isso"?  (destaques meus)

Carta aos Romanos, capítulo 8, versículos 8-11, diz:
"8. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. 
9. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele
10. E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça. 
11. E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita". 

Carta 2 Coríntios, capítulo 1, versículo 22, diz:
"O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações". (destaques meus)

Carta 2 Coríntios, capítulo 5, versículo 5, diz:
"Ora, quem para isso mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu também o penhor do Espírito". (destaque meu)

Carta aos Efésios, capítulo 1, versículos 12-14, diz:
"12. Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que primeiro esperamos em Cristo; 
13. Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; 
14. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória". (destaques meus)

Hoje, em Cristo, não se passa sangue de cordeiro nas ombreiras e vergas das portas das casas, muito menos no corpo. Todo aquele que é cristão e confessa a fé evangélica conforme a doutrina de Cristo, seu corpo é o templo do Espírito Santo de Deus. O corpo do cristão evangélico é a morada do Espírito Santo, morada de Deus. O Espírito Santo é o selo, o penhor e o sinal de que esse corpo, morada, casa e templo pertence a Deus e Deus está nele pelo Espírito e a morte não pode mais destruir. Deus não pode ser destruído e nem morrer. Por isso, a morte espiritual, que é a verdadeira morte, não tem poder sobre um cristão evangélico.

Considerações:
Carta aos Hebreus, capítulo 9, versículo 23, diz:
"De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios melhores do que estes". (destaques meus)

A Palavra de Deus, na carta aos Hebreus, capítulo 9, versículo 23, está afirmando: que o Senhor Jesus Cristo, e somente Ele, que é do céu, poderia pagar o preço do resgate por aqueles que pertencem ao céu. Um texto da Palavra de Deus que ilustra e é uma revelação dessas coisas, é a parábola do filho pródigo. O filho que deixou o Reino do seu Pai. A ovelha perdida que foi achada. Se está perdida é porque tem local de origem. Aquele que é do céu não paga o preço do resgate por aquele que pertence a este mundo. Se é do mundo, pelo mundo já tem seu próprio preço e recompensa. O resgate é para libertar aqueles que foram feitos prisioneiros do pecado e escravos de Satanás, o espírito que opera em todos os filhos da desobediência, conforme diz na carta aos Efésios, capítulo 2, versículos 1-3. Como alguém poderia ser desobediente se não pediu para nascer neste mundo e já nasce em pecado pela descendência de Adão e Eva? De onde vem essa desobediência se é uma conduta pessoal, intransferível e indisponível. Essa desobediência vem de antes da fundação do mundo. A presciência do SENHOR Deus é interpretada de modo errôneo, apontando apenas para conhecimento de coisas futuras. Presciência não significa, somente, que Deus já sabia que alguém pecaria no futuro, mas, sim, que soube, quando alguém nascido aqui, pecou em tempos desde antes da fundação do mundo. O mundo é o local do juízo do SENHOR Deus.

A presciência do SENHOR Deus, é:
1. A ciência ou o conhecimento, antecipados, que são manifestadas como profecias e revelações de eventos futuros, e;
2. A ciência ou o conhecimento, não antecipados, mas conhecimento real de eventos do passado, antes da fundação do mundo, que geraram consequências para os eventos futuros.

Carta aos Romanos, capítulo 8, versículos 29 e 30, diz:
"29. Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. 
30. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou". (destaque meu)

Esses, os que dantes conheceu, diz respeito ao item 2 acima, ou seja, conhecimento real de eventos do passado, antes da fundação do mundo, que geraram consequências e decisões do SENHOR Deus para eventos futuros e eternos.  

Esse tema é amplo e está abordado no livro "O Precedente", publicado neste link.

Livro de Gênesis, capítulo 9, versículos 4 e 5, diz:
"4. A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis. 
5. E certamente requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; da mão de todo animal o requererei, como também da mão do homem e da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem". (destaques meus)

Livro de Levítico, capítulo 7, versículos 26 e 27, diz:
"26. E nenhum sangue comereis em qualquer das vossas habitações, quer de aves quer de gado. 
27. Toda pessoa que comer algum sangue, aquela pessoa será extirpada dos seus povos". (destaques meus) 

Livro de Levítico, capítulo 17, versículos 10 e 11, diz:
"10. E qualquer homem da casa de Israel ou dos estrangeiros que peregrinam entre vós que comer algum sangue, contra aquela alma que comer sangue eu porei a minha face e a extirparei do seu povo
11. Porque a alma da carne está no sangue, pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação pela alma". (destaques meus)

Extirpar a pessoa pelo fato de comer a carne com seu sangue denota que é algo gravíssimo e até violento, diante da reação do SENHOR Deus, ao ponto de ser banida da condição de filho de Deus. O SENHOR Deus diz no versículo 10: "... contra aquela alma que comer sangue eu porei a minha face e a extirparei do seu povo...". O SENHOR Deus está afirmando que colocar-se-á como inimigo e extirpará, ou seja, arrancará pela raiz, extinguirá, exterminará aquela pessoa que tal ato cometeu.

Essas ordenanças do SENHOR Deus foram caindo no esquecimento sem receberem a devida importância dentro do contexto doutrinário que deveria ser observado para a Igreja do Senhor Jesus Cristo. Pelo fato de ser um texto do Velho Testamento, por tradição doutrinária denominacional, consideram-no sem utilidade para o Novo Testamento. E mais, essas ordenanças impõem uma interpretação que vá além da compreensão de homem natural.

Comer a carne com seu sangue, de início, seria comer a carne com sua vida, pois, no sangue está a vida da carne. Levítico 17:11, diz que a alma da carne está no seu sangue. Toda a carne, todo ser humano, tem vida, tem sangue. Quando a pessoa morre, mesmo com o sangue ainda na carne, está naturalmente morta. Entretanto, se o sangue ainda está na carne, esta, não deveria estar morta, dando a entender que, literalmente, ao pé da letra, o sangue material que é a vida da carne, em si mesmo, não tem vida própria, senão, permanecendo na carne, a pessoa não morreria. Compreende isso? Diversas são as formas da morte de uma pessoa na face dessa terra, nesse mundo. Uma pessoa que morre, continua com o sangue na carne, mas, os membros param de funcionar, não pela falta do sangue, mas, sim, pela falta de outro fator que estava no corpo: o espírito da pessoa. Sem o espírito, todas as funções do corpo morrem, verdadeiramente, mesmo que, ainda, o sangue esteja na carne.

Carta Tiago, capítulo 2, versículo 26, diz:
"Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta". (destaque meu)

Evangelho de Lucas, capítulo 23, versículo 46, diz:
"E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou". (destaque meu)  

Qual a gravidade em comer a carne com seu sangue, com a sua vida, se já estaria morta, sem vida, sem o espírito? Ou, se a carne ainda tem sangue, estaria viva? Quando a Palavra de Deus diz que a alma da carne está no sangue, Levítico 17:11, difere do entendimento se afirmar que a alma da carne é o sangue. Então, no sangue há algo que é realmente a vida da carne, ou seja, o espírito. Sem o espírito, nem sangue e nem carne têm a vida.

6.2.1. O Novo Testamento: A Carne do Cordeiro = O Pão - O Sangue do Cordeiro = O Vinho

Se o Senhor Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, encerrasse nele, na última ceia com os discípulos, o cumprimento da Festa da Páscoa dizendo que a Ceia do Senhor não deveria mais ser celebrada, não apresentaria o pão e o vinho como representações das verdades espirituais eternas para o Novo Testamento. Simplesmente, o Senhor diria que os discípulos não precisariam mais reunir para celebrar a Ceia do Senhor, e nem o apóstolo Paulo escreveria na carta de 1 Coríntios:

Carta 1 Coríntios, capítulo 11, versículo 25-28, diz:
"25. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim.
26. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha
27. Portanto, qualquer que comer este pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. 
28. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão, e beba deste cálice". (destaques meus)

A expressão "em memória": (não confundir com "in memorian") significa, lembrança em homenagem por amor, em respeito, um culto em adoração ao Senhor. É uma celebração de alegria pela vitória do Cordeiro que ressuscitou e ao mesmo tempo, fazendo lembrar que, todos aqueles que seguem o Filho de Deus nas suas pisadas, andarão como Ele, bebendo do mesmo cálice que o Senhor bebeu, vivendo sob um compromisso e aliança por amor às almas. As palavras do apóstolo Paulo são firmes e sem duplo significado. O apóstolo está afirmando e confirmando que eles realizavam a ceia conforme ordenança anteriormente determinada pelo Senhor Jesus. Se a Ceia do Senhor não é praticada no Novo Testamento, então, os atos e as palavras do Senhor Jesus foram sem sentido ou até enganosas na ceia com os discípulos. Ele e os discípulos teriam praticado um ato inútil e apenas ritualístico, mesmo sendo novo, agora, com pão e vinho.

Aqueles que excluíram a ceia da doutrina da Igreja do Senhor Jesus Cristo transformaram a expressão "em memória" em "in memorian". Argumentam que a Ceia do Senhor seria um ato "in memorian" para homenagear alguém que está morto e Jesus está vivo. Grave confusão e erro.

Evangelho de Mateus, capítulo 26, versículos 26-29, diz:
"26. Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo
27. E, tomando o cálice e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos. 
28. Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados
29. E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide até àquele Dia em que o beba de novo convosco no Reino de meu Pai". (destaques meus) 

Evangelho de Lucas, capítulo 22, versículos 14-20, diz:
"14. E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e, com ele, os doze apóstolos
15. E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta Páscoa, antes que padeça
16. Porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no Reino de Deus. 
17. E, tomando o cálice e havendo dado graças, disse: Tomai-o e reparti-o entre vós, 
18. Porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o Reino de Deus. 
19. E, tomando o pão e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isso em memória de mim
20. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós". (destaques meus)

A Ceia do Senhor traz esse significado: Quando o Senhor Jesus apresenta o cálice com o vinho, representando seu sangue derramado significa que, seus seguidores, compartilharão desse sangue, pois viverão como Cristo, negarão a si mesmos, serão seus imitadores e andarão nas suas pisadas, tomando cada um a sua cruz, crucificados com Ele. Assim, os discípulos, seguidores de Cristo, filhos de Deus, tomarão do mesmo cálice que Cristo tomou. A celebração da Ceia do Senhor é um ato de memória ao que representa Cristo e ao que representa a Igreja.

A Igreja do Senhor na face desse planeta, bebe o cálice, como um só corpo, pois derrama sua vida por aqueles que hão de crer em Cristo através dela. Se o mundo perseguiu o Filho de Deus, também perseguirá sua Igreja, pois são um só corpo e participam do mesmo vinho e pão. A Ceia do Senhor, ainda neste mundo, é uma celebração de alegria e fé, até que chegue o momento de ser celebrada no Reino dos Céus em uma dimensão que, agora, não conseguimos conceber.

A Ceia do Senhor é para aqueles que ainda não passaram para o Reino dos Céus, lembrando a dor e vitória do Senhor Jesus, reconhecendo-se um, com Ele. A vitória final do crente é, depois de ser crucificado e ter ressuscitado com Cristo, vencer o mundo, como Ele venceu.

Os textos que seguem do Evangelho de Mateus 20:22 e 23, e Mateus 26:36-44 abrangem essa interpretação:

Evangelho de Mateus, capítulo 20, versículos 22 e 23, diz:
"22. Jesus, porém, respondendo, disse: Não sabeis o que pedis; podeis vós beber o cálice que eu hei de beber e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado? Dizem-lhe eles: Podemos. 
23. E diz-lhes ele: Na verdade bebereis o meu cálice, mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence dá-lo, mas é para aqueles para quem meu Pai o tem preparado". (destaques meus)

Evangelho de Mateus, capítulo 26, versículos 36-44, diz:
"36. Então, chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar. 
37. E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito. 
38. Então, lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até à morte; ficai aqui e vigiai comigo. 
39. E, indo um pouco adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres
40. E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudeste vigiar comigo? 
41. Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. 
42. E, indo segunda vez, orou, dizendo: Meu Pai, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade
43. E, voltando, achou-os outra vez adormecidos, porque os seus olhos estavam carregados. 
44. E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras". (destaques meus)

Em determinados momentos, o Senhor Jesus cumpriu a Lei de Moisés, literalmente, e em outros, não. O Senhor Jesus Cristo foi circuncidado ao oitavo dia, pois os seus pais estavam cumprindo a Lei de Moisés, dada pelo SENHOR Deus conforme o livro de Levítico:

Livro de Levítico, capítulo 12, versículo 3, que diz:
"E, no dia oitavo, se circuncidará ao menino a carne do seu prepúcio". (destaque meu)

Levítico 12:3 aponta para uma revelação para tempos futuros no cumprimento de todas as coisas, quando tudo será entregue ao SENHOR Deus, conforme o livro do Êxodo:

Livro do Êxodo, capítulo 22, versículos 29 e 30, diz:
"29. As tuas primícias e os teus licores não retardarás; o primogênito de teus filhos me darás. 
30. Assim farás dos teus bois e das tuas ovelhas; sete dias estarão com sua mãe, e ao oitavo dia mos darás". (destaque meu)

Êxodo 22:30 escreve que "... sete dias estarão com sua mãe, e ao oitavo dia mos darás ...", isso revela que em sete dias ou sete tempos, os primogênitos do SENHOR Deus, os filhos de Israel, estarão com a mãe, figura da Igreja e, ao oitavo dia, estarão com o SENHOR no seu Reino.

O Senhor Jesus Cristo cumpriu o ritual da Festa da Páscoa, mas, é aqui que uma novidade se manifesta. Durante a ceia, o Senhor Jesus estabelece o Novo Testamento: a carne do cordeiro animal sacrificado (figura do corpo de Cristo), passa a ser o pão (figura do corpo de Cristo) e, o sangue do cordeiro animal (figura do sangue de Cristo), passa a ser o vinho (figura do sangue de Cristo).

A Festa da Páscoa, praticada conforme a Lei de Moisés pelo Velho Testamento, é encerrada nesse último evento com a presença do Senhor Jesus, o próprio e verdadeiro Cordeiro de Deus e os doze apóstolos. No mesmo ato, pelo Senhor Jesus, o Novo Testamento é estabelecido pois o próprio Cordeiro de Deus, anunciado no passado pela lei, está presente, substituindo o cordeiro animal e o sangue, pelo pão e pelo vinho, respectivamente.

No momento em que o Senhor Jesus Cristo diz, junto aos apóstolos, que o Novo Testamento estava sendo dado e apresentou o pão e o vinho como representação do evento, estava, também, determinando que, em memória (não é in memorian como erradamente alguns alegam), o ato da celebração da Ceia do Senhor fosse praticado. O Senhor Jesus, no momento da sua última ceia, em presença carnal, com os discípulos, anulou a Festa da Páscoa praticada pela Lei de Moisés e, iniciou, a prática da celebração da Ceia do Senhor, sendo essa, sombras das coisas ou bens futuros da mesma lei. O Senhor Jesus Cristo é o pão que desceu do céu, conforme diz no Evangelho de João:

Evangelho de João, capítulo 6, versículos 41,51 e 58, diz:
"41. Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu.
(...)
51. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer desse pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.
(...)
58. Este é o pão que desceu do céu; não é o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre". (destaques meus)

O Senhor Jesus Cristo, Cordeiro do SENHOR Deus, veio ao local do sacrifício, este mundo, o planeta Terra (este mundo o SENHOR Deus criou para juízo), e, um altar foi levantando, e aceso o fogo do juízo para assar a carne que não tinha pecado. Pelo fato da carne do Cordeiro não ter pecado, por causa dessa injusta condenação ao sacrifício, condenou toda a carne e o pecado, e, também, condenou aquele que através dos homens o julgaram, Satanás. Ao mesmo tempo, o Filho de Deus foi feito justiça e justificação, livrando da morte e condenação eternas todo aquele que cresse em seu nome, o nome do Senhor Jesus Cristo.

Os sacrifícios de animais praticados conforme a Lei de Moisés, foram encerrados pelo Novo Testamento em Cristo. Entretanto, a Lei de Moisés passa para a interpretação conforme as sombras das coisas ou bens futuros, alegorias e figuras. A doutrina de Cristo redimensiona todos os eventos e práticas, e nem um jota ou um til cairá da Lei de Moisés sem que seja totalmente cumprida. Afirma Mateus 5:18 que a lei será cumprida na íntegra até que o céu e a terra passem, mas é exatamente na dimensão da interpretação revelada da lei e não a letra morta, natural.

Evangelho de Mateus, capítulo 5, versículo 18, diz:
"Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido". (destaque meu) 

Evangelho de Lucas, capítulo 16, versículos 16 e 17, diz:
"16. A Lei e os Profetas duraram até João; desde então, é anunciado o Reino de Deus, e todo homem emprega força para entrar nele. 
17. E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da Lei". (destaque meu)

6.2.1.1. O Cordeiro Morto Desde a Fundação do Mundo

Livro do Apocalipse, capítulo 13, versículos 1-10, diz:
"1. E eu pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e, sobre os chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, um nome de blasfêmia. 
2. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés, como os de urso, e a sua boca, como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio. 
3. E vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta. 
4. E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela? 
5. E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses. 
6. E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. 
7. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda tribo, e língua, e nação. 
8. E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. 
9. Se alguém tem ouvidos, ouça. 
10. Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a paciência e a fé dos santos". (destaque meu) 

A Palavra de Deus no livro de Apocalipse, capítulo 13, versículo 8, afirma que o Cordeiro de Deus foi morto desde a fundação do mundo. No estudo "Adão não foi enganado quando pecou. Adão sabia o que estava fazendo", publicado neste link, é revelada a condição de Adão como resgatador de Eva. Adão, segundo a Palavra de Deus, é figura de Cristo e Eva figura da Igreja. Eva pecou pela sedução da serpente, figura de Satanás, sendo enganada e despertada na sua inveja. Adão, figura de Cristo, não foi enganado, diz a Palavra de Deus. Sendo assim, Adão, como cabeça da mulher e resgatador dela, se fez pecado para salvá-la. Cristo se fez pecado para salvar a Igreja.

Carta 1 Timóteo, capítulo 2, versículo 14, diz:
"E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão". 

O SENHOR Deus, diante do que está na sua Palavra, criou este mundo para um juízo eterno. Antes de criar o mundo, a existência estava dentro de uma eternidade, entretanto, por causa de um precedente, dentro da eternidade, o SENHOR Deus criou este mundo, como início e fim. A eternidade não cessou, mas, o SENHOR Deus, dentro dessa eternidade, criou um mundo temporário, com começo e fim. A Palavra de Deus diz que este mundo, encerrando o julgamento de todas as coisas, desaparecerá, e a eternidade prosseguirá. O julgamento deste mundo estará consumado. Este mundo, alegoricamente, é um verdadeiro tribunal de justiça do SENHOR Deus onde, em todo o tempo, a Palavra de Deus está sendo considerada conforme a verdade de cada coração. Quem está julgando é a Palavra de Deus, conforme diz o Senhor Jesus:

Evangelho de João, capítulo 12, versículos 47 e 48, diz:
"47. E, se alguém ouvir as minhas palavras e não crer, eu não o julgo, porque eu vim não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo. 
48. Quem me rejeitar a mim e não receber as minhas palavras já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último Dia". (destaque meu)  

Quando o SENHOR Deus criou o mundo para um julgamento, surge a pergunta: julgar, o quê?

Normalmente, como resposta, a doutrina cristã volta os olhos para Adão e Eva, como se o mal tivesse começado a partir deles. Entretanto, Adão e Eva são figuras de Cristo e a Igreja e, também, de eventos precedentes. O apóstolo Paulo faz lembrar em certo momento de suas cartas que, se iremos julgar os anjos, que se dirá das coisas dessa vida (1 Coríntios 6:3).

Um julgamento justo é posterior ao crime cometido. Para um julgamento é necessário um precedente, um fato, um evento criminoso que motiva um julgamento, condenando ou absolvendo. Seria demais estranho o SENHOR Deus criar tudo de modo manipulado e controlado, isso seria injusto e o SENHOR Deus jamais cometeu ou cometerá injustiça - o SENHOR Deus é justo. O SENHOR Deus, conforme conhecemos na sua Palavra, é sempre movido por eventos anteriores e, não foi sem precedente que Ele criou este mundo para estabelecer um julgamento e depois destruir tudo, voltando à normalidade a eternidade.

Quando o SENHOR Deus criou este mundo, conforme o livro de Gênesis, sacrificou o seu Cordeiro, pois, o que pertence ao Reino dos Céus, somente Aquele que é do Céus poderia pagar o preço do resgate. Alguém já parou para meditar na expressão "resgate" ou "dívida", quando é referido sobre todos aqueles que estão presos e escravizados por Satanás? Os filhos de Israel foram para o Egito, mas não eram do Egito e foram resgatados do Egito.

Por que o SENHOR Deus teria de pagar resgate entregando seu Filho amado para pagar um preço de morte, se, foram os inimigos que cometeram injustiças? Se a culpa é exclusiva do inimigo, qual o sentido de o SENHOR Deus ter de pagar um preço para resgatar seus filhos? Se os filhos de Israel foram escravizados e transformados em gado no Egito, por que teria de ser pago resgate se a injustiça vem do inimigo? A primeira consideração: O SENHOR Deus não comete injustiça. A segunda consideração: os filhos de Israel cometem injustiças.

Satanás recebeu um Reino de Trevas para dominar e, este mundo, é a terra estranha onde os filhos de Israel estão peregrinando.

O preço do resgate para livrar do poder do Egito e seu Faraó foi sacrificado na Festa da Páscoa: o cordeiro, figura daquele que viria. O preço do resgate para livrar do poder do mundo e seu príncipe, Satanás, foi sacrificado na Ceia do Senhor: o Cordeiro de Deus.

Livro 2 Samuel, capítulo 7, versículo 23, diz:
"E quem há como o teu povo, como Israel, gente única na terra, a quem Deus foi resgatar para seu povo? E a fazer-se um nome e a fazer-vos estas grandes e terríveis coisas, para a tua terra, diante do teu povo, que tu resgataste do Egito, desterrando as nações e a seus deuses"? 

Carta aos Hebreus, capítulo 9, versículos 21-24, diz:
"21. E semelhantemente aspergiu com sangue o tabernáculo e todos os vasos do ministério. 
22. E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão
23. De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios melhores do que estes
24. Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus". (destaques meus) 

O versículo 23 diz que o Tabernáculo terreno foi purificado com sangue de animais, representando figuradamente o sacrifício do Cordeiro que futuramente aconteceria. Entretanto, as próprias coisas celestiais somente poderiam ser purificadas por alguém que pertencesse ao Reino dos Céus, ou seja, o Cordeiro de Deus. Essas próprias coisas celestiais são os filhos de Deus. A Palavra poderia dizer, as coisas terrenas para serem transformadas em celestiais, entretanto, diz, as próprias coisas celestiais. Algo aconteceu no Reino dos Céus, um precedente, motivando o SENHOR Deus criar o mundo em forma de um grande tribunal, numa dimensão de perfeição de justiça inconcebível à compreensão natural.

Evangelho de João, capítulo 17, versículos 3-5, diz:
"3. E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste. 
4. Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer. 
5. E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse". (destaque meu) 

A glória, antes que o mundo existisse, foi abalada com a criação do mundo. Lembrem da parábola do filho pródigo.

Carta 1 Pedro, capítulo 1, versículos 17-21, diz:
"17. E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação
18. Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, 
19. Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, 
20. O qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós; 
21. E por ele credes em Deus, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus". (destaques meus) 

Carta aos Hebreus, capítulo 9, versículos 24-26, diz:
"24. Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus; 
25. Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santuário com sangue alheio. 
26. Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo". (destaques meus) 

6.2.2. O Cordeiro Assado - Nada Cru ou Cozido na Água

Livro do Êxodo, capítulo 12, versículos 8-10, diz:
8. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães asmos; com ervas amargosas a comerão. 
9. Não comereis dele nada cru, nem cozido em água, senão assado ao fogo; a cabeça com os pés e com a fressura. 
10. E nada dele deixareis até pela manhã; mas o que dele ficar até pela manhã, queimareis no fogo. (destaques meus)

O cordeiro deveria ser completamente assado, dando a entender que o fogo do juízo deveria consumir completamente o sacrifício, tornando-se, assim, um perfeito sacrifício. Se sobrasse alguma parte do cordeiro sem ser comida, deveria ser completamente queimada. O cordeiro deveria ser completamente queimado ou consumido. Consumir ou comer a carne do cordeiro significa ter parte com o corpo do sacrifício, sendo um só corpo com o cordeiro.

Não poderia permanecer cru ou ser cozido em água pois assim, não haveria contato com o fogo do juízo, não queimaria e nem haveria a fumaça queimando o sangue e a carne como um cheiro agradável a Deus. Nada poderia ser deixado até a manhã seguinte, pois o Senhor Jesus Cristo foi sacrificado na cruz na tarde da Páscoa e seu espírito já não estava nele, dando a entender que o sacrifício já havia sido consumido pelo fogo do juízo.

O destruidor matou os primogênitos do Egito à noite, assim, a plenitude da ingestão e queima da carne do cordeiro e seu sangue pelo fogo, até pela manhã, tudo já deveria estar consumado para que a justiça de Deus estivesse executada, com o preço do resgaste pago, trazendo, consequentemente, a libertação dos filhos de Israel da escravidão do Egito.

6.2.3. A Vitória do Cordeiro de Deus - A Condenação de Satanás e sua Expulsão do Reino dos Céus

Livro do Êxodo, capítulo 11, versículos 4 e 5, diz:
"4. Disse mais Moisés: Assim o SENHOR tem dito: À meia-noite* eu sairei pelo meio do Egito
5. E todo primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que se assenta com ele sobre o seu trono, até ao primogênito da serva que está detrás da mó, e todo primogênito dos animais". (destaques meus)

Livro do Êxodo, capítulo 12, versículo 12, diz:
"E eu passarei pela terra do Egito esta noite* e ferirei todo primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e sobre todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR". (destaques meus)

Essa passagem traz para nós, hoje, o entendimento de que à noite*, que representa um tempo de trevas espirituais, após a morte do Cordeiro de Deus, houve um julgamento e execução de uma sentença contra o príncipe deste mundo e seus filhos, Satanás. O evento da libertação dos filhos de Israel do Egito e a libertação dos filhos de Deus, do poder do espírito do mundo, são de mesmo significado.

A libertação dos filhos de Israel do Egito, do jugo de escravidão de Faraó é uma alegoria para a obra da redenção através de Jesus Cristo, libertando os filhos de Deus do jugo de escravidão e condenação de Satanás. Satanás é o espírito deste mundo. A vitória do Senhor Jesus Cristo realizou a justiça do SENHOR Deus e, Satanás, deixou de ter acesso ao Reino dos Céus. Para que Satanás tivesse seu acesso fechado ao Reino dos Céus, o Filho de Deus deveria vencer este mundo em corpo carnal, em natureza terrena. A fidelidade do Filho de Deus, vivendo entre os homens em corpo de carne sem pecar, vencendo a morte e o inferno, nesse Reino de Trevas, trouxe o juízo e queda de Satanás do Reino dos Céus.

Já ocorreram dois grandes eventos de libertação dos filhos de Deus neste mundo, aguardando o terceiro e último. O terceiro grande e último evento da saída dos filhos de Deus deste mundo será como nos dias de Noé, diz a Palavra de Deus.
• Noite* - No Reino dos Céus não existe noite. Neste mundo, Reino das Trevas espirituais, a noite existe. Essa separação entre Reino dos Céus, que significa "Dia" e Reino das Trevas, que significa "Noite", ocorre no livro de Gênesis capítulo 1, versículos 3-8.

Evangelho de Lucas, capítulo 10, versículo 18, diz:
"E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu". (destaque meu)

Essa frase do Senhor, no momento em que proferiu, diz respeito ao que iria acontecer. É uma frase com revelação para eventos em tempos futuros. Encontramos frases da mesma dimensão em outros trechos da Palavra de Deus, quando aquele que fala se coloca já em tempo futuro, falando como se já estivesse lá.

Exemplo igual: Evangelho de João, capítulo 17, versículos 11 e 12, diz:
"11. E eu já não estou mais no mundo*; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. 
12. Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome*. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse". (destaques meus)
• "... eu já não estou mais no mundo..."* - O Senhor Jesus Cristo ainda estava no mundo.
• "... guardava-os em teu nome..."* - O Senhor Jesus Cristo ainda estava no mundo, mas usa o verbo "guardar" no passado.

Evangelho de João, capítulo 12, versículo 31, diz:
"Agora, é o juízo deste mundo; agora, será expulso o príncipe deste mundo". (destaque meu)

Evangelho de João, capítulo 16, versículos 8-12, diz:
"8. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo: 
9. Do pecado, porque não creem em mim; 
10. Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; 
11. E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado
12. Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora". (destaques meus)

Livro do Apocalipse, capítulo 12, versículos 7-17, diz:
"7. E houve batalha no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão; e batalhavam o dragão e os seus anjos
8. Mas não prevaleceram; nem mais o seu lugar se achou nos céus*
9. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele
10. E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora chegada está a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite*
11. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram a sua vida até à morte. 
12. Pelo que alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar! Porque o diabo desceu a vós e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo. 
13. E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o varão
14. E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente. 
15. E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para que pela corrente a fizesse arrebatar. 
16. E a terra ajudou a mulher; e a terra abriu a boca e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca. 
17. E o dragão irou-se contra a mulher e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo". (destaques meus)
• "... nem mais o seu lugar se achou nos céus..."* - O Senhor Jesus Cristo disse que via Satanás cair como um raio do céu.
• "... o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite..."* - Um exemplo é o descrito no livro de Jó, capítulo 1, versículos 6-12. Esse evento ocorreu no tempo do Velho Testamento, quando, a justiça do SENHOR Deus, Jesus Cristo, ainda não havia sido consumada.

Livro de Jó, capítulo 1, versículos 6-12, diz:
"6. E vindo um dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles
7. Então, o SENHOR disse a Satanás: De onde vens? E Satanás respondeu ao SENHOR e disse: De rodear a terra e passear por ela
8. E disse o SENHOR a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero, e reto, e temente a Deus, e desviando-se do mal. 
9. Então, respondeu Satanás ao SENHOR e disse: Porventura, teme Jó a Deus debalde? 
10. Porventura, não o cercaste tu de bens a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste, e o seu gado está aumentado na terra. 
11. Mas estende a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema de ti na tua face! 
12. E disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do SENHOR". (destaques meus)

Livro 1 Reis, capítulo 22, versículos 17-22, diz:
"17. Então, disse ele: Vi todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor; e disse o SENHOR: Estes não têm senhor; torne cada um em paz para sua casa. 
18. Então, o rei de Israel disse a Josafá: Não te disse eu que ele nunca profetizará de mim bem, senão só mal? 
19. Então, disse ele: Ouve, pois, a palavra do SENHOR: Vi o SENHOR assentado sobre o seu trono, e todo o exército do céu estava junto a ele, à sua mão direita e à sua esquerda*
20. E disse o SENHOR: Quem induzirá Acabe, a que suba e caia em Ramote-Gileade? E um dizia desta maneira, e outro, de outra. 
21. Então, saiu um espírito, e se apresentou diante do SENHOR, e disse: Eu o induzirei. E o SENHOR lhe disse: Com quê? 
22. E disse ele: Eu sairei e serei um espírito da mentira na boca de todos os seus profetas. E ele disse: Tu o induzirás e ainda prevalecerás; sai e faze assim". (destaques meus)
• "... à sua mão direita e à esquerda..."* - À direita ficam os que são de Deus e à esquerda os que são de Satanás.

Evangelho de Mateus, capítulo 25, versículos 33, 34 e 41, diz:
"33. E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda
34. Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo
(...)
41. Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos". (destaques meus)

Acredito que poderão gritar que estou afirmando heresias, entretanto, estou apresentando tais interpretações diante do que está escrito na Palavra de Deus. Satanás foi dos anjos que assistiam diante do SENHOR Deus, assim como Gabriel e Miguel. Por isso, conforme está escrito no livro de Jó, Satanás apresentava-se diante do SENHOR Deus. Enquanto a justiça de Deus, Jesus Cristo, não fosse cumprida, Satanás continuaria tendo acesso ao Reino dos Céus, diante do SENHOR Deus. Com a vitória do Senhor Jesus Cristo, a justiça do SENHOR Deus foi feita e Satanás foi condenado e expulso do Reino dos Céus juntamente com seus anjos.

6.2.4. VT - Sete Dias Comereis Pães Asmos ... NT - Sete Tempos Sem a Lei de Moisés

Novamente, agora, livro do Êxodo, capítulo 12, versículos 14-20, diz:
"14. E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo
15. Sete dias comereis pães asmos; ao primeiro dia, tirareis o fermento das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dia, aquela alma será cortada de Israel
16. E, ao primeiro dia, haverá santa convocação; também, ao sétimo dia, tereis santa convocação; nenhuma obra se fará neles, senão o que cada alma houver de comer; isso somente aprontareis para vós. 
17. Guardai, pois, a Festa dos Pães Asmos, porque naquele mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo
18. No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães asmos até vinte e um do mês à tarde. 
19. Por sete dias não se ache nenhum fermento nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, aquela alma será cortada da congregação de Israel, assim o estrangeiro como o natural da terra.
20. Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações comereis pães asmos". (destaques meus)

O texto em consideração chama a atenção, mais uma vez, quanto ao extremo das consequências se alguém comer pão levedado ou se achar fermento nas casas dos filhos Israel. Se descumprissem tal ordem seriam extirpados da congregação de Israel. A alegoria, aqui, diz respeito à redenção e Novo Testamento que viria, pelo Filho de Deus, o Cordeiro. Em sete dias ou sete tempos dentro dos quais os filhos do SENHOR Deus estariam na face dessa terra, a Igreja do Senhor Jesus Cristo deveria ser levantada sem o fermento da Lei de Moisés ou outra corrupção espiritual.

Aqueles que viviam pela Lei de Moisés condenaram o Filho de Deus à crucificação. Por isso, o apóstolo Paulo, insistentemente, nas suas cartas exorta com veemência aqueles que naqueles dias buscavam e no passar dos tempos ainda buscam viver segundo a Lei de Moisés. Entre as práticas da Lei de Moisés mais tradicionais no meio cristão são os dízimos e a guarda do dia do sábado.

O Novo Testamento é sem carne e sem maná, conforme a Lei de Moisés. O Novo Testamento foi estabelecido pelo próprio Cordeiro puro e imaculado, sem pecado, apresentando o pão asmo e o vinho, como celebração e culto em lembrança ao significado de si mesmo e para todos aqueles que tomariam cada um sua cruz e O seguisse.

As exortações constantes do apóstolo Paulo contra aqueles que, mesmo conhecendo a graça em Cristo e sua doutrina, continuavam cumprindo a Lei de Moisés:

Carta aos Romanos, capítulo 6, versículos 14 e 15, diz:
"14. Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.
15. Pois quê? Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum"! 

Carta 2 Coríntios, capítulo 3, versículos 6-9, diz:
"6. O qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espírito vivifica
7. E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, 
8. Como não será de maior glória o ministério do Espírito
9. Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça". (destaques meus)  

Carta aos Gálatas, capítulo 3, versículos 10-14, diz:
"10. Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. 
11. E é evidente que, pela lei, ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé
12. Ora, a lei não é da fé, mas o homem que fizer estas coisas por elas viverá
13. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; 
14. Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo e para que, pela fé, nós recebamos a promessa do Espírito". (destaques meus) 

O apóstolo Paulo, na carta aos Gálatas, capítulo 4, teve uma singular e maravilhosa revelação. A revelação é, ainda, para os dias de hoje e eternamente. Confrontando com a Palavra de Deus, existem inúmeras interpretações erradas sobre a situação da atual cidade de Jerusalém, que é a Jerusalém terrena. Da mesma forma, as falsas interpretações geram falsas expectativas, falsas verdades e falsa fé. Sendo assim, unindo a Palavra de Deus dada em Êxodo, capítulo 12, com a carta aos Gálatas, capítulo 4, temos uma mesma interpretação sobre aqueles que serão extirpados da congregação dos filhos de Israel.

A cidade de Jerusalém, a terrena, hoje, está transformada em centro de idolatria pagã e cristã. A Jerusalém terrena representa a Lei de Moisés e seus filhos, entre outras confusões religiosas nela existentes. A Jerusalém terrena condenou o Filho de Deus. Há tempos, fazem da cidade de Jerusalém um grande local de mercado religioso explorando a falsa fé cristã e cristã evangélica, com inúmeras heresias de aproveitadores e líderes denominacionais corrompidos por uma falsa doutrina de Cristo.

Quem ainda espera ver um Messias sentado em um trono na Jerusalém terrena, jamais terá acesso à Jerusalém celestial.

Carta aos Gálatas, capítulo 4, versículos 21-31, diz:
"21. Dizei-me vós, os que quereis estar debaixo da lei: não ouvis vós a lei? 
22. Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre
23. Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas o que era da livre, por promessa
24. O que se entende por alegoria; porque estes são os dois concertos: um, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar
25. Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos
26. Mas a Jerusalém que é de cima é livre, a qual é mãe de todos nós
27. Porque está escrito: Alegra-te, estéril, que não dás à luz, esforça-te e clama, tu que não estás de parto; porque os filhos da solitária são mais do que os da que tem marido. 
28. Mas nós, irmãos, somos filhos da promessa, como Isaque
29. Mas, como, então, aquele que era gerado segundo a carne perseguia o que o era segundo o Espírito, assim é também, agora
30. Mas que diz a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque, de modo algum, o filho da escrava herdará com o filho da livre
31. De maneira que, irmãos, somos filhos não da escrava, mas da livre". (destaques meus)

E mais...

No livro do Êxodo, capítulo 12, versículo 25, diz:
"E acontecerá que, quando entrardes na terra que o SENHOR vos dará, como tem dito, guardareis este culto". (destaque meu)

Essa terra na qual entrarão os filhos de Deus, ocorreu aqui, como alegoria, mas será na Jerusalém celestial, eternamente, conforme Gálatas 4:21-31.

Hoje, os filhos do SENHOR Deus desejam e pertencem à nova terra, mas, ainda não estão nela.

Ampliando a interpretação:

Livro do Êxodo, capítulo 12, versículo 17, faz lembrar sobre o estatuto perpétuo. A Palavra de Deus mostra que, a celebração da vitória do Cordeiro de Deus contra o Reino das Trevas será sempre lembrada, para a glória do Pai e do Filho, eternamente, amém!

O Senhor Jesus diz:

Evangelho de Mateus, capítulo 26, versículo 29, diz:
"E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide até àquele Dia em que o beba de novo convosco no Reino de meu Pai". (destaque meu) 

Repete-se, aqui, também:
Livro do Êxodo, capítulo 12, versículo 25, diz:
"E acontecerá que, quando entrardes na terra que o SENHOR vos dará, como tem dito, guardareis este culto". (destaque meu)

Então, diz a Palavra de Deus que haverá uma outra e nova celebração da ceia quando todos estiverem na terra que o SENHOR dará aos seus filhos, no seu Reino, o Reino dos Céus, na Jerusalém celestial. O fruto da vide é em sentido figurado, pois no céu não há carne e nem sangue, nem pão e nem vinho naturais. Eis, então, a ceia sobre a qual o Senhor Jesus Cristo referenciou e a alegoria existente sobre as Tribos de Israel quando entraram na terra que o Senhor deu como promessa neste mundo.

A Palavra de Deus é uma só em Êxodo 12:25 + Mateus 26:29 + Gálatas 4:21-31 + Apocalipse 19:6-10, com amplitude.

Livro do Apocalipse, capítulo 19, versículos 6-10, diz:
"6. E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! Pois já o Senhor, Deus Todo-poderoso, reina. 
7. Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas* do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou
8. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. 
9. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus. 
10. E eu lancei-me a seus pés para o adorar, mas ele disse-me: Olha, não faças tal; sou teu conservo e de teus irmãos que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia". (destaques meus)
• Bodas* - Casamento, matrimônio. Grande festa para comemorar a cerimônia de casamento.

6.2.5. A Morte Não Terá Poder Sobre os Filhos de Deus

Livro do Êxodo, capítulo 12, versículos 23-28, diz:
"23. Porque o SENHOR passará para ferir aos egípcios, porém, quando vir o sangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, o SENHOR passará aquela porta e não deixará ao destruidor entrar em vossas casas para vos ferir. 
24. Portanto, guardai isto por estatuto para vós e para vossos filhos, para sempre. 
25. E acontecerá que, quando entrardes na terra que o SENHOR vos dará, como tem dito, guardareis este culto. 
26. E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este vosso? 
27. Então, direis: Este é o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo inclinou-se e adorou. 
28. E foram os filhos de Israel e fizeram isso; como o SENHOR ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram". (destaques meus) 

Já considerei neste estudo sobre o sangue na verga e ombreiras da porta. O destaque que agora faço é sobre a morte não ter poder sobre aqueles que estão selados com o Espírito Santo de Deus, o qual é figurado pelo sangue do cordeiro nas vergas e ombreiras das portas das casas - dando a entender que foram comprados pelo sangue daquele que foi sacrificado - o sangue representa a vida do cordeiro. O evento do destruidor sendo proibido de matar aqueles que tivessem o sangue como sinal nas vergas e ombreiras das portas das casas diz respeito até ao final dos tempos, quando tudo encerrar aqui, neste mundo. Uma nova mortandade ocorrerá na face da terra culminando o fim de todas as coisas, mas, o espírito ou anjo da morte não terá poder sobre aqueles que estiverem selados com o Espírito Santo de Deus.

Evangelho de João, capítulo 3, versículos 2-5, diz:
"2. Este foi ter de noite com Jesus e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele. 
3. Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus
4. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer? 
5. Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus". 

Evangelho de João, capítulo 5, versículo 24, diz:
"Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida". (destaque meu)

Evangelho de João, capítulo 8, versículo 51, diz:
"Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte". (destaque meu)

Evangelho de João, capítulo 11, versículos 25 e26, diz:
"25. Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá
26. E todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá. Crês tu isso"? (destaque meu)

Como poderia uma casa (pessoa) selada e habitada pelo Espírito Santo de Deus ser invadida e tomada pela morte?

O batismo com o Espírito Santo é o evento que confirma o recebimento do selo pela pessoa, o cristão evangélico. Temos na Palavra de Deus, no Novo Testamento, eventos onde todos os que criam, recebiam o batismo com o Espírito Santo e, negar isso, é negar que haja o Espírito Santo. Tal evento glorioso jamais deixou de acontecer àqueles que creram, creem e crerão pela doutrina dos apóstolos do Cordeiro. Doutrinas estranhas à dos apóstolos do Cordeiro criaram um outro evangelho, rejeitando a necessidade de um cristão ser batizado com o Espírito Santo de Deus.

O apóstolo Paulo, mesmo quando encontrava aqueles que criam no Pai e no Filho e haviam sido batizados nas águas, não parou por aí. Seguindo o entendimento daqueles que dispensam o batismo com o Espírito Santo e suas manifestações pelos dons, o apóstolo Paulo teria cometido excessos ou praticado atos dispensáveis junto àqueles que criam. O apóstolo Paulo e outros impunham suas mãos e aqueles que criam eram batizados com o Espírito Santo.

Atos dos Apóstolos, capítulo 8, versículos 14-17, diz:
"14. Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João, 
15. Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo. 
16. (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido, mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus.) 
17. Então, lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo". (destaques meus) 

Atos dos Apóstolos, capítulo 9, versículos 17 e 18, diz:
"17. E Ananias foi, e entrou na casa, e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo. 
18. E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado". (destaques meus) 

Atos dos Apóstolos, capítulo 10, versículos 44-48, diz:
"44. E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. 
45. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. 
46. Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus. 
47. Respondeu, então, Pedro: Pode alguém, porventura, recusar a água, para que não sejam batizados estes que também receberam, como nós, o Espírito Santo? 
48. E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então, rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias". (destaque meu)

Atos dos Apóstolos, capítulo 19, versículos 1-7, diz:
"1. E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos, 
2. Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. 
3. Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados, então? E eles disseram: No batismo de João. 
4. Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. 
5. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. 
6. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam. 
7. Estes eram, ao todo, uns doze varões". (destaques meus)

Carta 1 Coríntios, capítulo 6, versículos 14-20, diz:
"14. Ora, Deus, que também ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará a nós pelo seu poder. 
15. Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo. 
16. Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne. 
17. Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito. 
18. Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. 
19. Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? 
20. Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus". (destaques meus) 

Carta aos Efésios, capítulo 1, versículo 13, diz:
"Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa". (destaque meu)

Carta aos Efésios, capítulo 4, versículo 30, diz:
"E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção". (destaque meu)

Considerações: Acreditar no Pai e no Filho é o primeiro passo para o novo nascimento. O novo nascimento é o momento em que o Espírito Santo anula o nascimento carnal de origem, expulsa o espírito do mundo da velha natureza e gera um novo filho para o SENHOR Deus e Pai. Por isso, o Espírito Santo, que é o Espírito de Deus, santifica o espírito que está no homem, regenerando-o, gerando-o de novo, para uma novidade de vida, não mais como um filho do espírito do mundo, que é o espírito de Satanás, mas como um filho gerado pelo Espírito de Deus. O impuro passa a ser santo. Todos os textos da Palavra de Deus apresentados em seguida, confirmam que, para existir a regeneração (regenerar significa reconstruir, revivificar) daquele que crê, o Espírito Santo deve estar na pessoa, pelo batismo com o Espírito Santo. O Espírito Santo é, também, a unificação do cristão com o Pai e o Filho.

Sem o Espírito Santo não há ligação com o Corpo de Cristo, não existe unidade com o Pai e o Filho.
Evangelho de João, capítulo 17, versículo 23, diz:
"Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim". (destaque meu)

A Palavra de Deus é Espírito e Vida. Para compreender a dimensão real da Palavra de Deus, somente pelo Espírito Santo, pois, sem Ele, a Palavra ficará na dimensão de letra natural sem expansão espiritual.

A Palavra de Deus santifica; O Espírito Santo santifica; A Palavra de Deus é Espírito e Vida, ou seja, a Palavra de Deus tem um Espírito que a escreveu, o Espírito Santo.

Por isso, também, diz a Palavra de Deus que há diferença entre o homem natural e o homem espiritual. Essa afirmação está assegurada na carta aos Coríntios:

Carta 1 Coríntios, capítulo 2, versículos 6-16, diz:
"6. Todavia, falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; 
7. Mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória; 
8. A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória. 
9. Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam. 
10. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus
11. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus
12. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus
13. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais
14. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente
15. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido
16. Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo". (destaques meus) 

O batismo com o Espírito Santo não é uma opção dada por Deus. Mesmo crendo em Deus, é possível a pessoa não ser selada com o Espírito Santo. Se a pessoa não estiver selada com o Espírito Santo: o Pai e o Filho não estão nele; não há ligação para formar unidade com o corpo de Cristo; não há real conhecimento e compreensão das verdades profundas de Deus; não será possível comparar coisas espirituais com espirituais; o homem natural não poderá compreender as coisas de Deus. Sem o batismo com o Espírito Santo não há novo nascimento.

O Senhor Jesus Cristo expõe, conforme escrito no Evangelho de Mateus 7:21-23, uma situação onde Ele negará que certas pessoas eram seus discípulos. Ou seja, quando o Senhor Jesus Cristo diz que não conhece tal pessoa significa que, essa, não tinha e não tem o Espírito Santo. Ainda, tais pessoas, que se diziam de Cristo, faziam a obra de Deus, eram conhecidos como cristãos, mas, praticavam iniquidades. A própria obra que realizavam estava debaixo de iniquidade. Hoje, é muito comum isso... explicitamente...

Evangelho de Mateus, capítulo 7, versículos 21-23, diz:
"21. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 
22. Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? 
23.  E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade". (destaques meus) 

Existem exceções? Sim, inúmeras. Existem casos em que a pessoa possa ser salva por questão da circunstância ou o próprio SENHOR Deus agir nessa condição excepcional. Exemplo do ex-ladrão na cruz, ao lado do Senhor. Ele não teve tempo de viver a doutrina de Cristo na terra, mas pela fé, em um instante, foi salvo. Diferentemente da pessoa conhecer a Palavra de Deus, vivendo na terra e não praticá-la, negligenciando a sã doutrina na condição de cristão.

Mais além...
O Espírito Santo pode ser retirado da pessoa. Alguns negam essa possibilidade, mas, diante da Palavra de Deus, é possível:
Carta 1 Tessalonicenses, capítulo 5, versículos 18-23, diz:
"18. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. 
19. Não extingais o Espírito. 
20. Não desprezeis as profecias. 
21. Examinai tudo. Retende o bem. 
22. Abstende-vos de toda aparência do mal. 
23. E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo". 

Carta aos Efésios, capítulo 4, versículos 30, diz:
"E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção". 

Livro do Profeta Isaías, capítulo 63, versículos 8-10, diz:
"8. Porque o Senhor dizia: Certamente, eles são meu povo, filhos que não mentirão. Assim ele foi seu Salvador. 
9. Em toda a angústia deles foi ele angustiado, e o Anjo da sua presença os salvou; pelo seu amor e pela sua compaixão, ele os remiu, e os tomou, e os conduziu todos os dias da antiguidade. 
10. Mas eles foram rebeldes e contristaram o seu Espírito Santo; pelo que se lhes tornou em inimigo e ele mesmo pelejou contra eles". 

Entre inúmeros textos da Palavra de Deus, separo apenas estes onde o apóstolo Paulo ensina sobre o Espírito Santo. Atente para o contexto de cada momento em que o Espírito Santo é mencionado:

Carta aos Romanos, capítulo 8, versículos 10 e 11, diz:
"10. E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça. 
11. E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita". (destaques meus) 

Carta aos Efésios, capítulo 2, versículos 1-6, diz:
"1. E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, 
2. Em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência; 
3. Entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. 
4. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, 
5. Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), 
6. E nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus". (destaques meus)

Carta aos Efésios, capítulo 3, versículos 14-21, diz:
"14. Por causa disso, me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, 
15. Do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, 
16. Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior; 
17. Para que Cristo habite, pela fé, no vosso coração; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, 
18. Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade 
19. E conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus. 
20. Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, 
21. A esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém"! (destaques meus)

Carta 1 Tessalonicenses, capítulo 4, versículos 7 e 8, diz:
"7. Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação
8. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas, sim, a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo". (destaques meus)

Carta 2 Timóteo, capítulo 1, versículo 14, diz:
"Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós". (destaque meu)

Carta 1 Coríntios, capítulo 3, versículo 16, diz:
"Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós"? (destaque meu)

Carta Tito, capítulo 3, versículo 5, diz:
"Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo". (destaque meu)

6.3. Interpretando Livro do Êxodo, Capítulo 12, versículos 29-51

Seguindo agora para a segunda e última parte do capítulo 12 do livro do Êxodo:

Livro do Êxodo, capítulo 12, versículos 29-51, diz:
"29. E aconteceu, à meia-noite, que o SENHOR feriu todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se sentava em seu trono, até ao primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais. 
30. E Faraó levantou-se de noite, ele, e todos os seus servos, e todos os egípcios; e havia grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não houvesse um morto. 
31. Então, chamou a Moisés e a Arão de noite e disse: Levantai-vos, saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; e ide, servi ao SENHOR, como tendes dito. 
32. Levai também convosco vossas ovelhas e vossas vacas, como tendes dito; e ide e abençoai-me também a mim. 
33. E os egípcios apertavam ao povo, apressando-se para lançá-los da terra; porque diziam: Todos seremos mortos. 
34. E o povo tomou a sua massa, antes que levedasse, e as suas amassadeiras atadas em suas vestes, sobre seus ombros. 
35. Fizeram, pois, os filhos de Israel conforme a palavra de Moisés e pediram aos egípcios vasos de prata, e vasos de ouro, e vestes. 
36. E o SENHOR deu graça ao povo em os olhos dos egípcios, e estes emprestavam-lhes, e eles despojavam os egípcios. 
37. Assim, partiram os filhos de Israel de Ramessés para Sucote, coisa de seiscentos mil de pé, somente de varões, sem contar os meninos
38. E subiu também com eles uma mistura de gente, e ovelhas, e vacas, uma grande multidão de gado. 
39. E cozeram bolos asmos da massa que levaram do Egito, porque não se tinha levedado, porquanto foram lançados do Egito; e não se puderam deter, nem prepararam comida. 
40. O tempo que os filhos de Israel habitaram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos
41. E aconteceu que, passados os quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, todos os exércitos do SENHOR saíram da terra do Egito. 
42. Esta noite se guardará ao SENHOR, porque nela os tirou da terra do Egito; esta é a noite do SENHOR, que devem guardar todos os filhos de Israel nas suas gerações. 
43. Disse mais o SENHOR a Moisés e a Arão: Esta é a ordenança da Páscoa; nenhum filho de estrangeiro comerá dela. 
44. Porém todo servo de qualquer, comprado por dinheiro, depois que o houveres circuncidado, então, comerá dela. 
45. O estrangeiro e o assalariado não comerão dela.
46. Numa casa se comerá; não levarás daquela carne fora da casa, nem dela quebrareis osso. 
47. Toda a congregação de Israel o fará. 
48. Porém, se algum estrangeiro se hospedar contigo e quiser celebrar a Páscoa ao SENHOR, seja-lhe circuncidado todo macho, e, então, chegará a celebrá-la, e será como o natural da terra; mas nenhum incircunciso comerá dela. 
49. Uma mesma lei haja para o natural e para o estrangeiro que peregrinar entre vós. 
50. E todos os filhos de Israel o fizeram; como o SENHOR ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram. 
51. E aconteceu, naquele mesmo dia, que o SENHOR tirou os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exércitos". (destaques meus)

6.3.1. A Morte dos Primogênitos do Egito

Primogênito, restritamente, é o primeiro filho ou o filho mais velho de um casal. O direito e significado da primogenitura, no meio dos filhos de Israel, deveriam ser observados de modo indisponível e grave pecado seria alguém desprezá-los. O caso de Esaú, irmão de Jacó, filho de Isaque e Rebeca, foi um exemplo de desprezo pela primogenitura e isso teve consequências. O ato de Esaú foi considerado profano diante do SENHOR Deus.

Carta aos Hebreus, capítulo 12, versículo 16 e 17, diz:
"16. E ninguém seja fornicador ou profano, como Esaú, que, por um manjar, vendeu o seu direito de primogenitura*;
17. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que, com lágrimas, o buscou". (destaques meus)
*Ver Gênesis 25:31-34.

Por isso, desde o nascimento, o SENHOR Deus disse que se agradava de Jacó, mas era aborrecido contra Esaú, mesmo antes deste ter cometido esse grave pecado e desprezo pela primogenitura. O SENHOR Deus conhecia Esaú. (Carta aos Romanos 9:13)

A morte dos primogênitos do Egito não foi apenas uma opção qualquer da parte do SENHOR Deus, como uma simples estratégia violenta e intimidatória contra Faraó e sua arrogância opressora. A morte dos primogênitos do Egito não foi um ato praticado apenas como solução para um problema e, depois, assunto encerrado. A morte dos primogênitos do Egito, tem no ato, um precedente e um consequente. As ações determinadas da parte do SENHOR Deus possuem significados implícitos (ocultos) e motivações, jamais agindo de modo arbitrário ou injusto.

A Palavra de Deus ensina que o SENHOR Deus faz tudo fundamentado em justas motivações e propósitos determinados por precedentes e consequentes. O SENHOR Deus age com fundamento, seus feitos justificam-se em si mesmos, sempre com motivações ou razões justas que vão além da compreensão do homem natural.

Há momentos na interpretação da Palavra de Deus em que os fatos são revelados quando expostos de modo que a cronologia é invertida, ou seja, narrada da frente para atrás. Se houve a necessidade de sacrificar o cordeiro (figura do Cordeiro de Deus), anteriormente ao sacrifício algum pecado gravíssimo ao extremo foi praticado da parte dos filhos de Israel. Os filhos de Israel são um só, também, na pessoa dos cabeças das doze tribos. Esses cabeças das Tribos de Israel, em dado momento da história, venderam o irmão José, um dos filhos de Jacó. José, mais à frente, veio a ser a figura de Cristo como livramento dos filhos de Israel por causa da fome em toda a terra, tendo que Israel instalar-se no Egito, até o momento em que os olhos do Faraó e do povo egípcio ficaram perturbados com aquele outro povo numeroso.

A escassez de comida que provocou a ida dos filhos de Israel para o Egito teve um precedente, ou seja, a traição dos filhos de Jacó contra José. O precedente para o sacrifício do cordeiro foi a traição dos cabeças das Tribos de Israel contra José, este, figura de Cristo. Quando o cabeça de uma Tribo de Israel ou algum dos filhos de Israel cometer transgressão, há consequências para toda a tribo ou todos os filhos de Israel. As soluções para os eventos ocorridos vêm da parte do SENHOR Deus. Foi exatamente no Egito onde os traidores e o traído se encontraram. Um exemplo pontual está exposto no livro de Josué 7:1-26. Por causa do ato de apenas um homem, Acã, no meio dos filhos de Israel, muitos morreram na peleja e a situação não mudaria enquanto a justiça não fosse feita, pois, havia um anátema no meio do povo. Uma observação: Acã não era cabeça da Tribo de Judá.

A história prosseguiu, mas algo ainda estava pendente. O Egito hospedou os filhos de Israel em sua terra, uma terra estranha, por um tempo determinado. Ao mesmo tempo em que houve a necessidade do resgaste dos filhos de Israel pelo sacrifício do cordeiro, por causa do precedente, também, o SENHOR Deus executou juízo contra o Egito, por causa do consequente ou decorrente. O SENHOR Deus realizou justiça sobre dois povos distintos, sobre os primogênitos dos filhos de Israel e os primogênitos dos filhos do Egito. Quando o SENHOR Deus olha os filhos de Israel, diz que eles são o seu primogênito, como se fosse um só; da mesma forma, quando olha os filhos do Egito, traz neles figura do primogênito de Faraó, como se fosse um só.

O SENHOR Deus apresenta para Moisés as palavras que deveria dizer a Faraó.
No livro do Êxodo, capítulo 4, versículo 22, diz:
"Então, dirás a Faraó: Assim diz o SENHOR: Israel é meu filho, meu primogênito". (destaque meu)

Após o evento da morte dos primogênitos do Egito, o SENHOR Deus determina sobre a consagração e sacrifício dos primogênitos de homens e animais.
No livro do Êxodo, capítulo 13, versículos 14-16, diz:
"14. Se acontecer que teu filho no tempo futuro te pergunte, dizendo: Que é isto? Dir-lhe-ás: O SENHOR nos tirou com mão forte do Egito, da casa da servidão
15. Porque sucedeu que, endurecendo-se Faraó, para não nos deixar ir, o SENHOR matou todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito do homem até ao primogênito dos animais; por isso*, eu sacrifico ao SENHOR os machos de tudo o que abre a madre; porém, a todo primogênito de meus filhos, eu resgato. 
16. E será por sinal sobre tua mão e por frontais entre os teus olhos; porque o SENHOR nos tirou do Egito com mão forte". (destaques meus) 
• "... por isso..."* - Por esse motivo, assim sendo. Evidencia uma consequência de um ato anterior.

Mais...
Livro do Êxodo, capítulo 34, versículos 1 e 2 (...) 19 e 20, diz:
"1. Então, falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 
2. Santifica-me todo primogênito, o que abrir toda madre entre os filhos de Israel, de homens e de animais; porque meu é
(...)
19. Tudo o que abre a madre meu é; até todo o teu gado, que seja macho, abrindo a madre de vacas e de ovelhas; 
20. O burro, porém, que abrir a madre, resgatarás com um cordeiro; mas, se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça; todo primogênito de teus filhos resgatarás. E ninguém aparecerá vazio diante de mim". (destaques meus)

6.3.2. O Sacerdócio Levítico - O Sacerdócio Santo

Qual sentido teria o SENHOR Deus, primeiro, matar todos os primogênitos de homens e animais do Egito e, após esse evento, sacrificar os machos de tudo o que abre a madre dos animais, mas, todo o primogênito nascido de homem dos filhos de Israel, resgatar e consagrar? Qual ou quais o(s) significado(s) desses eventos? No momento determinado, quando foi levantado o Tabernáculo terreno, figura do verdadeiro (do Reino dos Céus), a Tribo de Levi recebeu uma responsabilidade distinta das demais onze tribos. A Tribo de Levi recebeu a ordem do SENHOR Deus para executar o ministério junto ao Tabernáculo terreno.

Livro de Números, capítulo 1, versículos 47-49, diz:
"47. Mas os levitas*, segundo a tribo de seus pais, não foram contados entre eles
48. Porquanto o SENHOR tinha falado a Moisés, dizendo: 
49. Somente não contarás a tribo de Levi, nem tomarás a soma deles entre os filhos de Israel". 
• Levitas* - Descendentes da Tribo de Levi, separada das demais tribos de Israel com a função de servir no Tabernáculo terreno, figura do verdadeiro, do Reino dos Céus.

Livro de Números, capítulo 3, versículos 11-13, diz:
"11. E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 
12. E eu, eis que tenho tomado os levitas do meio dos filhos de Israel, em lugar de todo o primogênito que abre a madre, entre os filhos de Israel; e os levitas serão meus
13. Porque todo primogênito meu é; desde o dia* em que feri a todo o primogênito na terra do Egito, santifiquei para mim todo o primogênito em Israel, desde o homem até ao animal; meus serão; eu sou o SENHOR". (destaques meus) 
• Desde o dia* - define que há uma origem, um ponto de partida, uma referência, entretanto, com um motivo ainda encoberto sobre a relação dos primogênitos do Egito com os primogênitos dos filhos de Israel.

Livro de Números, capítulo 3, versículos 44 e 45, diz:
"44. E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 
45. Toma os levitas em lugar de todo primogênito entre os filhos de Israel e os animais dos levitas em lugar dos seus animais; porquanto os levitas serão meus. Eu sou o SENHOR". (destaques meus) 

Livro de Números, capítulo 8, versículos 13-19, diz:
"13. E porás os levitas perante Arão, e perante os seus filhos, e os moverás por oferta de movimento ao SENHOR
14. E separarás os levitas do meio dos filhos de Israel, para que os levitas meus sejam
15. E, depois, os levitas entrarão para fazerem o serviço da tenda da congregação; e tu os purificarás e, por oferta de movimento, os moverás. 
16. Porquanto eles, do meio dos filhos de Israel, me são dados; em lugar de todo aquele que abre a madre, do primogênito de cada um dos filhos de Israel, para mim os tenho tomado. 
17. Porque meu é todo primogênito entre os filhos de Israel, entre os homens e entre os animais; no dia em que, na terra do Egito, feri a todo primogênito, os santifiquei para mim. 
18. E tomei os levitas em lugar de todo primogênito entre os filhos de Israel
19. E os levitas, dados a Arão e a seus filhos, do meio dos filhos de Israel, tenho dado para exercerem o ministério dos filhos de Israel na tenda da congregação e para fazerem expiação pelos filhos de Israel, para que não haja praga entre os filhos de Israel, chegando-se os filhos de Israel ao santuário". (destaques meus) 

As doze Tribos de Israel, que são os filhos de Israel na totalidade, formam a única nação separada das demais nações no planeta, única família de um único SENHOR e Deus. O SENHOR diz que os levitas não serão contados dentre os filhos de Israel, ou seja, seria o mesmo que, dentro de uma família de doze pessoas, uma delas não será contada dentro dessa totalidade. Além de separada da família não recebe a mesma herança dos irmãos, mas continua pertencendo àquela.

Dessa separação, surge o sacerdócio levítico, então, os levitas foram/são, como alegoria e estatuto perpétuo, os únicos separados e autorizados para o ministério da Tenda da Congregação, o Tabernáculo terreno, figura do celestial.

Quando o SENHOR Deus diz que os levitas tomam o lugar de todos os primogênitos dos filhos de Israel significa que, os levitas, estão substituindo, passando a representar, atuando como procuradores ou representantes dos primogênitos e todos os filhos de Israel. Se os levitas substituíram os primogênitos dos filhos de Israel, assumiram as responsabilidades desses, tornaram-se, consequentemente, também, primogênitos das famílias dos filhos de Israel e com autoridade para, com exclusividade, fazerem expiação por esses. Realizar o ministério da Tenda da Congregação, fazendo expiação pelos filhos de Israel, significa ser intermediário entre o SENHOR Deus e o povo.

Neste momento surge a interpretação para os obreiros da Igreja do Senhor. Os obreiros verdadeiramente consagrados para a obra da Igreja do Senhor, conforme o chamado em suas funções, não têm herança com os filhos de Deus, pois, a herança é o SENHOR, por causa da separação para exercer o ministério. Os levitas são do SENHOR, não tendo parte e nem herança junto aos filhos de Israel, pois, o próprio SENHOR Deus é sua herança.

Livro de Deuteronômio, capítulo 18, versículos 1 e 2, diz:
"1. Os sacerdotes levitas, toda a tribo de Levi, não terão parte nem herança em Israel; das ofertas queimadas do SENHOR e da sua herança comerão
2. Pelo que não terão herança no meio de seus irmãos; o SENHOR é a sua herança, como lhe tem dito". (destaques meus) 

O SENHOR Deus, após a morte dos primogênitos do Egito, e, por causa desse evento, determina que, os primogênitos dos filhos de Israel serão Dele. Qual a relação de um fato com outro? Por que o evento da morte dos primogênitos do Egito trouxe, da parte do SENHOR Deus, indispensável consagração dos primogênitos dos filhos de Israel? Os primogênitos dos filhos de Israel já pertenciam ao SENHOR. Em seguida, surge outra novidade, os levitas sendo tomados no lugar dos primogênitos dos filhos de Israel. Os levitas já estavam separados e pertenciam ao SENHOR para uma missão exclusiva, a execução do sacerdócio levítico. Qual o motivo para tomar os levitas no lugar dos primogênitos dos filhos de Israel, se, ambos, já pertenciam/pertencem ao SENHOR?

Fica subentendido que, todos os primogênitos nascidos nas tribos de Israel, exceção a tribo de Levi, seriam substituídos, por cabeça, por um levita. O levita, então, toma o lugar de todo primogênito nascido entre os filhos de Israel, exceção da tribo de Levi.

No livro de Números, capítulo 3, versículos 39-51, trata-se do momento em que o SENHOR Deus determina a contagem dos levitas, varões de um mês para cima e da mesma forma os filhos de Israel. Nota-se que o SENHOR Deus trata de modo distinto quando se refere aos levitas e aos filhos de Israel. A contagem dos levitas ficou determinada em 22.000 (vinte e dois mil) varões de um mês para cima. A contagem dos filhos de Israel ficou determinada em 22.273 (vinte e dois mil, duzentos e setenta e três) varões de um mês para cima. O SENHOR manda que, os 273 (duzentos e setenta e três) que sobejaram dos filhos de Israel, sejam resgatados, com o valor estipulado de cinco siclos, conforme o siclo do santuário. Por aqueles que excederam, 273 (duzentos e setenta e três), foram pagos cinco siclos por cabeça, e o total, mil trezentos e sessenta e cinco siclos foram dados por Moisés para Arão e seus filhos, segundo o mandado do SENHOR.

Fica implícito que, o valor de um levita é equivalente a cinco siclos, valor que é pago pelo resgate dos primogênitos excedentes dos filhos de Israel. Nesse momento, necessário compreender o significado desses cinco siclos, sendo que, este valor está sendo equiparado à cada levita, ou seja, um levita vale cinco siclos, segundo o siclo do santuário. Convém por zelo considerar que o SENHOR Deus não compra a salvação de alguém por dinheiro deste mundo. Não há dinheiro deste mundo que pague o valor de uma alma. Quando encontramos valores de dinheiro dentro da Palavra de Deus, necessário atentar para o contexto e o significado da figura como representação.

Entende-se, do contexto, que, quando os levitas substituem ou tomam o lugar dos primogênitos dos filhos de Israel, o SENHOR Deus está resgatando os primogênitos através dos levitas (Livro de Números 3:49). Os levitas são aqueles que pagam o preço do resgate pelos primogênitos dos filhos de Israel. Na obra da redenção, o Senhor Jesus Cristo se fez pecado pelos pecadores, o único que poderia pagar o preço pelo resgate daqueles que estavam presos em dívidas impagáveis por qualquer forma terrena. O preço do resgate, pago com o sacrifício do Cordeiro de Deus, trouxe a aniquilação da cédula de dívida que havia sobre todos os descendentes de Adão (Carta aos Colossenses 2:12-15). O Senhor Jesus Cristo substituiu todos aqueles que deveriam ser condenados com o mundo, pois esses não tinham como pagar a dívida, sendo, então, Ele, o resgate e a salvação de muitos.

Livro de Números, capítulo 3, versículos 39-51, diz:
"39. Todos os que foram contados dos levitas, que contou Moisés e Arão, por mandado do SENHOR, segundo as suas gerações, todo varão de um mês para cima foram vinte e dois mil. 
40. E disse o SENHOR a Moisés: Conta todo primogênito varão dos filhos de Israel da idade de um mês para cima e toma o número dos seus nomes. 
41. E para mim tomarás os levitas (eu sou o SENHOR) em lugar de todo primogênito dos filhos de Israel e os animais dos levitas em lugar de todo primogênito entre os animais dos filhos de Israel
42. E contou Moisés, como o SENHOR lhe ordenara, todo primogênito entre os filhos de Israel. 
43. E todos os primogênitos dos varões, pelo número dos nomes dos da idade de um mês para cima, segundo os que foram contados deles, foram vinte e dois mil e duzentos e setenta e três. 
44. E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 
45. Toma os levitas em lugar de todo primogênito entre os filhos de Israel e os animais dos levitas em lugar dos seus animais; porquanto os levitas serão meus. Eu sou o SENHOR. 
46. Quanto aos duzentos e setenta e três, que se houverem de resgatar, que sobrepujam aos levitas dos primogênitos dos filhos de Israel, 
47. Tomarás para cada cabeça cinco siclos; conforme o siclo do santuário os tomarás, a vinte geras o siclo. 
48. E a Arão e a seus filhos darás o dinheiro dos resgatados, dos que sobejam entre eles. 
49. Então, Moisés tomou o dinheiro do resgate dos que sobejaram sobre os resgatados pelos levitas*.  
50. Dos primogênitos dos filhos de Israel tomou o dinheiro*, mil e trezentos e sessenta e cinco siclos, segundo o siclo do santuário. 
51. E Moisés deu o dinheiro dos resgatados a Arão e a seus filhos, segundo o mandado do SENHOR, como o SENHOR ordenara a Moisés". (destaques meus)
• Resgatados pelos levitas* - Esses resgatados são os primogênitos dos filhos de Israel contados dentro dos 22.000 (vinte e dois mil), que não sobejaram. Aqueles que sobejaram, 273 (duzentos e setenta e três), foram resgatados com dinheiro, 5 (cinco) siclos por cabeça pelos primogênitos dos filhos de Israel. 
• Dos primogênitos dos filhos de Israel tomou o dinheiro* - A origem do dinheiro. Cada primogênito, dos 273 (duzentos e setenta e três), pagou sua parte, 5 (cinco) siclos, pelo resgate.

Livro de Números, capítulo 18, versículos 22 e 23, diz:
22. E nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da congregação, para que não levem sobre si o pecado e morram. 
23. Mas os levitas administrarão o ministério da tenda da congregação e eles levarão sobre si a sua iniquidade; pelas vossas gerações estatuto perpétuo será; e no meio dos filhos de Israel nenhuma herança herdarão. (destaques meus) 

O sacerdócio levítico é uma alegoria para o sacerdócio de Cristo no Novo Testamento. Cada detalhe do sacerdócio levítico tem interpretação revelada para o ministério da Igreja do Senhor Jesus Cristo. Por tradição, somente cantores e músicos são considerados levitas nos ministérios denominacionais. Está errado esse entendimento. O sacerdócio levítico foi substituído em seu ritual natural para os eventos que traduzem suas alegorias e figuras, como sombras das coisas e bens futuros para a Igreja do Senhor. O sacerdócio levítico era o único responsável pelo ministério da Tenda da Congregação no Tabernáculo terreno, que é figura do Tabernáculo celestial.

Carta aos Hebreus, capítulo 7, versículos 11 e 12, diz:
"11. De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão? 
12. Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei". (destaque meu) 

Carta aos Hebreus, capítulo 8, versículos 1-6, diz:
"1. Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da Majestade, 
2. Ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem
3. Porque todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; pelo que era necessário que este também tivesse alguma coisa que oferecer. 
4. Ora, se ele estivesse na terra, nem tampouco sacerdote seria, havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei
5. Os quais servem de exemplar e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que, no monte, se te mostrou
6. Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas". (destaques meus) 

O sacerdócio levítico tem a revelação da fundamentação e edificação do ministério dos obreiros da Igreja do Senhor Jesus Cristo. Os textos da carta aos Hebreus 8:1-6, antes transcritos, afirmam que o sacerdócio levítico é sombra das coisas celestiais, sendo assim, para o Novo Testamento, exige interpretação revelada para que a Igreja do Senhor Jesus Cristo seja edificada, fundamentando-se nessa revelação. Não é para praticar a Lei de Moisés conforme a letra da lei de modo natural, não!

A doutrina de Cristo, a mesma doutrina dos apóstolos do Cordeiro, foi originalmente fundamentada nas interpretações das sombras das coisas e bens futuros, das alegorias, das figuras e demais revelações embutidas na história dos filhos de Israel que estão na Palavra de Deus. Quando lemos as cartas deixadas pelos apóstolos notamos as riquezas das interpretações e revelações que eles tiveram baseadas nas Escrituras, na Lei de Moisés, nos profetas, salmos e demais livros. São essas interpretações e revelações que já tomamos como ensino e edificação do Corpo de Cristo. Os apóstolos não criaram nenhuma doutrina nova, entretanto, já alertavam, desde as cartas profetizadas, que doutrinas estranhas e de demônios surgiriam no futuro, trazendo confusão e perdição, e, é o que temos nos dias atuais.

Sintetizando, não se cria nada novo. A Palavra de Deus realiza com perfeição uma fusão em si mesma, pois, é obra do SENHOR Deus. Através da Palavra de Deus as falsas interpretações e doutrinas estranhas são, também, claramente identificadas.

Considerando um breve exemplo, Arão era o sumo sacerdote do Tabernáculo terreno. Arão é a figura de Cristo que é o Sumo Sacerdote do Tabernáculo celestial. As condutas de Arão, os procedimentos e responsabilidades do sacerdócio conforme recebemos das Escrituras para nosso conhecimento, são para a interpretação conforme as sombras das coisas futuras, visando conhecer verdades firmes e eternas embutidas no sacerdócio levítico.

Os levitas são figuras, hoje, dos anjos, filhos de Deus, sacerdotes e obreiros da Igreja do Senhor Jesus Cristo. A Igreja é o Corpo de Cristo. Cristo é a cabeça da Igreja. O Sumo Sacerdote, Cristo, tem seus obreiros responsáveis pelo Corpo, cada qual com sua função no ministério sacerdotal.

Somente a Tribo de Levi poderia exercer o sacerdócio, administrar, guardar, proteger, desmontar, transportar e montar o Tabernáculo, impedindo que os filhos de Israel ultrapassassem os limites impostos pelo SENHOR, senão, morreriam. Por que os levitas podiam tocar nas peças e vasos do Tabernáculo terreno, figura do celestial, enquanto que os filhos de Israel estavam proibidos de tal ato? Se um filho de Israel transgredisse tal regra, morreria.

Livro de Números, capítulo 1, versículos 48-51, diz:
"48. Porquanto o SENHOR tinha falado a Moisés, dizendo: 
49. Somente não contarás a tribo de Levi, nem tomarás a soma deles entre os filhos de Israel; 
50. Mas, tu, põe os levitas sobre o tabernáculo do Testemunho, e sobre todos os seus utensílios, e sobre tudo o que lhe pertence; eles levarão o tabernáculo e todos os seus utensílios; e eles o administrarão e assentarão o seu arraial ao redor do tabernáculo. 
51. E, quando o tabernáculo partir, os levitas o desarmarão; e, quando o tabernáculo assentar no arraial, os levitas o armarão; e o estranho que se chegar morrerá*". (destaque meu) 
• "... o estranho que se chegar morrerá."* - Por que, inclusive, neste caso, o filho de Israel é tratado como um estranho?

Livro de Números, capítulo 18, versículos 6 e 7, diz:
"6. E eu, eis que tenho tomado vossos irmãos, os levitas, do meio dos filhos de Israel; a vós são dados em dádiva pelo SENHOR, para administrar o ministério da tenda da congregação
7. Mas tu e teus filhos contigo guardareis o vosso sacerdócio em todo o negócio do altar, e no que estiver dentro do véu, isto administrareis; eu vos tenho dado o vosso sacerdócio em dádiva ministerial, e o estranho que se chegar morrerá". (destaques meus) 

Da mesma forma que nos tempos do sacerdócio levítico, nos tempos atuais, existem aqueles que querem mais do que poderiam ser e ter da parte do SENHOR Deus, despertados por inveja, soberba, desconhecimento, tentação etc.

Exemplo:
Livro de Números, capítulo 16, versículos 8-10, diz:
"8. Disse mais Moisés a Corá: Ouvi, agora, filhos de Levi: 
9. Porventura, pouco para vós é que o Deus de Israel vos separou da congregação de Israel para vos fazer chegar a si, a administrar o ministério do tabernáculo do SENHOR e estar perante a congregação para ministrar-lhe
10. E te fez chegar e todos os teus irmãos, os filhos de Levi, contigo; ainda também procurais o sacerdócio? (destaques meus) 

Carta aos Efésios, capítulo 4, versículos 10-16, diz:
"10. Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas. 
11. E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, 
12. Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, 
13. Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, 
14. Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente. 
15. Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, 
16. Do qual todo o corpo, bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor". (destaque meu)  

Carta 2 Coríntios, capítulo 3, versículos 4-6, diz:
"4. E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; 
5. Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, 
6. O qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espírito vivifica". (destaque meu) 

No sacerdócio levítico, apenas os sacerdotes da Tribo de Levi podiam oferecer sacrifícios espirituais diante do SENHOR Deus, no ministério do Tabernáculo terreno.

Carta 1 Pedro, capítulo 2, versículos 1-5, diz:
"1. Deixando, pois, toda malícia, e todo engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações, 
2. Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo, 
3. Se é que já provastes que o Senhor é benigno. 
4. E, chegando-vos para ele, a pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, 
5. Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo*, para oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo". (destaque meu) 
• "... sacerdócio santo..."* - Sacerdócio Levítico

Carta de Tiago, capítulo 5, versículos 14 e 15, diz:
"14. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor
15. E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados". (destaques meus) 

Evangelho de João, capítulo 20, versículo 23, diz:
"Àqueles a quem perdoardes os pecados, lhes são perdoados; e, àqueles a quem os retiverdes, lhes são retidos". (destaque meu)

Evangelho de Mateus, capítulo 9, versículo 2, diz:
"E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, tem bom ânimo; perdoados te são os teus pecados". (destaque meu)  

Evangelho de Mateus, capítulo 18, versículo 15-20, diz:
"15. Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão. 
16. Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que, pela boca de duas ou três testemunhas, toda palavra seja confirmada. 
17. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano. 
18. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 
19. Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. 
20. Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles". (destaques meus)  

Existem males físicos que são originados de pecados cometidos, por isso, diz o Senhor em certos momentos quando ministrava a cura da pessoa: "vai e não peques mais, para que não suceda coisa pior". Demonstra, também, que aqueles que exercem o sacerdócio no Novo Testamento, têm poder para perdoar pecados, conforme Tiago 5:15, João 20:23, Mateus 9:2 e outros. O Senhor Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote e os obreiros consagrados são os sacerdotes no Novo testamento. No sacerdócio levítico corresponde à Arão e sua descendência.

Não é sem motivo essa abrangência de contextos dentro do estudo da Ceia do Senhor. A morte dos primogênitos do Egito na noite da Páscoa reserva em si uma amplitude. A exposição abrangente sobre os primogênitos mortos no Egito, os primogênitos dos filhos de Israel, o resgate dos primogênitos filhos de Israel pelos levitas, o sacerdócio levítico e o ministério dos levitas na administração do Tabernáculo terreno, demonstra as relações neles implícitas. Tais relações geram perguntas, buscando entendimento.

Os primogênitos do Egito são substituídos pelos primogênitos dos filhos de Israel; os primogênitos dos filhos de Israel são substituídos pelos levitas; o Senhor Jesus Cristo substitui os levitas, sendo Ele o cabeça da primogenitura dos filhos de Israel. O Senhor Jesus Cristo é o primogênito entre os mortos e ressurretos, a primazia em todas as coisas, o primeiro.

A noite da morte dos primogênitos do Egito, foi o derradeiro ato para a libertação dos filhos de Israel do jugo da escravidão. Um evento com significado, com motivação. Poderia o SENHOR Deus ter alcançado a libertação dos filhos de Israel por outra forma, certamente, o SENHOR Deus pode tudo. Ao invés dos primogênitos, poderia determinar a morte de qualquer membro de uma família egípcia ou qualquer outra ação mesmos em mortes. Entretanto, a morte deveria atingir exclusivamente os primogênitos do Egito e, essa decisão, tem uma razão de ser, um precedente que prenuncia um consequente, antecipando o que futuramente viria? Somente com o sacrifício do Cordeiro, seu Filho, o SENHOR Deus, poderia, determinar e justificar a destruição do inimigo e libertação eterna dos filhos de Israel e, hoje, Igreja do Senhor - a Igreja dos primogênitos.

Carta aos Hebreus, capítulo 12, versículos 18-29, diz:
"18. Porque não chegastes ao monte palpável, aceso em fogo, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade, 
19. E ao sonido da trombeta, e à voz das palavras, a qual, os que a ouviram pediram que se lhes não falasse mais; 
20. Porque não podiam suportar o que se lhes mandava: Se até um animal tocar o monte, será apedrejado. 
21. E tão terrível era a visão, que Moisés disse: Estou todo assombrado e tremendo. 
22. Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos, 
23. À universal assembleia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; 
24. E a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel. 
25. Vede que não rejeiteis ao que fala; porque, se não escaparam aqueles que rejeitaram o que na terra os advertia, muito menos nós, se nos desviarmos daquele que é dos céus, 
26. A voz do qual moveu, então, a terra, mas, agora, anunciou, dizendo: Ainda uma vez comoverei, não só a terra, senão também o céu. 
27. E esta palavra: Ainda uma vez, mostra a mudança das coisas móveis, como coisas feitas, para que as imóveis permaneçam. 
28. Pelo que, tendo recebido um Reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente com reverência e piedade; 
29. Porque o nosso Deus é um fogo consumidor". (destaques meus) 

Carta Colossenses, capítulo 1, versículos 12-15, diz:
"12. Dando graças ao Pai, que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz. 
13. Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor, 
14. Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados; 
15. O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação". (destaque meu)

Lembrando, a primogenitura dos filhos de Israel é o prenúncio de que há um cabeça de todos, que é Cristo. O SENHOR Deus, quando se refere aos filhos de Israel, diz: "Israel é meu filho, meu primogênito", como se falando de um e não vários primogênitos.

Livro do Êxodo, capítulo 4, versículo 22, diz:
"Então, dirás a Faraó: Assim diz o SENHOR: Israel é meu filho, meu primogênito".

Na Festa da Páscoa, o anúncio do sacrifício do cordeiro, figura do verdadeiro Cordeiro de Deus, primogênito de toda a criação é, ao mesmo tempo, o prenúncio da morte dos primogênitos do Egito. Sem o sacrifício do cordeiro não haveria a morte dos primogênitos do Egito. Os poderes do Egito e sua força estão representados na figura dos seus primogênitos. O Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, venceu os poderes do Egito e seu príncipe e, deu essa vitória a todo aquele que nele crê, para, também, vencer o mundo e seus poderes.

Quando o SENHOR Deus diz sobre os filhos de Israel, "Israel é meu filho, meu primogênito", diz, também, sobre a Igreja do Senhor, como a Igreja dos primogênitos, pois é um só corpo, cuja cabeça é Cristo.

Quando o SENHOR Deus diz sobre os filhos de Israel, "Israel é meu filho, meu primogênito", diz, também, sobre o Senhor Jesus Cristo, o primogênito de toda a criação.

Não existem dois primogênitos do mesmo Pai. Jesus Cristo e os filhos de Israel, a Igreja hoje, são um só corpo.

Quando o SENHOR Deus olha para a Igreja, olha para um corpo perfeito e bem ajustado, unido por um só Espírito Santo tendo por cabeça seu Filho.

Carta aos Efésios, capítulo 4, versículos 15 e 16, diz:
"15. Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, 
16. Do qual todo o corpo, bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor". 

6.3.3. Nenhum Estrangeiro ou Assalariado Participará da Páscoa

No livro do Êxodo, capítulo 12, versículos 43-49, diz o SENHOR Deus que nenhum servo comprado por dinheiro, estrangeiro ou assalariado participará da Páscoa. Acrescentando que, se forem circuncidados, poderão participar.

Lembrando o que escrevi anteriormente: Convém por zelo considerar que o SENHOR Deus não compra a salvação de alguém por dinheiro deste mundo. Não há dinheiro deste mundo que pague o valor de uma alma. Quando encontramos valores de dinheiro dentro da Palavra de Deus, necessário atentar para o contexto e o significado da figura como representação.

Qualquer pessoa que não fosse natural dos filhos de Israel era considerada estrangeira. Hoje, estrangeiro, para a Igreja do Senhor, são os incrédulos, aqueles que não creem no SENHOR Deus, o Pai e nem no Senhor Jesus Cristo, o Filho, independentemente do deus em quem acreditam.

Carta aos Efésios, capítulo 2, versículos 17-22, diz:
"17. E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto; 
18. Porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. 
19. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus; 
20. Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; 
21. No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor, 
22. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito". (destaques meus) 

A circuncisão é figura do batismo nas águas. Assim, qualquer que queira participar da Ceia do Senhor, hoje, dentro de uma normalidade, precisa ser batizado nas águas. Digo "normalidade" por causa das situações excepcionais que possam ocorrer.

O assunto da circuncisão ser figura do batismo nas águas está abordado no livro "Doutrina Do Batismo Nas Águas", publicado neste link.

O versículo 48 do mesmo capítulo 12 do livro do Êxodo afirma que, após a circuncisão, a pessoa será considerada como um natural da terra, ou seja, mudou a nacionalidade, passando para a condição de filho de Israel. Da mesma forma, hoje, qualquer que esteja no mundo, convertendo-se ao SENHOR Deus, sendo batizado nas águas, dentro de uma normalidade, passará a ser filho de Deus, membro do corpo de Cristo, a Igreja do Senhor. Ou seja, de filho do mundo passa a ser filho de Deus.

No final do versículo 48, diz: "... nenhum incircunciso comerá dela...", isso, hoje, significa: "nenhum incrédulo comerá dela".

6.3.3.1. Quando Um Homem, Sendo Limpo, Não Participa da Páscoa

Livro de Números, capítulo 9, versículo 13, diz:
"Porém, quando um homem for limpo, e não estiver de caminho, e deixar de celebrar a Páscoa, tal alma do seu povo será extirpada; porquanto não ofereceu a oferta do SENHOR a seu tempo determinado; tal homem levará o seu pecado". (destaques meus) 

Mais uma vez temos a expressão "extirpar" em um texto da Palavra de Deus. A expressão refere-se a um ato extremo e sem perdão, destruindo, aniquilando aquele que praticar a desobediência, podendo, não celebrar a Páscoa no tempo determinado.

Por que essa extrema consequência? Diferentemente, será considerada a possibilidade da realização da segunda Páscoa para aqueles que não participaram a primeira. No caso em consideração, o filho de Israel estava limpo, ou seja, em condições, mas, não participou da celebração da Páscoa, sendo extirpado do meio dos filhos de Israel, que nos dias de hoje seriam aqueles que não participassem da Ceia do Senhor estando em condições para tal.

Mas, qual o significado dessa consequência extrema, a extirpação do desobediente? Sendo a Festa da Páscoa a reunião dos filhos de Israel, hoje sendo, a reunião dos filhos de Deus na Ceia do Senhor, tal celebração significa o ajuntamento à mesa do SENHOR Deus no Reino dos Céus. Estar apto para a celebração da Páscoa e não participar é o mesmo que negar querer estar na presença do Pai e do Filho, como um desprezo, pouco caso, como um ato profano, como foi considerada a conduta de Esaú quando desprezou sua primogenitura. Para poder participar dessa mesa da Páscoa, custou o preço do sacrifício do cordeiro (Cordeiro de Deus). Por isso diz a Palavra de Deus "quando um homem for limpo", ou seja, foi lavado e remido pelo sangue do Cordeiro de Deus.

Para ilustrar a abrangência dessa situação, a Palavra de Deus traz uma parábola. A parábola é tanto para demonstrar as consequências do desprezo ao SENHOR Deus e, também, para representar os diversos atos praticados pelos filhos de Israel contra os profetas e a vinda do Messias.

Evangelho de Mateus, capítulo 22, versículos 1-14, diz:
"1. Então, Jesus, tomando a palavra, tornou a falar-lhes em parábolas, dizendo: 
2. O Reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho. 
3. E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; e estes não quiseram vir. 
4. Depois, enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas. 
5. Porém eles, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, e outro para o seu negócio; 
6. E, os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram. 
7. E o rei, tendo notícias disso, encolerizou-se, e, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade. 
8. Então, disse aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos. 
9. Ide, pois, às saídas dos caminhos e convidai para as bodas a todos os que encontrardes. 
10. E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons*; e a festa nupcial ficou cheia de convidados. 
11. E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste nupcial. 
12. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu. 
13. Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o e lançai- o nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes. 
14. Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos".  (destaques meus)
• "... tanto maus como bons..."* - Tanto gentios, estrangeiros, como os judeus, os naturais. Conforme Atos dos Apóstolos 13:44-46; 18:4-6; Carta aos Romanos 9:22-29.

6.3.3.2. A Segunda Páscoa

Livro de Números, capítulo 9, versículos 1-12, diz:
"1. E falou o SENHOR a Moisés no deserto do Sinai, no segundo ano da sua saída da terra do Egito, no primeiro mês, dizendo: 
2. Que os filhos de Israel celebrem a Páscoa a seu tempo determinado. 
3. No dia catorze deste mês, pela tarde, a seu tempo determinado a celebrareis; segundo todos os seus estatutos e segundo todos os seus ritos, a celebrareis. 
4. Disse, pois, Moisés aos filhos de Israel que celebrassem a Páscoa. 
5. Então, celebraram a Páscoa no dia catorze do primeiro mês, pela tarde, no deserto do Sinai; conforme tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel. 
6. E houve alguns que estavam imundos pelo corpo de um homem morto; e no mesmo dia não podiam celebrar a Páscoa; pelo que se chegaram perante Moisés e perante Arão aquele mesmo dia. 
7. E aqueles homens disseram-lhe: Imundos estamos nós pelo corpo de um homem morto; por que seríamos privados de oferecer a oferta do SENHOR a seu tempo determinado no meio dos filhos de Israel? 
8. E disse-lhes Moisés: Esperai, e ouvirei o que o SENHOR vos ordenará. 
9. Então, falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 
10. Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém entre vós ou entre as vossas gerações for imundo por corpo morto ou se achar em jornada longe de vós, contudo, ainda celebrará a Páscoa ao SENHOR. 
11. No segundo mês, no dia catorze, de tarde, a celebrarão: Com pães asmos e ervas amargas a comerão. 
12. Dela nada deixarão até à manhã e dela não quebrarão osso algum; segundo todo o estatuto da Páscoa, a celebrarão". (destaques meus)

Diferentemente do homem que estava limpo e não celebrou a Páscoa por desobediência e pouco caso, sendo extirpado, aquele que estivesse imundo por corpo morto ou se achasse em jornada, poderia celebrar uma nova Páscoa no tempo determinado pelo SENHOR. No livro de Números 19:11-14 está prevista a situação quando há contato de alguém com corpo de homem morto e a forma de purificação.

Livro de Números, capítulo 19, versículos 11-14, diz:
"11. Aquele que tocar a algum morto, cadáver de algum homem, imundo será sete dias. 
12. Ao terceiro dia, se purificará com a água e, ao sétimo dia, será limpo; mas, se ao terceiro dia se não purificar, não será limpo ao sétimo dia. 
13. Todo aquele que tocar a algum morto, cadáver de algum homem que estiver morto, e não se purificar, contamina o tabernáculo do SENHOR; e aquela alma será extirpada de Israel; porque a água da separação não foi espargida sobre ele, imundo será; está nele ainda a sua imundícia. 
14. Esta é a lei, quando morrer algum homem em alguma tenda: todo aquele que entrar naquela tenda e todo aquele que estiver naquela tenda será imundo sete dias". 

Tal concessão para uma outra Páscoa da parte do SENHOR, para esses, considera-se uma situação circunstancial, pois, trata-se de homens dos filhos de Israel que eram limpos, mas por causa de alguma situação excepcional tiveram de tocar em corpo de homem morto ou em jornada em local distante, não chegando a tempo para o evento. A ausência não foi desobediência, mas, deu-se por força maior, justificável.

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7. Saída do Egito e Saída deste Mundo

O SENHOR Deus disse para o patriarca Abraão que a sua descendência seria peregrina em terra estranha e escravizada por quatrocentos anos, mas sairiam da submissão.

Livro de Gênesis, capítulo 15, versículos 13 e 14, diz:
"13. Então, disse a Abrão: Saibas, decerto, que peregrina será a tua semente em terra que não é sua; e servi-los-ão e afligi-la-ão quatrocentos anos;
14. Mas também eu julgarei a gente à qual servirão, e depois sairão com grande fazenda". 

Livro do Êxodo, capítulo 3, versículos 7 e 8, diz:
"7. E disse o SENHOR: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores. 
8. Portanto, desci para livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel; ao lugar do cananeu, e do heteu, e do amorreu, e do ferezeu, e do heveu, e do jebuseu". 

Livro do Êxodo, capítulo 12, versículos 40-42, diz:
"40. O tempo que os filhos de Israel habitaram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos. 
41. E aconteceu que, passados os quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, todos os exércitos do SENHOR saíram da terra do Egito. 
42. Esta noite se guardará ao SENHOR, porque nela os tirou da terra do Egito; esta é a noite do SENHOR, que devem guardar todos os filhos de Israel nas suas gerações". 

Velho Testamento: A primeira Festa da Páscoa com o sacrifício de um cordeiro, prenunciou a libertação dos filhos de Israel do jugo da escravidão imposta pelo poder do Egito, Faraó. Os filhos de Israel, mesmo libertos do poder do Egito, continuaram no mundo, iniciando uma jornada ou peregrinação para conhecer o seu SENHOR e Deus e alcançar a terra prometida terrena, através do líder que foi levantado para isso, inicialmente Moisés e em seguida Josué. A trajetória dos filhos de Israel até que chegasse à terra prometida, terrena, foi marcada por inúmeros eventos descritos nas Escrituras Sagradas. Os eventos ocorridos na trajetória da peregrinação dos filhos de Israel servem de sombras de coisas e bens futuros, alegorias e figuras para a Igreja do Senhor Jesus Cristo.

Novo Testamento: A primeira Festa da Páscoa com o sacrifício do Cordeiro de Deus, prenunciado nos tempos de Moisés, trouxe a libertação dos filhos de Deus do jugo da escravidão imposta pelo poder do mundo, Satanás. Os filhos de Deus, mesmo libertos do poder do mundo, continuam no mundo, iniciando uma jornada ou peregrinação para conhecer o seu SENHOR e Deus e alcançar a terra prometida celestial, através do líder que foi levantado para isso, Jesus Cristo, o Filho de Deus. A trajetória dos filhos de Deus, até que alcancem a terra prometida, celestial, segue confirmando os inúmeros eventos anteriormente descritos no Velho Testamento, na Palavra de Deus, prosseguindo, até que chegue o tempo determinado, quando todos os salvos estarão no Reino dos Céus com o SENHOR Deus, o Pai e o Senhor Deus, o Filho.

Por isso, também, a Festa da Páscoa, hoje, a Ceia do Senhor, continua sendo celebrada. Os filhos de Deus ainda estão neste mundo, mas não são deste mundo. Os filhos de Deus seguem os passos do Cordeiro de Deus, vivendo a vida do filho de Deus em si mesmos, negando o mundo e tomando cada um a sua cruz. Os filhos de Deus tomam o cálice e comem o pão, todos os dias, servindo de sacrifício para a edificação da Igreja, pela pregação do Evangelho e salvação de almas. A semeadura e a colheita. O plantio, o cuidado com a seara e a ceifa. Cada um levará diante do SENHOR Deus as suas obras e receberá seu galardão.

Os filhos de Deus estão todos os dias sendo crucificados pelo poder do mundo, aqui, nesse Reino de Trevas espirituais, pois, este mundo tem um príncipe. A Igreja, ainda é, a luz que está no mundo, resplandecendo a glória do SENHOR Deus e Pai e do Senhor Jesus Cristo, pelo Espírito Santo que foi dado aos filhos de Deus. Os tempos passam, a Palavra de Deus vai sendo cumprida, não há lugar neste mundo para descanso real, como o Senhor Jesus diz que não há onde reclinar a cabeça para descanso neste mundo (Evangelho de Lucas 9:57 e 58).

Os filhos de Deus jamais devem ficar acomodados e conformados com este mundo de aflições, Reino de Trevas, desejando ardentemente a intervenção do SENHOR Deus, para que se cumpram todas as coisas e os cristãos evangélicos deixem este mundo e sejam levados à terra prometida, o Reino dos Céus. Cabe sempre lembrar que, este mundo, é o Reino das Trevas, uma terra estranha para filhos de Deus.

Carta 1 João, capítulo 2, versículos 15-17, diz:
"15. Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. 
16. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. 
17. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre". 

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8. A Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios

Carta 1 Coríntios, capítulo 11, versículos 17-34, diz:
"17. Nisto, porém, que vou dizer-vos, não vos louvo, porquanto vos ajuntais, não para melhor, senão para pior. 
18. Porque, antes de tudo, ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões; e em parte o creio. 
19. E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós. 
20. De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a Ceia do Senhor. 
21. Porque, comendo, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia; e assim um tem fome, e outro embriaga-se. 
22. Não tendes, porventura, casas para comer e para beber? Ou desprezais a igreja de Deus e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisso não vos louvo. 
23. Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; 
24. E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. 
25. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. 
26. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha. 
27. Portanto, qualquer que comer este pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. 
28. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão, e beba deste cálice. 
29. Porque o que come e bebe indignamente come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. 
30. Por causa disso, há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem. 
31. Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. 
32. Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo. 
33. Portanto, meus irmãos, quando vos ajuntais para comer, esperai uns pelos outros. 
34. Mas, se algum tiver fome, coma em casa, para que vos não ajunteis para condenação. Quanto às demais coisas, ordená-las-ei quando for ter convosco". 

Carta 1 Coríntios, capítulo 10, versículo 16, diz:
"Porventura, o cálice de bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é, porventura, a comunhão do corpo de Cristo"? 

A Palavra de Deus dada através do apóstolo Paulo na carta 1 Coríntios, capítulo 11, versículos 17-34, por si mesma se esclarece. Também, vem confirmar tudo o que foi apresentado no estudo ora considerado.

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9. Questões Frequentes Sobre a Ceia do Senhor

9.1. Criança Participa da Ceia do Senhor?

Não existe entendimento único entre as diversas denominações cristãs evangélicas sobre esse tema. As argumentações, normalmente, consideram uma compreensão natural, com aspectos de razão humana influenciando na decisão de autorizar ou não uma criança participar da celebração da Ceia do Senhor.

No Velho Testamento, a Festa da Páscoa tem em seu ambiente a celebração da família do SENHOR Deus, os filhos de Israel que foram separados do mundo. No Novo Testamento, a Ceia do Senhor tem em seu ambiente a celebração da família do SENHOR Deus, os filhos de Deus que foram separados do mundo.

Todos aqueles que nascem dentro da família do SENHOR Deus, já são seus filhos e de modo algum podem ser considerados estrangeiros ou imundos, são naturais dentro do corpo de Cristo, pertencem ao corpo. Quando nasce um filho de família cristã evangélica, sendo um dos pais crente, o filho é santo, diz a Palavra de Deus. Não é necessário a criança precisar crescer para ter entendimento e somente assim decidir sobre querer ser ou não ser filha de Deus, esse tipo de interpretação está gravemente errada, como uma blasfêmia.

Na Carta 1 Coríntios, capítulo 7, versículo 14, diz:
"Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; doutra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos". (destaques meus)

Se são santos, estão santificados. Por que não participariam da mesa do Senhor? Ao contrário, devem participar da celebração da Ceia do Senhor, pois são santos, já são filhos de Deus santificados pelos pais. Se os pais não forem santos e um filho deles for batizado nas águas, participará da Ceia do Senhor (conforme anteriormente explicado no caso de estrangeiros participarem da Festa da Páscoa). Negar essa verdade é gravíssimo pecado, pois considera a criança, que é santa, imunda e sem Deus.

Evangelho de João, capítulo 6, versículo 54, diz:
"Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia".

Excluir as crianças do direito de comer do pão e beber do cálice está dizendo que não pode participar dessa graça. A criança, que é santificada, está sendo excluída da mesa do SENHOR.

Existem ensinos denominacionais que afirmam ser necessário levar as crianças ao conhecimento de Jesus, da salvação, para que quando tiverem entendimento, poderão ser salvas. A partir de um erro, vem outro erro, e outro... e outro...

A interpretação da Palavra de Deus sobre a participação das crianças na celebração da Ceia do Senhor tem paralelo com o estudo "Doutrina Do Batismo Nas Águas", publicado neste link, expondo a confirmação no sentido de que as crianças devem ser, também, batizadas nas águas.

9.2. Posso Realizar a Ceia do Senhor, Sozinho?

Se considerar a questão, interpretando a Palavra de Deus de modo natural, não pode. Se considerar a questão, interpretando a Palavra de Deus de modo espiritual, pode.

A Palavra de Deus diz que a Ceia do Senhor deve ocorrer quando os irmãos se reúnem, ou seja, onde houver dois ou três reunidos no nome do Senhor, ali Ele estará.

Evangelho de Mateus, capítulo 18, versículo 18-20, diz:
"18. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 
19. Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. 
20. Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles". (destaques meus) 

A Ceia do Senhor é uma celebração festiva, quando o cristão evangélico, além de exaltar a vitória na ressurreição do Senhor Jesus, afirma que participa das aflições de Cristo como membro do corpo de Cristo, sendo isso, glórias a Deus. Fazer a celebração de modo individual não é errado ou proibido pela Palavra de Deus. Podendo ser realizada dentro de uma normalidade ou excepcionalidade. Celebrar a Ceia do Senhor sozinho, sem estar acompanhado de irmãos, não significa que o cristão evangélico esteja só. O cristão evangélico jamais estará só. Se ele celebrar a Ceia diante do SENHOR Deus, o Pai e diante do Filho, este ato será conhecido diante dos Céus.

Os filhos de Deus vivem na dimensão das verdades espirituais eternas, imutáveis e inabaláveis, e não dentro de limites de interpretações da Palavra de Deus de modo natural e carnal.

Não se deixe enganar...
Existem reuniões de celebração da Ceia do Senhor, que, diante do SENHOR Deus e do Cordeiro, não são reconhecidas.
Existe celebração da Ceia do Senhor, que, diante do SENHOR Deus e do Cordeiro, em aparente solidão, é reconhecida.

◊ • • • • • • • • • • • • ◊

10. Conclusão

A Ceia do Senhor é uma celebração festiva e gloriosa que faz parte da doutrina da Igreja do Senhor Jesus Cristo.

Paz, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.

Sergio Luiz Brandão

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